<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424</id><updated>2012-02-16T18:46:49.514-02:00</updated><title type='text'>Visão Mundana</title><subtitle type='html'>Apenas uma nobre visão mundana do que nos rodeia. Costumes, hábitos, pessoas, coisas.
Veja com meus olhos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7838636728013870180</id><published>2010-09-10T18:13:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T18:14:12.320-03:00</updated><title type='text'>Nota de esclarecimento</title><content type='html'>Blog passando por momento sem inspiração, apesar da vida cultural continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaremos em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7838636728013870180?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7838636728013870180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7838636728013870180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7838636728013870180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7838636728013870180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/09/nota-de-esclarecimento.html' title='Nota de esclarecimento'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6300392669384489387</id><published>2010-07-14T15:45:00.006-03:00</published><updated>2010-07-14T16:09:10.618-03:00</updated><title type='text'>Culturais</title><content type='html'>Faz tempo que não resenho minha programação cultural aqui no blog. E bom que venho pensando em fazer resenha de viagens também, ainda mais depois das minhas últimas férias. Enfim, planos. Mas vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Verdes campos irlandeses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.andersonboeira.com.br/cms/upload/teatropoeira/pedrasnosbolsos.png" align="right" /&gt;Na última sexta-feira, tive o grato prazer de ir ao espetáculo teatral Pedra nos Bolsos, no Teatro Poeira, aqui no Rio de Janeiro. Em cartaz durante os meses de julho e agosto, a peça conta a história de uma pacata cidade no interior da Irlanda que serve de cenário para uma grande produção hollywoodiana. Os fatos narrados, com base no texto de Marie Jones, mostram o impacto no dia a dia da pequena vila, onde quase todos os seus habitantes são parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, show de interpretação de Luiz Furlanetto e Paulo Trajano, dirigidos por David Herman. Eles interpretam cerca de 15 personagens, mas passam a maior parte do tempo como os figurantes Charlie e Jake, que tentam ganhar a féria do dia em meio ao cotidiano da vila, que não se altera (muito). Isso até o clímax, quando surge a justificativa para o nome Pedras nos Bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama vai evoluindo de forma compassada, com picos de emoção graças ao jogo de luzes e uma bela trilha sonora, além dos próprios atores. O cenário simples, mas tão bem aplicado do próprio diretor, nos leva aos campos irlandeses. Todo esse clima ajuda a compor e mudar os personagens, pois não há troca de roupa no palco. Muda-se tom de voz, postura, feições. Os recursos da ótima iluminação de Wilson Reiz ajudam a marcar o momento de trocar. Há diálogos protagonizados pelos atores e seus próprios personagens. E não fica com cara de monólogo. Há um “outro” em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem possui mais curiosidade sobre a peça, ela foi escrita por uma britânica tentando criticar o universo do grande cinema, que esquece a arte pelas gordas cifras financeiras. Pedra nos Bolsos já foi encenada na Broadway, com ótimas críticas. Aqui no Brasil, não está sendo diferente. A montagem do David é de encher os olhos e não deixa nada a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço&lt;br /&gt;PEDRAS NOS BOLSOS - Comédia&lt;br /&gt;Temporada: de 02 de julho a 29 de agosto&lt;br /&gt;Local: Teatro Poeira - Rua São João Batista, 104 - Botafogo – Rio de Janeiro - RJ&lt;br /&gt;Telefone: (21) 2537.8053&lt;br /&gt;Horário: sexta e sábado às 21 horas/domingo às 19 h&lt;br /&gt;Preço: sexta R$ 30,00/Sab. e dom. R$40,00&lt;br /&gt;Lotação: 180 pessoas&lt;br /&gt;Duração: 80 minutos&lt;br /&gt;Classificação etária: 12 anos&lt;br /&gt;Horário da bilheteria: de terça a sábado de 15h às 21 h e domingo de 15h às 19h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Mais que bem amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com/media/film/images/6285/1278645072_obemamado1_thumb.jpg" align="left" /&gt;Ainda dando continuidade à programação cultural, que havia ficado de lado tanto no blog como em minha vida, ontem pude conferir a pré-estreia de O Bem Amado, de Guel Arraes. Um dos filmes brasileiros mais esperados do ano traz a história da eleição de Odorico Paraguaçu ao posto de prefeito da cidade de Sucupira, no litoral nordestino. Com o roteiro baseado no texto de Dias Gomes e que imortalizou Paulo Gracindo na produção televisiva, Guel chamou um elenco de peso para levar mais um sucesso para as telonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma interpretação magnífica, Marco Nanini dá vida a Odorico, que se elege com promessas de construção do primeiro cemitério da cidade, mas Sucupira é tão pacata que falta morto. Denúncias de corrupção n a construção do novo lar dos mortos e o desespero de Odorico para enterrar o primeiro morto da cidade dão vida à trama. As perseguições políticas a Odorico dão o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;time&lt;/span&gt; certo para as piadas, além de criar os melhores discursos na melhor aplicação do estilo “estrogonoficamente sensível”. Antes da telona, Nanini deu vida a Odorico no teatro, o que lhe valeu para a criação de novos trejeitos, afastando-o do imortal Odorico de Gracindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama conta com um desfile de nomes e suas grandes interpretações, com destaque para o novo trio das Irmãs Cajazeiras, formado por Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes. Quem também não deixa nada a desejar é Mateus Nachtergaele, dando vida a Dirceu Borboleta, empregado exemplar da prefeitura de Sucupira. José Wilker como Zeca Diabo é outro show de interpretação, mostrando todo o talento de meu conterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B7C9C15E4-81DC-4E9D-8B04-6EABBCD05EBC%7D_o-bem-amado.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odorico e as Cajazeiras&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Mas como nem tudo são flores, há a presença de Tonico Pereira como Vladmir, dono do jornal A Trombeta e maior inimigo político de Odorico, responsável por todas as denúncias na sociedade sucupirense. Nada contra o ator, que tem seus méritos, mas me cansa vê-lo em cena. Em minha modesta opinião, ele sempre constrói seus personagens da mesma forma, seja na tevê, cinema ou teatro. Não há grandes diferenças entre Vladmir e Mendonça, de A Grande Família. Exceto pela própria história de seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de O Bem Amado conta com Paula Lavigne a frente de tudo. Tanto que a trilha sonora foi toda produzida por Caetano Veloso, seu ex-marido, mas eterno parceiro de trabalho. Novas músicas e novos arranjos dão uma graça e um ritmo para a boa edição da trama. A vontade é de sair direto do cinema para comprar o CD e ficar ouvindo o jingle da candidatura de Odorico, que conta com as vozes de Thalma de Freitas e Nina Becker, musas da Orquestra Imperial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6300392669384489387?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6300392669384489387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6300392669384489387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6300392669384489387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6300392669384489387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/07/culturais.html' title='Culturais'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3627153353788859668</id><published>2010-07-12T15:01:00.003-03:00</published><updated>2010-07-12T15:03:05.797-03:00</updated><title type='text'>Poderia estar mais feliz?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dtuR7jaCclA/TDtYycgC_-I/AAAAAAAAAAU/sVr1G-2aVE4/s1600/100711alegria_espanha_f_009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dtuR7jaCclA/TDtYycgC_-I/AAAAAAAAAAU/sVr1G-2aVE4/s400/100711alegria_espanha_f_009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493081794175762402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3627153353788859668?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3627153353788859668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3627153353788859668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3627153353788859668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3627153353788859668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/07/poderia-estar-mais-feliz.html' title='Poderia estar mais feliz?'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dtuR7jaCclA/TDtYycgC_-I/AAAAAAAAAAU/sVr1G-2aVE4/s72-c/100711alegria_espanha_f_009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2391418786964644680</id><published>2010-07-09T16:26:00.001-03:00</published><updated>2010-07-09T16:29:30.673-03:00</updated><title type='text'>Nordestino e com orgulho</title><content type='html'>&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ZDbCh7fEZTx1SM:http://monicafranca.files.wordpress.com/2009/08/nordeste01.gif" align="right"&gt;Nem sei muito bem porque resolvi escrever estas linhas. Não sei se vale entrar na onda. Acho que vai mais como desabafo por algo que li ontem. Uma matéria no UOL falando sobre preconceito na rede contra nordestinos no país. Ainda mais com base em uma grande tragédia que assola a região: as chuvas e os alagamentos em Alagoas e Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reportagem, um grupo de pessoas que vivem em São Paulo fala sobre o medo de uma invasão nordestina na cidade, de virarem mendigos etc. Não sei se todos são paulistanos. Mas acredito que se esquecem de suas origens básicas. São Paulo foi construída com a imigração e a migração que recebeu e recebe até hoje. A cidade é o maior centro urbano do país e um dos maiores do mundo, atraindo não apenas os nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico cansado com essa ladainha de pessoas que preterem outras por conta de sua origem geográfica. Isso não diz nada sobre ninguém e nem nunca vai dizer. Que esquecem em um dos “caras” da década no mundo saiu de uma cidade no interior de Pernambuco e virou presidente da nação. Não me importa se gosta ou não de sua administração, mas é um bom exemplo para falar de onde alguém pode chegar. Fora outros exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nordeste não é apenas sinônimo de praias e seca, além de carnaval. Há tanta riqueza naquela região. Cultura, culinária, minérios, agricultura, pecuária, pessoas. Somos um único país com 26 unidades federativas e um distrito federal. Inúmeros climas e geografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:07p0xzxe-chj6M:http://3.bp.blogspot.com/_xfaH60u5J4E/Shl_3bx20MI/AAAAAAAAAgY/NQeTFGcfaYA/s320/xenofobia.jpg" align="left"&gt;Nem sei se consegui transmitir isso, mas me irrita o contato, mesmo com grande distanciamento de pessoas de mentes pequenas e que não enxergam dois dedos na frente dos olhos. São essas as pessoas que vão levar o país à frente? Preconceito dessa forma é crime. Estou cansado de ver e ouvir isso. Muito mais de sentir, pois, como nordestino e vivendo no Rio de Janeiro, já fui vítima. Não só em piadinhas e comentários, pois há como diferenciar o tom. Já fui vítima em seleção de emprego, em aluguel de apartamento etc. Fatos não faltam. O que falta é vergonha na cara para as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me orgulhoso de minha origem. Totalmente favorável à troca cultural dos povos. Fora xenofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_bqOtg0eWJhU/SGs8aFOdzoI/AAAAAAAAAuo/hGKSQKJ7a5k/s400/XENOFOBIA.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2391418786964644680?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2391418786964644680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2391418786964644680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2391418786964644680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2391418786964644680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/07/nordestino-e-com-orgulho.html' title='Nordestino e com orgulho'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bqOtg0eWJhU/SGs8aFOdzoI/AAAAAAAAAuo/hGKSQKJ7a5k/s72-c/XENOFOBIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-9040273931412115178</id><published>2010-06-30T16:15:00.003-03:00</published><updated>2010-06-30T16:22:50.872-03:00</updated><title type='text'>Mais umas de filho do meio</title><content type='html'>&lt;img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:Gj6pWVPnBMnlSM:http://www.astrobrasil.com.br/site/wp-content/uploads/criancas.jpg" align="right"&gt;Todo mundo fala sobre as características de ser primogênito, filho do meio ou caçula. Os prós e os contras de quem nasceu primeiro, por último ou entre os dois. Mas, psicólogo de mim mesmo, já vinha pensando sobre mais características além das relatadas por especialistas. Afinal, é um depoimento de um nativo. E com certas particularidades que escapam a muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge de meus 29 anos recém-completados, sempre me analisei muito e alguns acontecimentos recentes me fizeram enxergar mais características, que em parte vejo relacionada com o fato de ser filho do meio, nascido entre um irmão quatro anos mais velho e uma irmã caçula 10 minutos mais nova. Isto mesmo, sou gêmeo bivitelino. Tudo isso fez com que eu possuísse certas características que analiso agora e que podem ser aplicadas em várias outras situações e para várias outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não querer estar só&lt;/span&gt; – Como dividi tudo em minha vida desde o parto, sempre desejo a companhia de alguém. Primeiro dia de aula nunca foi traumatizante. Coleguinhas novos sempre vieram, mas sabia que teria a companhia de minha irmã e vice-versa. De alguma forma, isso foi fácil. Mas adulto e com atitudes bem diferentes, continuo a passar pelo dilema de fazer certas coisas sozinho. E olhe que adoro minha companhia. Passei mais de um mês viajando só. Diverti a mim mesmo, mas sempre me limitava a certos programas. Noitada nunca foi meu forte sozinho. Acho que é a síndrome do primeiro dia de aula e de ver novos rostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:KtBqhCATh3bmMM:http://img.alibaba.com/photo/241772514/used_clothes.jpg" align="left"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Coisas de segunda mão&lt;/span&gt; – Como meu irmão é o primogênito, sempre herdei suas coisas. De brinquedos a roupas. Lógico que tive meus ganhos diretos, mas a maior parte das quinquilharias, que adentraram em minha vida, foi de segunda mão. Vale até para as roupas de primo um pouco mais velho. Nunca me importei muito. Até cheguei a disputar camisas com meu irmão, de querer usar as suas coisas. Vislumbrei outro dia isso quando peguei umas roupas usadas de um amigo. Não vi e não vejo problema. Há quem não goste. Eu curto, pois sai até mais econômico. Não é pão-durice, pois compro quando necessário. Gosto de ter coisas novas. Mas não me incomodo em ter peças usadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chamar a atenção&lt;/span&gt; – Pelo fato de estar entre um irmão mais velho e uma irmã mais nova, acredito que sempre necessitei de um pouco mais de atenção, chegando a provocar as situações. Não é a toda que eu era o mais arteiro dos primos, perdendo apenas para uma prima. O detalhe é que vivíamos juntos, sinônimo de casa destruída. Mas essa característica de chamar a atenção vem da necessidade de aparecer depois dos feitos dos irmãos. Pelo fato de ter o mesmo sexo do mais velho e o oposto da caçula, acredito que quem nasce com esta condição também passa por isso, além da herança de roupas. Necessidade de autoafirmação para ter vez e voz e nunca ficar jogado de escanteio. Porém, nunca usei isso para o mal. Sempre fui comportado (na medida do possível). Mas vejo isso de forma diferente na fase adulta. Necessito disso de alguma forma, nem que seja com um relato semelhante ao que contam em uma rodinha de amigo. Preciso me mostrar. Não de forma negativa ou intencional. Por vezes, fico me ordenando para me conter e não me expor. Depois brigo comigo por ter feito mais do que deveria. Assim por diante. Nem sempre dá para comentar tudo. Isso tem que virar meu mantra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Total independência&lt;/span&gt; – É fato que os filhos do meio são mais independentes que o restante. Eles precisam se virar mais nos 30 que os outros. Até para chamar a atenção acima. Quando veem que não há escapatória e que precisam tomar as atitudes, o sentimento de independência é bem mais forte. Não há quem passe a mão na cabeça. De certa forma, você se enxerga só no mundo e tem que se virar para sobreviver. Muitos criticam meu sentimento de total independência, de não consultar ninguém. Mas isso está introjetado. E quando fica mais forte, você acaba sendo líder ou tratorando* a situação. Chega a ser engraçado, pois mesmo em minha total independência, há certas coisas que não me vejo fazendo só tão facilmente, conforme a primeira característica apresentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:Wh0ACO5Tcy3GaM:http://www.poemas-del-alma.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/modoimperativo.jpg" align="left"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Imperativismo&lt;/span&gt; – Por conta da independência e da necessidade de se impor para ter vez e voz, já que escutam o primogênito e o caçula, a pessoa adquire o tom imperativo em suas falas. Pelo menos eu tenho. Não há alteração no tom da voz, mas a forma como se fala parece que se está brigando, quando não o é. Notei isso em uma conversa com uma amiga de trabalho, que disse que eu não gritasse ou brigasse com ela, que não havia motivo. E perguntei quem estava brigando com quem. Foi ai que notei o tom imperativo em minha fala. Acredito que também venha do tempo de pintar o sete, quando toda a culpa recaia sobre mim, mesmo não tendo sido eu o autor de tamanha arte. Fica como mecanismo de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que venho tentando ter consciência de tudo isso em meu dia a dia para evitar constrangimentos ou uma boca grande quando participar de certas conversas. Por vezes, há má interpretação de quem escuta. Também não é justificativa para os atos. Mas pode servir como meio para a compreensão do porquê de certas coisas. Afinal, isso pode acontecer com qualquer um, mesmo com quem não seja filho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tratorar – gíria utilizada para designar quando alguém toma conta da situação e dita as regras ou o que vai ser feito. Não chega a ser ditadura, mas a pessoa fica com uma liderança mais extremada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-9040273931412115178?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/9040273931412115178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=9040273931412115178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9040273931412115178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9040273931412115178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/06/mais-umas-de-filho-do-meio.html' title='Mais umas de filho do meio'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5957913104732295292</id><published>2010-06-25T11:21:00.002-03:00</published><updated>2010-06-25T11:26:58.375-03:00</updated><title type='text'>O Brasil parou ...</title><content type='html'>&lt;img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:hBoFOQa3_-R5cM:http://hipismo.files.wordpress.com/2010/02/bandeira_do_brasil.jpg" align="right"&gt;Acredito ser um dos poucos brasileiros que não se empolga em ver jogo do Brasil na Copa do Mundo. Tanto que estou no meu computador do trabalho, escrevendo este post. Todos a mirarem a televisão e eu a ver as letras surgirem numa página do Word. Queria ver isso também em outros eventos esportivos, não somente no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que venha daí o meu desgosto com a seleção brasileira masculina de futebol. A supervalorização de algo que não mexe em nada com nossas vidas, exceto com o humor de muitos. Fora isso, não há tantos acréscimos. Sei da indústria por trás disso. Não a que exporta jogadores, mas a que garante a sobrevivência de inúmeras famílias que vivem da formalidade e da informalidade das atividades paralelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho ao meu redor e vejo apenas seis pessoas que não estão a ver o jogo. Brasil e Portugal. Vale a primeira colocação no Grupo G da Copa do Mundo da África do Sul. Todos se entendem em campo. Afinal, eles nos deram a língua portuguesa e nos fizeram a maior nação dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;190 milhões de brasileiros contra 11 milhões de portugueses. Mais de 17 vezes mais na população. Duas nações que dependeram e que dependem ainda uma da outra. Por muito tempo, nos nossos tempos de colônia, fomos siameses. Afinal, éramos uma só unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo para o trabalho hoje, vi que todos estavam de verde e amarelo pelas ruas. Metro vazio, ruas esvaziadas. Ainda é sexta-feira, dia normal como outro qualquer. Mas brasileiros, que muitas vezes só enxergam o patriotismo em época de Copa, resolvem parar tudo. Quando não, tentam acompanhar de alguma forma a narração da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:UaTgapPTEqAxvM:http://www.arturmonteiro.com.br/wp-content/uploads/2009/06/daniele_hypolito_g.jpg" align="left"&gt;Fiquei feliz com as Olimpíadas de Atenas, quando não houve a participação da seleção masculina de futebol e pudemos acompanhar os outros esportes. Corrigindo, quem quis acompanhar. Muitos nem se deram ao trabalho, já que não estava ali a seleção. Bom exemplo disso é que há poucos dias a &lt;a href="http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2010/06/19/daniele-hypolito-conquista-ouro-na-copa-do-mundo-de-ginastica-artistica-916927871.asp"&gt;Daniele Hypolito&lt;/a&gt; ganhou duas medalhas, sendo um ouro, em uma competição importante da Ginástica Artística e nada se viu. A mídia se focou na África. O resto é resto. Quem se importa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ver esse empenho na copa - em organizar festas, enfeitar ruas e vibrar de orgulho - em outros períodos, principalmente no eleitoral. Afinal, eleições são mais importantes que 22 jogadores correndo atrás da pelota. Este ano, está valendo o cargo máximo do país que tanto ouço reclamações, mas que ninguém se empenha em vibrar e torcer por um futuro melhor. Queria ver essa energia empregada em mudar o mundo. Será que dá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5957913104732295292?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5957913104732295292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5957913104732295292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5957913104732295292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5957913104732295292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/06/o-brasil-parou.html' title='O Brasil parou ...'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8006607132559643182</id><published>2010-06-18T11:16:00.002-03:00</published><updated>2010-06-18T11:21:00.116-03:00</updated><title type='text'>Retorno de Saturno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Passei vinte e nove meses num navio&lt;br /&gt;E vinte e nove dias na prisão&lt;br /&gt;E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno&lt;br /&gt;Decidi começar a viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vinte e Nove – Legião Urbana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As vésperas de completar um ano saturniano, que equivale a 29 anos terrestres, comecei a pensar em várias facetas da vida. Principalmente na tal crise dos 30 e que muitos dizem que chega aos 29. Isso me faz tentar entender o porquê de tantas mudanças. Sei que há ligações com à astrologia e mitologia, afinal, Saturno é o deus romano do tempo. Mas muito mais com a sociedade que nos cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:JmqP-0UaCwPmiM:http://1.bp.blogspot.com/_AsL5s6RwTrk/SiPonS_eIrI/AAAAAAAACow/BAZGMuzHBoI/s1600/saturno.jpg" align="left"&gt;Em uma rápida visita ao Google e digitando palavras-chave para o que estava interessado em ver, creio pude enxergar alguns motivos que te levam a repensar, por este perídio na vida, nas coisas que se almeja. A astrologia explica que por volta dos 28-30 anos, o planeta Saturno completa toda a volta no Zodíaco, chegando ao ponto inicial de quando a pessoa nasceu. Seria um novo renascimento astral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que muita gente repensa nas atitudes anteriormente tomadas quando chegam nesta idade não (só) por questões astrológicas, mas pelo contexto histórico-social. Quem nunca escutou um familiar (escolha o seu) falando que, quando tinha 28/29 anos, já estava casado, com filhos, casa própria? Era uma idade que se esperava a estabilidade, as definições de papéis sociais e, até mesmo, suas inversões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, tudo é muito diferente. Ninguém mais analisa a sociedade alterada, em que há surgimentos diários de novos conceitos, de novas expectativas. O homem está (bem) diferente daquele de 20/40/60 anos atrás. Não há como comparar. Nossa sociedade modernizada preconiza novas atitudes. Era impensável um casal decidir não ter filhos nos anos 40. Hoje, é muito comum. E ninguém reclama (abertamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:L0ofWgAn1azkmM:http://tohadamatinal.files.wordpress.com/2010/01/saturno.jpg" align="right"&gt;Li um artigo astrológico sobre o retorno de Saturno. Muito do que ele mencionava sobre os anseios, os desejos, as vivências, a nova sociedade te impõe mais cedo. Daqui a um tempo não será o Saturno o regente das crises pessoais e sim Mercúrio, com seu ano de 88 dias terrestres. Hoje, já aos cinco anos, as crianças são cobras com o que vão ser quando crescer não mais como uma brincadeira. Os pais já vão pensando na melhor escola que vai ajudar a passar no vestibular para a melhor faculdade. E por ai vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz de ter nascido 29 anos atrás e que isso me permitiu ter uma infância. Correr na rua, subir em árvores, fazer amigos, pular corda, construir meus brinquedos, ouvir músicas infantis de qualidade. Hoje, o comportamento é diferente. A criança não quer ser mais (tão) criança. E acho que nem devemos cobrá-las por determinadas atitudes. Elas fazem parte de nossa nova sociedade, que a cada dia adquire uma nova feição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás e não me arrependo de nada (ou de pouca coisa). Estou feliz com as atitudes que tomei e que venho tomando, principalmente nos últimos anos. Quebrar a cara faz parte do joguete da vida. Resta-nos tirar o melhor proveito disso tudo, das boas e das más escolhas. Não sei onde vou estar daqui a cinco anos, mas sei o que devo buscar para me manter feliz. Haverá pedras neste caminho? Sempre. Mas não as temo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8006607132559643182?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8006607132559643182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8006607132559643182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8006607132559643182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8006607132559643182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/06/retorno-de-saturno.html' title='Retorno de Saturno'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8110942351596242308</id><published>2010-06-17T16:55:00.002-03:00</published><updated>2010-06-17T17:01:50.703-03:00</updated><title type='text'>De volta ao mundo dos blogs</title><content type='html'>Depois de um logo período sem escrever, por N razões e, ao mesmo tempo, por razão alguma, eis que estou de volta. E para não ser de grandes delongas, seguem umas rapidinhas.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:kkBYHMe1iNeEPM:http://gregoriojr.files.wordpress.com/2010/02/vergonha.jpg" align="left"&gt;Incrível como ainda consigo me assustar com os falsos pudicos e moralistas. Um amigo relatou que foi ver a peça A casa dos budas ditosos, com a Fernanda Torres e baseada no livro do João Ubaldo Ribeiro. Uma lida na sinopse ajuda, afinal, o texto da peça é forte e nada discreto. São os relatos sexuais de uma senhora. E ela não tem papas na língua. Não é que uma mulher se revolta com a peça e passa o tempo todo reclamando da pouca vergonha e mandando mensagens de textos. Acredito que ela incomodava muito mais que as performances sexuais relatadas no palco.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Neste meio tempo de ausência, aventurei-me solitariamente pelo velho continente. Visitei as grandes cidades da parte ocidental e fui em algumas pequenas, que conservavam ainda as características medievais. Por muitas vezes, imaginava-me em um feudo. Faltava só a trilha sonora dos filmes a me pôr mais no clima. No caminho, esbarrei com gente de diversas nacionalidades e muitos brasileiros.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;A viagem teve três momentos surreais:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Medalha de Bronze&lt;/span&gt; – Por mudanças provocadas pelo vulcão islandês e cancelamentos de voos, sabia que estaria no mesmo período que uma amiga em Paris. Mandei mensagem e combinamos um encontro na frente da Notre Dame. Não consegui chegar no horário combinado por problemas no albergue (tive que trocar de quarto na hora em que saia para encontrá-la). Sai andando com um brasileiro que estava no mesmo hostel e, enquanto batia umas fotos no Jardim de Luxemburgo, umas duas horas depois do fracassado encontro, eis que ela adentra o jardim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Medalha de Prata&lt;/span&gt; – Estava na estação de trem de Bruges, na Bélgica, e aguardava a hora do embarque. Olho para a frente e vejo uma dupla de brasileiros, que são facilmente reconhecíveis e não me pergunte como. Tive 97% de acerto de todas as vezes que falava que eram conterrâneos. Puxei assunto. Conversa vai, conversa vêm, descobri que eles são primos de uma amiga de trabalho. O detalhe é que ela tinha me passado várias dicas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Medalha de Ouro&lt;/span&gt; – Nos dias em que fiquei em Amsterdam, fiz várias visitas a museus e demais atrações. Uma delas, mais precisamente a última que fiz na cidade, foi a Heineken Experience – uma vista na antiga fábrica da cervejaria. Quando você compra o ingresso, ganha dois pins para trocar por duas cervejas no bar da saída. Até ai, tudo bem. Conheci um casal de brasileiros no caminho e, quando entramos juntos no bar, dou de cara com uma amiga de trabalho. Não sabíamos que estaríamos de férias no mesmo período. O mais surreal é que sempre a encontro nas minhas incursões noturnas pela noite carioca.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ewMMD5H8fx2Y7M:http://www.virtualdali.com/assets/paintings/44DreamCaused.jpg" align="right"&gt;Não tem preço ver seu quadro favorito, de surpresa, em um museu que você deixou por último. Nunca procurei saber onde estava exposto. E o melhor de tudo é que a visita foi no Dia Internacional dos Museus (18 de maio), onde todos os museus são gratuitos. Para quem ficou curioso, o quadro é o Sonho causado pelo voo de uma abelha ao redor de uma romã um segundo antes do despertar, do Salvador Dalí. Ele está exposto no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Mudando de assunto e deixando uma pergunta no ar. Na guerra do sexos, que sempre se acentua em época de Copa do Mundo, luta-se pela igualdade. Eu acredito em direitos iguais para todos, independente de cor, sexo, religião, orientação sexual ... Enfim, o que quero saber é que sempre se fala de igualdade em discursos, se usa todos e todas para saudações, mas quando se fala de participação social de todo mundo, ninguém questiona o termo atores sociais? Não seria politicamente correto falar atores e atrizes sociais? Creio que se perde tempo com essas picuinhas da língua portuguesa (em suas regras de concordância, independente se soam machistas) e não se foca no assunto em si, na igualdade de gênero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8110942351596242308?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8110942351596242308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8110942351596242308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8110942351596242308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8110942351596242308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/06/de-volta-ao-mundo-dos-blogs.html' title='De volta ao mundo dos blogs'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5080386114654676684</id><published>2010-03-26T17:35:00.002-03:00</published><updated>2010-03-26T17:38:10.321-03:00</updated><title type='text'>Saga de um futuro peregrino</title><content type='html'>&lt;img src="data:image/jpg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wBDAAkGBwgHBgkIBwgKCgkLDRYPDQwMDRsUFRAWIB0iIiAdHx8kKDQsJCYxJx8fLT0tMTU3Ojo6Iys/RD84QzQ5Ojf/2wBDAQoKCg0MDRoPDxo3JR8lNzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzf/wAARCABtAJIDASIAAhEBAxEB/8QAHAAAAQUBAQEAAAAAAAAAAAAABgIDBAUHAAEI/8QARBAAAgECBAMGAggEAggHAAAAAQIDBBEABRIhMUFRBhMiYXGBkaEUMkJSscHR8AcjU2IV4RYzQ2SSorLxJCZjcnOCwv/EABkBAAIDAQAAAAAAAAAAAAAAAAIDAAEEBf/EACQRAAICAgIBBQEBAQAAAAAAAAABAhEDIRIxEwQiQVFhcRRC/9oADAMBAAIRAxEAPwDM8gyWrzyuSlokVVJs0zbKnr+mPof+HfZjLOzlG60kYmq3jXvqh7GRt22/tXYbfjgB7PpFSVMEcCrDEhIB2AGx6/njQRmVFk9GKybNoqZnUjTJpZTa9vCPGx3/AMxjVPEoQ/REMjlP8COpyfL6hW7yjptTcX7lbj0NsJSNaCVBCxjpXBBR2JWMgXut+AsDtw4ed8vzn+MTQju8thglkAIMsqMBfqqhvxt6YzvPu2ubZ0JBW1c0oJuiO3gX/wCoAA+GEb6bG39G1doe22Q0FVM7TGuvD3I+j2YarksNR2Atpva+M77RfxMmriy0FLSUIubNAuqb/j2t7WwE0skk8MaVNJLUIJGYjvO7FiABY+3TDtRltLI+qFZ4EI3RpRIb+oVfwxZX9E5vnVdPWStWztLLsDJK5Y8BzPHFS8stUx0u8v8AbY2+WLlqaFpWkZNbObktv8uGH0CiyIvkFA+WBbIijjoqyX68aIv95/TDyZMt7yyuR91dvxxbFgNvbHtSjwlRILa41dbEG4IuDt++WBtBbIMdBTRbrEpI5tv+OHrAeHYDoMO1sf0WpaEyJKAAQ6ElWBAIIv5HHlesMEkf0eUyxPGjhitjcjxAjya49sDzRfFjJta/THE2Iw88lK2Xw90jLVLIwlOq4dTbSQOVtx8MeZTmCZfmMNTNEkqRN/MjkW4IIsfcA39QMC56bSL47VjBO/LfCkgmljlljjdo4gDI6rstztc4TJFKQZI0Yxa9KtyP7GJFDUVUEdTSx6jHVoI3QcyDsfa5+OKcnVoiSumQWtzwlgNrDnhyaCSJtEmkNbcX4eRw14bWZwPcYNSBo9sMdj3SPvD447F2Si6k7RTNO0dEskRWxWRULN8NrfLEaTK81zEhmE0hJJZ+7Ykg24j2PPF1SzVXgWkmoUJ27qkRI9+mwFz53OF0OZVSP3lPOwJ4g7asPWWOR02L4OPSKM9nZIELz01UwHEtGVXE2nyKojuVoigU2JZbW+P73wXUfaylpED16mGRTYPDcM3qOGJUnbzs7PKomhqiPvmKM/LfBvHFPsHm/oApI5rlVjlZxbbT5b7+uF/4dXSufo+W1TkPdfCT4eht7b+uNdybPsozOIR5ZWwicL/qZRpk/wCFXHyw1mlfm9HZkpaKojNzqjaQ2A43Ba4+GB8K+yeT8MwXs7n0qyrHlMqhmDLqXdRvwJ5b/IdMOf6NZ9KUZ6ZkeMBENtJsOHuBb4eWDM55WSHW1FQm3RQw/wCrHozmqBH/AIGjXflTJ+uJ4IfpPLIFx2NrahFldnM8jky3sqj0O5JvfewxJo/4f17yqtROhiIIPhvoHHj78sEFP2wzFwQsdMFW67KbLY2thWaZrNXzwQtU6ooyZrw6oybI3HytuOhtzGCWPGvgnObBDMOzlDSTtHHNNOqDS0jDYn+39cQq3KqenpjUxTTKVW8iinvpHOxvuMEs8Ql3heyngHPyv/2wyaSqjGpqeYp95F1L8RjT4MMl7RXlyJ7ARJ6aeYiGoaRzwVYwnwtthiarQSOJnkdyBe9ztb57YVnWVR0VbJPTRTRwOxCq66Qp5gdR0w1Q5lPRktA3iIKh+YBUqRxtYgkEHljnzxcW9GmM+SH45DIjeGQrcnSXa3qRjxgsp8MANhcgAn1OD7JaPJWo1mgmRWkjMMp33DABgRzG/wCfnio1U2W1Zc0E0SWeIywETalYEEaVN7FSQb9cV4v4TmDEZJIiigVmfwhVS5J8vPDRNj9RQf8A2jGg02UZdE0VRTvShlZHVllUOptcG2q4IPwIw4vZqlraklKbvZHJY9yoYkncm1z8sEsL/CnkRnfeTch/yj9MdjSz2UpQSDl0m3+6/wCeOwX+ef0V5YgRNURTIyTUrwVBUBNYvYE6bhum/TlxxZHTqWOIzSRxraM3vpUcvTFRSyNJTqs3iCNdb8uH6fLFlRqyvqhJueFjz8vPGZ0xpJrKCPMKVUlbSW3imA59D+mBCto6rLqrualCpJ2YfVYdQcGcErxyE2V1J8SHYH9PXlidJTUeY0xp6lTJEeGrZ4z69fkflg4yvTKaozWGrlgqBJGxEytqDA20nqMaN2W/iBIoiXMQZKhGAL8e8Xhe33h5cR6YFe0+RVlNUmplPfJJYCoVQL2FhqA4Gw9+O+IuWQ0SRF6uapSYN4REi2ty3PPDY5JYyo4VllSaX9dGpdosrpe1lFUVGTU8aVdPYtFCABVRnfbbZwbi3M+owB5bJLRVExBIjcAKyeEbXuCL7Ecxiy7IZxJBmkdW9R3E6jTLYjTOnmPvX5j9blfa/J6TMIWznJkRp28VZTAj+aObgfeHPrx63d37kK4U6bBHLqp4e9vNrEjlxflffBEk8Zq9JAFqO+3/AMF8B1TTT08P0mkVpqcDcDdkA8uf79cWCZkn+KTKTuuW6uP+6g4nQFlzTTxKHU2IYWvzGLbLaz6Oysrbdb7YBIM0jO+rbrixpq9W+q4PocDGVPRLjLVmpQVEFfDokAa/EHfFLm2QwkFhBEw66Bigy/M3jZSrYMcuzJKqMJJa5HPnjTCaloXKLjsAM1ye0DxRNJChsT3LaDcG+xHDAzn9TU0VdRskkok73QO8JA7s9d7HYjxbY17MstVlLxjbmMB2aZcpdGaNXETh1DoGAI52O2EZvTrtDseX4YLx1NbST6K3MImUMSzi9gukbXAtsTxw5muWx1EtNU/S37xnBDsxHhA/2ZHC+25xW55RTR5dNDdGhSx1ts23MDzvgbo66enjbVqkiIKgMxsGtsfa9/O2MfH67NBrUedZwsahc8zAqAANUqsbeZtv647GfQdrHjhjjaF2KqATqG9h6Y7BXIGi8qMt/wAPqTH9iRSy4aOuIsRbe19sXub08zSQvIQUF1B+6Tyv5/liFFAJiRy0A4VdsJdC6KugqysVX4ZOAlBsw9eo9fli0NMaWOCQkd1MD3VQv1JLHf0I5jl5g4HZ6GSKFKgDwOl9Q5euOkzKsWmigllkaGKS4Qt4d+O3XFrsgXQSJIjQTIHRhZlbcHFFnXZmRA9RQSkxHcht9Hr5eePKGsViCr2/LBFlteCQGNj+OHY51qQuS+UU3Z6uFGe5zXLI3vstZTxDvF9dPEe1/XBvRVawFV/lyxONmUcR0I5HyxS5hk2tTUZcN+LQj/8AP6fDphvLs4lhIScl14XPFcdTHCM4+1mWTaexzNMkXKVbM8pQz0wbVPRSbgD7ynjtf1HmL4o6/J6fMJKnMsvSSKaaleLu3uAS0ZUA34W234W+ONDoq+4BDXHriFnGVawazL1seMka7W8x+mJHDG6kV5HWjCJqeopZWjkRkdTZlPEHCoq104k+uNKzbKoc5gtq7mqQeCUC49GHMfMcRzBAK+I0VU9HmVNolS1yvO44g8COhGMubC8bp9DYyjkW0SaTOpIyLMWHQ4J8p7RJdRrsehOAR6RJBqpZt/uthnVVUxuyEgc13A9xjPdF8H/yzeMrzlKkKkjbdTxw7mtErgtCoKfaPK/QYxXLO0s1Kws/h6HGjdlO2tFVQijrphGGvZm4A+uNEM1+2QqS47aoi5nRosEqAN3jqRdrEbixHLYjl6Yzh8op4mmgmq1dlUlEvpIfa1x0tjYc5eiWIutTTyC2xVw34YyLthJTzV0ZjK6ghBI5i+34nCMsado04p3orzk9Vc6RGV5eLHYjB7Dl8MdhOxxt5ihmg02ujrttyIuLe3zGKGOJoKpo3UAquljwB6G3mLe/ri7yaXXTaDcFDa/kd1PscJzilV0FSiHUgIcA8U5j2OE38k60U8y/+Xt/6Y/6hitzehWlhidnBjkVJPNRsTf54tGuMkeJyNYRTsdiNQ3H4H0wutUMcn1cD3QOwta8fX1waIUCUMpi+kUas8VwNSi4ud7X9jidFUT0Uwiq42jewNmHEdQefri37bpnWRS/Sssmd6UKGkCIFaJRcb6bXF2ve21+mB6XNTmEH0aSeYmBiVidiVHIleQwVAhhlWaCwGq469PbE2uoIcwHexlY6k/aH1ZPX9fjgFH0mhfUCWUcxyxf5TnkbG0mxPEfn5HDsWZwdoXKCaJlHVTUExgqFZbHcHiPP0wT0dWQRZsVbpT5lEFc3IHhcfWX9RiNTmahlEE58J/1cn2W9DjrY8scq/TJOLiywznLVs1XSiwO8iDl5jywL5zlEGeUfczkRzxj+RUW+oeh6qeY9xvxM6SoNxc3GK3PMvWEippge5b6yj7B/Q4ZSkuEgU6dow7MIarKq2SkrYjHNGdweBHIg8weIOExVjNJGOJ1AA33GNJ7RZLFntCIxtWxX+jOTbV/6ZPQ8uh9TjN3oJqSoUyKPC/DncHHJz4ZYpV8G3HNTVnTMk0rllDDUeIBPx4/PDPdBVLjvI7fdOofDbDJjYblSL9Rj0XAsGbzAOEDKHkqJxsk/eDoHsfniLUgEkusiyH7+F91fhv64UgZRpDOB0G4+BxWyKMV0iFbHYI2paPUbiMG+9kH6Y7F8WS0aLk8ypXKj37uV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align="left"&gt;Vida dura. Planejar férias, comprar o material necessário, reservar albergues, escolher os trajetos mais baratos e fazer tudo isso via internet. Muito fácil. Nada. Há um limbo (que o papa disse que não existe mais) entre a compra/reserva e o bilhete/confirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz uma semana que tento comprar um passe de trem. O mesmo erro. O mesmo problema. Já fiz de um tudo para resolver o problema. Pior, não rola comprar em outro lugar, pois a promoção é pela internet. Sabe como é, tarifa web e liso no teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior de tudo, não está adiantando muito ser meticuloso, planejado. Já fiz vários cálculos de tempo de deslocamento e tal. Fiquei imaginando como seria fazer isso anos atrás, quando a internet não era acessível a todos e em todos os lugares. Desvendar os lugares, correr atrás de recomendações, fazer tudo por agências de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O São Google já me ajudou em várias coisas. Inclusive na escolha do onde ficar. Acho digno quando começo a digitar e ele já vai tentando adivinhar o que estou querendo. Às vezes, ele erra. Mas ele não é perfeito. Nem quero. Vai que na imperfeição eu encontro o que realmente estou a desejar. Milagres do Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a solução para alguns dos problemas, sejam estes relatados, sejam outros, é apelar para os amigos. Melhor amigo na praça que dinheiro no caixa. Se bem que a boa combinação de amigos e dinheiro é melhor, hehehe. Troca-se e-mail daqui, troca-se e-mail dali e vamos resolvendo as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, tentarei fazer um relato da peregrinação. Mostrar fotos e os relatos dos pés calejados, do sorriso no rosto e do bolso sofrido. Férias, venham logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos especiais à trilha sonora de 500 dias com ela (resenha já publicada aqui). Todas as músicas foram inspiração para o dia de hoje e para este post. Afinal, this is a story of a boy ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5080386114654676684?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5080386114654676684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5080386114654676684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5080386114654676684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5080386114654676684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/03/saga-de-um-futuro-peregrino.html' title='Saga de um futuro peregrino'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3338240629241947925</id><published>2010-03-08T15:00:00.000-03:00</published><updated>2010-03-08T15:07:44.582-03:00</updated><title type='text'>Paixão Bidimensional</title><content type='html'>&lt;img src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/03/07/travesseiro.jpg" align="right"&gt;Já faz um tempo que noto a inversão de determinados valores nos seres humanos. Hoje, ao ler notícias na internet, uma me chamou a atenção e serviu de inspiração: um sul-coreano casou-se com um travesseiro. Cada louco com sua mania, mas a forma como as pessoas têm mergulhado no mundo virtual e bidimensional, isso tem ficado cada vez mais estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, um casal de sul-coreanos deixou a filha morrer de inanição por ficarem mais tempo cuidando de uma filha tamagochi que da verdadeira, da que saiu do ventre da mãe. Pergunto-me: até onde seremos capazes de chegar a evitar o contato direto com outros seres humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversas pessoas que se conhecem pessoalmente, mas só conseguem uma boa relação no meio virtual, onde o papo flui mais fácil por não estarem cara a cara. Eu não dispenso um olho no olho. Nada como uma boa conversa cara a cara, com possibilidade de toque, de troca de olhar, de percepção da entonação da voz, da postura. Não que eu tenha estudado milimetricamente o livro O corpo fala, mas são elementos que te ajudam a compreender o outro e a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Japão, há um movimento para que se reconheça o casamento com personagens de anime. Além de estranho, o mesmo anime vai ter inúmeros parceiros e não têm a possibilidade de se negar a casar com quem o (a) pediu em casamento. Viva a poligamia, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa, as relações interpessoais estão cada vez mais esparsas, com o distanciamento físico crescente. E muitos dos relacionamentos virtuais ainda são com personagens que criamos para a autodefesa. Não que não façamos isso no mundo real, mas é mais difícil esconder certas questões. Maníaco há em todo lugar. Ninguém sabe se há um psicopata sentado ao seu lado no ônibus (caso do carioca morto na última semana por causa da janela aberta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assusta-me saber que as relações interpessoais estão cada vez mais desgastadas e que a humanidade tem recorrido cada vez mais ao universo virtual para (sobre)viver. Já, já estaremos sobrevivendo em uma Matrix, onde todas as sensações serão falsas e, mesmo assim, ficaremos felizes por isso. Será que o mundo lá fora está tão ruim que não valha a pena estender a mão ao outro? Será que ficaremos presos aos nossos travesseiros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3338240629241947925?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3338240629241947925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3338240629241947925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3338240629241947925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3338240629241947925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/03/paixao-bidimensional.html' title='Paixão Bidimensional'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7776430983570874411</id><published>2010-03-01T14:40:00.004-03:00</published><updated>2010-03-01T15:10:41.478-03:00</updated><title type='text'>Sob chuva de borboletas</title><content type='html'>Outro dia, levando parentes para conhecer pontos turísticos aqui do Rio de Janeiro, fui (mais uma vez) ao Museu da República, no Palácio do Catete – antiga moradia dos presidentes do Brasil, antes do Palácio da Alvorada, em Brasília. Nos jardins do Palácio, há uma exposição sobre insetos, com representações gigantes de alguns e com um borboletário. Imaginei que entraria em um ambiente com diversas borboletas sobrevoando e brincando sobre nossas cabeças. Não foi assim. A maioria ficava pousada sobre as plantas e as telas e, devido ao grande fluxo de pessoas, muitas tinham as asas machucadas. Conseguíamos até tocá-las e colocá-las em nossos dedos (com ou sem açúcar – um atrativo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não poderia imaginar o que seria estar no meio de uma revoada de borboletas, até ontem. Sob uma chuva fina e constante, dirigi-me para a Praça da Apoteose, onde teria o meu segundo reencontro com a minha banda favorita. Após uma espera de algumas horas e já no fim do show, ao som de Lovers in Japan, o Coldplay surpreendeu a todos com milhares de borboletas de sobrevoando nossas cabeças. Foram quatro “chuvas” de papel colorido durante os quatro minutos de música. A última delas, fluorescente, com as luzes apagadas e canhões de luz negra a fazer brilhar a noite sobre nossas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_WSQQuXJOJsE/SltX_hfrXtI/AAAAAAAADDA/ACROItzv12A/s400/Chris_butterfly_10.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer do show? Apoteótico. Nenhuma palavra resumiria a sensação de ter sido mais um a ouvir o som, ao vivo, da banda inglesa de sucesso mundial, composta por Chris Martin, Jonny Buckland, Guy Berryman e Will Champion. Tanto que para escrever estas palavras, tive que ouvir as músicas para aumentar a inspiração. No momento, escuto Vi La Vida, música do último CD e com a qual a banda iniciou a divulgação do mesmo. OOOOh ooh ooooh.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:xM0L9rGYG7dkFM:http://bluelucy.files.wordpress.com/2009/05/6a00d83452daa569e20111685b69a1970c-500wi-jpg.jpeg" align="left"&gt; A abertura ficou pela Vangart, um banda do Mato Grosso, que tocou meia hora para um público que não prestou muita atenção neles. Fui um deles. Mas o som apresentado não era convidativo. Oposto da segunda banda, a inglesa Bat For Lashes. Com uma aparência física da Lily Allen e com uma voz estilo Björk, Natasha Khan encantou a quem quis se encantar. Muitos comentavam sobre a voz dela, sua bela performance em solo carioca, sua desenvoltura, seu sotaque. Enfim, foi muito do que eu esperava e me fez ficar mais atento e curioso ao seu som. Quero mais. Quero um exclusivo dela no Brasil, como o Franz Ferdinand fez ao abrir o show do U2, em 2006, e acabou tocando no Circo Voador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande evento começou com 30 minutos de atraso, acredito eu que pela chuva que caiu após o show do B4L. Aos primeiros acordes de  Life in Technicolor, todos na Apoteose entraram em catarse. O hipnotismo pelo palco e suas bolas coloridas. Mas não há como mencionar o que houve minutos antes, quando começou o trecho mais famoso de Lago dos Cisnes e todos a balançar as mãos e bater palmas e as grandes bolas que enfeitavam a Praça a começaram a acender e a fazer a contagem regressiva para o show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.fm89.com.br/assets/img/novidades/1254504670.jpg" align="right"&gt;Logo vieram os grandes sucessos na voz de Martin: Life in Technicolor, Violet hill, Clocks, In my place, Yellow (com o palco claro e bolas de encher gigantes a percorrer a platéia), Glass of water, Cemeteries of London, Fix you (sem sua luz), Strawberry swing, God put a smile upon your face / Talk  (versão acústica e conjunta), The hardest part (sem a Barbara), Postcards from far away, Viva la vida, Lost, SHIVER (numa versão acústica, próxima ao público da pista comum, num palco adicional e que mais uma vez eu estava perto deles – afinal, é a minha música favorita), Death will never conquer (cantada pelo baterista Will Champion), Don Quixote (música nova), Politik, Lovers in Japan (chuva de borboletas), Death and all his friends, The scientist, Life in technicolor II (as duas últimas no Bis). Foram 22 músicas. Faltaram várias outras, mas senti falta mais de Trouble (como assim Bial??) e de Speed of Sound. Mas isso não desmereceu, em um minuto sequer, o show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, sai realizado, cansado, satisfeito, molhado, com sede, rouco. Mas, infelizmente, carreguei e carrego um sentimento: arrependimento de não ter investido na área VIP. Vou carregar isso por mais tempo. Meu consolo foi o show de 2007, em São Paulo, quando consegui encostar no palco, tocar na mão do Chris Martin, participar do coro pedindo Shiver, ouvir minha música favorita a menos de dois metros dele e pegar o setlist do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como comparar os shows, mas há como dizer isso: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NÃO FOI? PERDEU!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PS: O vontade de refazer tudo isso e consertar certas coisas amanhã no Morumbi.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7776430983570874411?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7776430983570874411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7776430983570874411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7776430983570874411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7776430983570874411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/03/sob-chuva-de-borboletas.html' title='Sob chuva de borboletas'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WSQQuXJOJsE/SltX_hfrXtI/AAAAAAAADDA/ACROItzv12A/s72-c/Chris_butterfly_10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1598684518692120261</id><published>2010-02-26T13:35:00.001-03:00</published><updated>2010-02-26T13:38:21.098-03:00</updated><title type='text'>Saudades ...</title><content type='html'>Saudade de ouvir a frase “Gente, hilário!” na voz doce de uma grande amiga.&lt;br /&gt;Saudade de sentar na grama e tomar chimarrão com os amigos.&lt;br /&gt;Saudade de falar espanhol com amigos latinos em uma fila de canadenses.&lt;br /&gt;Saudade de caminhar pelas ruas de Toronto.&lt;br /&gt;Saudade de tomar banho de chuva no jardim da casa dos meus pais.&lt;br /&gt;Saudade de dormir até tarde em um quarto totalmente escuro.&lt;br /&gt;Saudade de tomar banho de rio perto do sítio de uma tia.&lt;br /&gt;Saudade de comer cajá, pitanga, pitomba e seriguela. &lt;br /&gt;Saudade de fazer guerra de travesseiros com uma prima querida.&lt;br /&gt;Saudade de fazer rodinha de violão na casa dos amigos.&lt;br /&gt;Saudade de contar piadas infames com os amigos da faculdade.&lt;br /&gt;Saudade de dormir de rede.&lt;br /&gt;Saudade de desvendar o Maciço de Baturité.&lt;br /&gt;Saudade de jogar carimba (queimada) depois da escola.&lt;br /&gt;Saudade de andar de charrete no interior de Quixadá.&lt;br /&gt;Saudade de ter os dedos dos pés estalados por minha avó.&lt;br /&gt;Saudade de caminhar por uma praia deserta, mas bem conhecida.&lt;br /&gt;Saudade de assistir o Silvio Santos aos domingos junto de minha mãe.&lt;br /&gt;Saudade das músicas de ninar.&lt;br /&gt;Saudade de ouvir a palavra Padrinho.&lt;br /&gt;Saudade de comer cocada quente e fresquinha.&lt;br /&gt;Saudade de brincar na rua até a hora de ir para a cama.&lt;br /&gt;Saudade de tomar banho de rio enquanto meu pai desatolava o carro na volta da fazenda do meu avô.&lt;br /&gt;Saudade de imitar o Trem da Alegria com meus primos.&lt;br /&gt;Saudade de fazer danação junto com meus irmãos.&lt;br /&gt;Saudade do tempo onde tinha apenas a responsabilidade de fazer o dever de casa.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/escola8.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1598684518692120261?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1598684518692120261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1598684518692120261&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1598684518692120261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1598684518692120261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/02/saudades.html' title='Saudades ...'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2695482626808388464</id><published>2010-02-25T16:31:00.004-03:00</published><updated>2010-02-25T17:13:21.507-03:00</updated><title type='text'>Textículos</title><content type='html'>Após um momento de ausência, uma aparição. Espero que não rápida. Como o tempo passou e as idéias também, resolvi escrever pílulas de sabedoria (ou não). Somente textos curtos sobre o que vi.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:OK17DBuoSjYTPM:http://blogs.villagevoice.com/statusainthood/Coldplay-705392.jpg" align="right"&gt;Domingo tem o show mais esperado do ano. Pelo menos para mim. A Apoteose, aqui no Rio de Janeiro, vai deixar o samba de lado e receber o Coldplay. Mais uma vez estarei perto de minha banda favorita. Pena que não tão perto quanto nosso último encontro, quando consegui encostar no palco e pegar na mão do Chris Martin. Não se preocupem. Não sou fã exagerado, pois lavei as mãos. O motivo de não chegar perto este ano é o alto valor da pista VIP e que não haverá apenas seguranças separando a parte pobre da rica. Mas quem sabe eu pularei uma grade.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:z38b7y1boS1Z5M:http://v8web.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/avatar-o-filme1.jpg" align="left"&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:X3fkYaRp0pvM5M:http://images.brisbanetimes.com.au/2010/01/25/1065584/420wolkfman-420x0.jpg" align="right"&gt;Estou fraco de cinema. Depois de Julie &amp; Julia, cuja resenha foi postada mais abaixo, vi mais dois filmes: Avatar, do James Cameron, e Lobisomen, com o Benício Del Toro. Sei que perdi o time da resenha para ambos. Mas queria registrar que Avatar é sim um grande filme e uma mega produção. Há boas interpretações, um roteiro bem legal e uma mensagem de salve a Terra, apesar de só haver duas referências ao nosso planeta. O que achei mais legal é que vi em Avatar o descobrimento da América pelo homem europeu. Vi em alguns personagens a ganância de Hernán Cortez. Engraçado foi receber depois um e-mail dizendo que o roteiro do filme é o mesmo de Pocahontas e ver que existe nexo em tudo, trocando apenas alguns detalhes. Ah, e a graça de ver em 3D é pela profundidade e pelo colorido. Não vi grande coisa, como em certos desenhos em que a atmosfera do 3D te envolvia.&lt;br /&gt;Já Lobisomen é um bom divertimento. Foi legal ver a Emily Blunt em um filme de época e com um visual bem diferente do O Diabo Veste Prada.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Uma coisa bem engraçada que vi na internet nos últimos dias foi uma regravação da música Apaixonado, da Aline Barros, por um travesti. A filmagem é tosca, a edição é tosca e a idéia é tosca. Vai ver por isso que saiu engraçado.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:sxbTfhoHSeIyjM:http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/02/carnaval.gif" align="right"&gt;O Carnaval 2010 no Rio foi incrível. Fui em menos blocos que o previsto, mas a qualidade imposta foi grande. Em alguns, aproveitei até a última gota. O mais sensacional de todos foi o Cordão do Boitatá, que reuniu um milhão de pessoas na Praça XV, em um domingo escaldante de calor subsaariano. Todos brincando, cantando, pulando e frevando. Agradecimento em especial para os que levaram pistola d’água e não tiveram medo de atirar nos outros.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Após mais de um mês de calor escaldante e termômetros de rua marcando 47°, 48°, o Rio amanheceu em baixo de chuva e com temperatura mais suportável. Nos 30º, rola até usar um casaco, se compararmos com a semana passada. Valeu São Pedro.&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Ainda há tanto o que escrever. Mas fica para uma próxima. No momento, só continuo a sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2695482626808388464?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2695482626808388464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2695482626808388464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2695482626808388464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2695482626808388464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/02/texticulos.html' title='Textículos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3250193499818628315</id><published>2010-01-18T18:14:00.003-02:00</published><updated>2010-01-18T18:36:31.543-02:00</updated><title type='text'>Parar sentir o cheiro e salivar</title><content type='html'>&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:gYHmgberzCwdhM:http://1.bp.blogspot.com/_glyLfBk9Cic/SUAxjvtwbqI/AAAAAAAAFb0/0hN-mAGQ-30/s400/GUARDA%2Bchuva.jpg" align="left"&gt;Na última sexta, dia 15, uma chuva inundou o Rio. Foi muita água caindo do céu e molhando os transeuntes. Choveu até pelo guarda-chuva, que de nada adiantou. E como quem está na chuva é para se molhar, molhado ficamos em mais um réveillon dos Escravos da Mauá. No começo, com uma espécie de garoa que cobria o Largo de São Francisco da Prainha, a animação do pessoal manteve o bom clima de carnaval. Mas a medida que os pingos resolviam engrossar, foi mais uma debandada para onde molhava menos. Inclusive o próprio Grupo Eu Canto o Sabiá teve que suspender as atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o cavaleiro errante marchou solitariamente rumo à Lapa, onde encontraria com os bobos da corte para mais uma noite de menestréis e coringas. Só não esperava encontrar tudo o que chovia acumulado sobre o asfalto, a fazer ondas e encharcar os calcanhares. Mas, atrevido como sempre foi, tentou chegar ao ponto da festança. Olhou e decidiu se render a não sair em uma noite de sábado, buscando o conforto e o aquecimento de um quarto confortável e de onde não quis sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:wbUHS0FxsRU3mM%3Ahttp://www.usp.br/agen/bols/2000/Image241.gif" align="right"&gt;Ele só não esperou ser derrotado, horas depois, por seu arquiinimigo, Morfeu, que com um golpe forte e rápido, o derrubou em seu leito e o manteve imobilizado por mais de 12 horas. Das tentativas de fugir da opressão inimiga, sentiu-se perdido e não dizia nada com nada. Estava embriagado por algo que não o derrubava fácil, o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperado após sua derrota na véspera, rumou em direção ao mar, mas não houve tempo de zarpar. Haviam afundado as chances de navegar em águas calmas e de buscar a fênix que se esconde na pedra doce que observa diariamente de sua janela. Partiu dali para novos campos, com sua tropa, e acabou por escolher um ambiente escuro e frio para passar mais uma tarde quente de verão, longe do calor escaldante das tardes de céu azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolheu algo leve e descontraído e foi direto em algo que fez o ambiente cheirar a alecrim e a manjericão. Julie o levou a conhecer Julia, mulher de voz engraçada, com falsetes a todo o momento, que o lembrava de sua professora de inglês de um passado distante, mas que o sotaque americano diferenciava do que seus ouvidos memorizaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ft6tqRC7HVXfmM%3Ahttp://bookpage.files.wordpress.com/2009/07/julie_and_julia.jpg" align="left"&gt;Ao ver Julie &amp; Julia, filme que deu um Globo de Ouro a Meryl Streep, por sua interpretação da famosa Julia Child, ele sentiu-se bem. Ficou tão envolvido com o filme que conseguiu sentir o cheiro da comida invadir a pequena sala de cinema, onde uma emocionada senhora sentada ao seu lado não parava de chorar. Chegou a salivar com um pão que surgiu na tela. Sentiu fome naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve como um suspiro, o filme traz a história verídica de Julie Powell, uma jornalista perdida no mundo burocrático do governo norte-americano após o trágico 11 de setembro. Sem saber o que fazer, ela decide criar um blog onde contaria suas experiências ao preparar as 543 receitas do livro de culinária de Julia Child, uma americana desengonçada que passou por situação semelhante, de querer se encontrar no mundo enquanto vivia na Paris da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Julia adorava comer, decidiu fazer um curso de gastronomia na melhor escola francesa. Desacreditada, ela encontrou a motivação que precisava e, com a ajuda de três amigas, escreveu e publicou um dos livros mais famosos da culinária norte-americana, adaptando as grandes receitas para as mulheres que não possuíam cozinheiras. Julie, que sempre gostou de cozinhar e era fã de Julia, resolve dar vidas às receitas em 365 dias, relatando tudo em seu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.andrehotter.com.br/wp-content/uploads/2009/12/julie-e-julia-o-filme.jpg" align="right"&gt; As cômicas situações são costuradas de uma forma que Julia e Julie continuam as piadas e os momentos da outra. Detalhe, elas nunca se encontram, mas o roteiro consegue fazer com que haja uma continuidade das ações iniciadas por uma e terminadas pela outra. Um intenso e continuo ir e vir ao passado. Isso que dá graça e deixa o filme no ponto de consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de destacar mais uma parceria da dupla Meryl Streep e Amy Adams, que interpreta Julie. Tudo bem que elas não contracenam, mas gostei de vê-las novamente em um grande filme. O outro foi Dúvida, na qual Meryl interpretou a severa irmã Beauvier, e Amy a inocente irmã James. Não poderia ficar de fora a boa atuação de Stanley Tucci, que representa o marido de Julia e que já contracenou com Meryl em O Diabo Veste Prada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para não fugir da regra, é praxe deste falar sobre a trilha sonora. Mas vou tecer apenas um comentário sobre a mesma. Foi muito bem casada a música Psycho Killer, do Taking Heads, com a cena em que Julie surta na cozinha quando vai cozinhar lagostas vivas. A música potencializou o aspecto cômico da voz na cabeça de Julia: assassina de lagosta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Uma dúvida além-filme: Amy Adams poderia ser irmã de Nicole Kidman?&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:mcHMyVAt6b3tmM:http://images.theage.com.au/2009/12/08/953922/amy_adams_420-420x0.jpg"&gt;&lt;img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:y2Ml-CIPlBBZhM%3Ahttp://cdn.sheknows.com/celebsalon//2009/12/nicole-kidman-side-chignion-hairstyle-876x1024.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3250193499818628315?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3250193499818628315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3250193499818628315&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3250193499818628315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3250193499818628315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/01/parar-sentir-o-cheiro-e-salivar.html' title='Parar sentir o cheiro e salivar'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7109206623043559180</id><published>2010-01-14T19:40:00.002-02:00</published><updated>2010-01-14T19:49:31.958-02:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos os dias quando acordo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não tenho mais&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O tempo que passou&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas tenho muito tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temos todo o tempo do mundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tempo Perdido – Legião Urbana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:abODxN6DEG4lmM%3Ahttp://educators.mfa.org/dynamic/slides/attached_file_9169.jpg" align="left" /&gt;Há pouco, pensando sobre o tempo, veio uma ideia de escrever. Mas, ao mesmo tempo, me veio a cabeça que eu já tinha escrito algo sobre o mesmo. Busquei no que já publiquei e nada achei. Está claro em minha mente que já redigi palavras sobre aquilo que mais buscamos (lembrei até do Pedro Bial na abertura do BBB 10). Utilizei a mesma foto que inseri ai do lado, a do quadro do Salvador Dali (A persistência da memória).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto fui buscando informações e trechos de música com a palavra Tempo, não é que ele passou e já mudou todo um raciocínio que tentaria falar sobre a falta de tempo. Mas, com um tempinho sobrando para algo mais idealizado, as idéias mudam, assim como os cabelos, a voz, os amores, os desamores ... O tempo passa. Ainda mais depois dos 25 anos. Ele simplesmente corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tua piscina tá cheia de ratos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuas idéias não correspondem aos fatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O tempo não pára&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O tempo não para – Cazuza&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Resolvi ventilar o texto com trechos, não sei se tão bem casados, de tentativas de retratar o tempo, independente do sentido que ele tenha. Mas que seja uma reflexão para que tenhamos sempre tempo. Tempo para trabalhar, para amar, para brincar, para viver. Não importa se é por alguns segundos ou por vários dias. Tenhamos tempo para nós mesmos, seja em grupo, seja largado no sofá de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do tempo é tão interessante, que levei horas para chegar até este ponto. Trabalho, telefonemas, café, músicas. Tudo em um dia mais que produtivo. Dia com tempo para um pouco de tudo e um pouco de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Tempo, tempo, tempo mano velho&lt;br /&gt;Tempo, tempo, tempo mano velho&lt;br /&gt;Vai, vai, vai, vai, vai, vai&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sobre o Tempo – Pato Fu&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agora, início de noite, olhei pela janela do trabalho e vi a mudança do tempo. Não tempo cronometrado, mas tempo meteorológico. O Rio 40º de Janeiro está um formo. É andar pela cidade e ser cozinhado ao mesmo tempo. Há os que se arriscam e ficam um tempo maior na exposição da figura ao sol e ao calor e adquirem o tom tostado, ops, dourado do verão. O problema é ficar tempo demais e virar um camarão, mas diferente do filme Distrito 9 (já postado aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando e sem querer tomar mais do seu precioso tempo, o céu mudou de cor. Saiu de um azul forte para um cinza chumbo e púrpura. Sinal de temporal no horizonte, que vem deslizando, com e sem pressa sobre as montanhas que compõem a paisagem carioca, e iluminando o início da noite. É um corram antes de cair o mundo em água. O negócio é o tempo de chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espero que o tempo voe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para que você retorne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pra que eu possa te abraçar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E te beijar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De novo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;N – Nando Reis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor é arranjar tempo para fazer o que gosta. Boa companhia. Bom vinho. Boa música. Bom beijo. Se bem que é melhor beijo bom. Ou vou além. O melhor é beijar. Então, arranje tempo para tal. Aun más se me lo ha dicho el viento (eres para mi), lo oigo todo el tiempo (eres para mi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por hoje é só, que quero aproveitar mais meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo está em calma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixe que o beijo dure&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixe que o tempo cure&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixe que a alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenha a mesma idade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que a idade do céu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Idade do céu – Moska e Jorge Drexler&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7109206623043559180?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7109206623043559180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7109206623043559180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7109206623043559180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7109206623043559180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/01/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7532514802578710589</id><published>2010-01-05T18:18:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T18:28:00.902-02:00</updated><title type='text'>Horizonte de um novo ano</title><content type='html'>&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:mAAm1hbyrjoHHM:http://entremeado.files.wordpress.com/2007/09/horizonte.jpg" align="left"&gt;Ao som da trilha sonora de um dos melhores filmes de 2009 (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;500 dias com ela&lt;/span&gt;, cujo post está mais abaixo), venho tentar tecer um post para este novo início de ano e, espero eu, um novo boom de posts neste blog. Não rolou de postar em dezembro pela carga de trabalho. Mas já quero estrear 2010 com um post descontraído e sem grandes pretensões, apenas para marcar o começo do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperem um balanço do ano anterior. Se quiserem ver, basta ler o que já inseri aqui. Claro que existem coisas novas e, até mesmo, antigas, mas que não serão abordadas. Quero é olhar para frente. O passado apenas sustenta meu novo olhar para o mundo. Novas expectativas começam a subir no horizonte. Viagens, shows, trabalhos, pessoas, amores, sabores. Tudo será vivido com intensidade. Bem, quase tudo, pois tudo é muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano ainda começa preguiçoso, como o despertar do sol, com a claridade invadindo o quarto da vida. Mas já já estaremos em pleno meio dia e quando menos esperarmos, já estaremos apagando a luz de 2010 e acendendo a de 2011. Bem que me falaram que depois dos 25, tudo seria muito rápido. Mas nada de parar o mundo que eu quero descer. Vivamos essa intensidade que a vida nos mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçam que devemos sorrir para tudo, mesmo nos momentos de dor. Saibam que, os que partem, querem o nosso bem e que continuemos a nossa jornada. Fora que um sorriso no rosto é mais bonito que as lágrimas rolam e molham a face. Mas espero um ano sem dor, sem decepções, sem desavenças. Sejamos otimistas. Há tanta coisa para fazer, para ver. Deixemos o medo de lado, guardado no fundo da gaveta ou do guarda-roupa, e vivamos o esplendor de estarmos vivos e com N possibilidades ao nosso alcance. Basta querer. Eu quero!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Me senti agora o personagem Caramelo, do blog de tirinhas &lt;a href="http://bichinhosdejardim.com/" target="_blank"&gt;Bichinhos de Jardim&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7532514802578710589?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7532514802578710589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7532514802578710589&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7532514802578710589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7532514802578710589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2010/01/horizonte-de-um-novo-ano.html' title='Horizonte de um novo ano'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-9069062629304914626</id><published>2009-12-01T15:27:00.002-02:00</published><updated>2009-12-01T15:37:03.091-02:00</updated><title type='text'>Banho-Maria</title><content type='html'>&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:O43DQNXcmma2dM:http://inacabamento.files.wordpress.com/2008/09/banho-maria1.jpg" align="right"&gt;Até parece dica de culinária, mas vim falar de uma aplicação nada convencional do banho-maria. Creio que os que cozinham sabem mais sobre a aplicação do método de cozimento em banho-maria, mas o termo já tem sua divulgação para as outras formas de aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele esquema de não gostar do que façam comigo e evitar fazer o mesmo com os outros, procuro não cozinhar ninguém em banho-maria, independente de qual função a pessoa tenha em minha vida. Resposta, seja negativa ou positiva, é sempre muito bem-vinda. No começo pode até machucar um pouco, frustrar as expectativas, mas sempre fica um alívio depois, pois sabemos com o que estamos lidando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca ficou sem resposta por um currículo enviado? Quem nunca ficou sem resposta por um SMS enviado ou uma ligação não atendida? O silêncio vai aquecendo e cozinhando suavemente. Mas esse efeito só me permite ver duas funções: ou queima ou azeda de vez. Por mais que o cozimento seja mais lento, é um cozimento. Há fogo envolvido e se deixar passar do ponto pode estragar o prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é o que geralmente fazemos. Nunca nos lembramos de olhar no relógio e ver que já esta no tempo de retirar do fogo, seja para consumo próprio, seja para oferecer aos outros. E algo que poderia sair bem, acaba queimando. A lei de que um lado sempre ganha e o outro sempre perde se concretiza mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:oi5gbt0lo1q9PM:http://o2aktuell.files.wordpress.com/2009/06/queda.jpg" align="left"&gt;Acredito muito na maturidade humana. Ouvir um sim ou um não, não é o fim das coisas e, muito menos, do mundo. Faz parte do aprendizado. Como já falei, pode até doer, mas, como todo machucado, ele se cura e a dor acaba. Vale ai o famoso “levanta para cair de novo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com um amigo sobre o banho-maria, é como se fosse uma forma de armazenamento. Guarda-se amigos, relacionamentos, amantes ... Mas tudo tem validade. E esse cozimento lento e nada gradual pode azedar mentes confusas. Ou até provoca decisões precipitadas. Porém, não menos acertadas. Erros e acertos estão no nosso dia a dia. Não há quem possa indicar que a decisão foi a mais correta. O Destino nos mostra as possibilidades e as oportunidades. A nós, basta decidir o que pegar e viver as consequências disso. Mas, por favor, sem ser em banho-maria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-9069062629304914626?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/9069062629304914626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=9069062629304914626&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9069062629304914626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9069062629304914626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/12/banho-maria.html' title='Banho-Maria'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-9191781451783493639</id><published>2009-11-24T13:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-24T13:30:46.963-02:00</updated><title type='text'>Baseado em fatos reais</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.adorocinema.com/media/film/images/500-dias-com-ela/1253494599_500_poster200908041235424101701d4e52d61528b6435eb0c6bb5e012f0_thumb.jpg" align="left"&gt;Incrível a identificação que você pode ter com um filme. Numa não-comédia romântica, como começa a narração, o filme 500 dias com ela [(500) days of Summer], traz a despretensão de ser mais um filme sobre o amor entre duas pessoas. Na verdade, é apresenta o amor de uma forma diferente, cheio de esperanças e complicações. Com uma edição entrecortada entre idas e vindas, ele traz a história de um escritor de cartões, Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), e a assistente de seu chefe, Summer Finn (Zooey Deschanel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, os clichês de comédias românticas se apresentam ao longo do filme. Mas o detalhe é que não são os clichês açucarados. Até porque há inversão nos papéis. Ele é o romântico inveterado desde a infância (o que rolou uma grande identificação com este que vos escreve, que chegou a pensar que roteirizaram sua vida), que acredita em amor à primeira vista e que vê passarinhos quando se apaixona. Ela é uma menina que, desde cedo, ficou cética com o amor, tendo marco no divórcio de seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, como já dito, é bem despretensioso e mostra o relacionamento como ele é na vida real, mesmo brincando com a magia do cinema. Os problemas apresentados são os possíveis, as discussões bobas, as diversas formas de se fazer as pazes, as sempre imprevisíveis brincadeiras, as inusitadas visitas às lojas. Enfim, é um filme bem real. As brincadeiras com a não-realidade seguem paralelas e são fácies de identificar na brincadeira do diretor Marc Webb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive medo apenas em uma cena, quando o romântico Tom deixa-se levar pelo ceticismo e passa a desacreditar no amor. Esquecer que sua fonte inspiradora para a vida não está nos olhos azuis de Summer, mas sim na forma como ele se relaciona com o sentimento. Não tem como esquecer o passado, principalmente quando há um "I Love Us". Um coração quebrado é capaz de nos fazer ter atitudes que nunca antes acreditaríamos em ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SuIUifWtsrI/AAAAAAAAJH8/Bdcke4mgq3E/500-days-of-summer.jpg1%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Tom e Summer&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esquecer-nos da trilha sonora, bem casada para os momentos e as situações. Nem a desafinação de alguns personagens no karaokê intimida. Elas divertem. Destaco The Smiths, que provocam a união do casal. Mas a cena ao som de Quelqu’um m’a dit, na voz suave de Carla Bruni, também tem seu peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Pourtant quelqu'un m'a dit&lt;br /&gt;Que tu m'aimais encore,&lt;br /&gt;C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.&lt;br /&gt;Serais ce possible alors ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O final é mesmo o ponto alto do filme. Os dois diálogos finais arrebatam. E são eles que trabalham as esperanças de românticos inveterados (principalmente dos cancerianos, hehehe). Manter o sorriso e o otimismo são boas formas de dissipar energia positiva para o mundo e recebê-la de volta. Vale ficar atento para as oportunidades também, que muitas vezes cruzam nosso caminho e deixamos escapar. Voltar ao ponto inicial de algo pode surpreender. Sei que me surpreendi comigo mesmo representado no telão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-9191781451783493639?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/9191781451783493639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=9191781451783493639&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9191781451783493639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9191781451783493639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/11/baseado-em-fatos-reais.html' title='Baseado em fatos reais'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SuIUifWtsrI/AAAAAAAAJH8/Bdcke4mgq3E/s72-c/500-days-of-summer.jpg1%5B3%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6370220587989369351</id><published>2009-11-18T18:18:00.001-02:00</published><updated>2009-11-18T18:20:38.892-02:00</updated><title type='text'>Um bichinho chamado Ansiedade</title><content type='html'>Sabe quando parece que todo o Universo conspira a seu favor: você consegue resolver questões internas, consegue exteriorizar o que sente para quem e aquilo que vinha te incomodando, a balança te mostra uma curva descendente, o sorriso (que já estava na face) continua firme e forte e ... BAAAAM ... o destino vem e te prega mais uma peça. Se bem que continua a se perguntar se é peça mesmo ou se, depois de tanta coisa que rolou, aquilo tudo é de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ceticismo toma conta de sua cabeça. Você quer se entregar, mas já está tão escaldado de situações semelhantes, que tem medo de apostar e de arriscar. Fica em um controle total e absoluto, mesmo com a vontade de pular de cabeça. Sente que poderá se dar mal mais uma vez. A parede já está toda riscada com marcações do histórico da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:zdikfFUgTZVwEM:http://igormadeira.files.wordpress.com/2009/05/ansiedade.jpg" align="right"&gt;Mas parece que há um bichinho no ar, contaminando a todos que passam por essa situação. Ele te ferroa e tudo está perdido. Mais uma crise de ansiedade. O estômago revira, o suadouro começa, as mãos ficam frias. Quer correr, quer gritar. Isso tudo porque voltou ao ponto anterior. Quanto tudo estava aparentemente bem e controlado. Agora não mais. Pior, ou seria melhor, depois de tudo isso, várias outras coisas surgem. Um novo universo se apresenta. Mas o medo vem junto, mesmo sabendo que não deve ter medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer controlar cada passo. Está cansado de decepções, independente de que ponto elas venham. Quer olhar para frente e seguir, sem medo, com passos firmes e decididos. Mas o que adianta caminhar assim se o chão é mole. Nada de areia movediça, mas num ponto que poderá te fazer cair. A mancha da última queda ainda nem saiu. O machucado ainda dói. Mas quer fazer tudo novamente, como uma criança ao aprender a andar. Levantar na tentativa de não mais cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo já virou rotina constante. Não? Então não se está vivendo intensamente. Temos que aproveitar cada momento. Mas até que ponto vale o autocontrole? Até que ponto devemos controlar a ansiedade de tal forma a nos privar de algo? Por que não arriscar tudo novamente? Cansam inúmeras questões, que só geram mais ansiedade. Fica o círculo vicioso. O ciclo do bichinho da ansiedade. Definir estratégias milimétricas de onde pisar, do que mexer, do que falar. Onde fica a naturalidade da coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma festa que prega a política do livre para dançar. Deveríamos expandir. Livre para falar, correr, amar, viver. Enfim, livre de tudo que essa sociedade hipócrita prega e de que nós temos medo: do que o outro vai pensar. Importa o que nós vamos pensar sobre nós mesmos ao fazer um balanço: será que busquei intensamente a minha felicidade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6370220587989369351?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6370220587989369351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6370220587989369351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6370220587989369351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6370220587989369351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/11/um-bichinho-chamado-ansiedade.html' title='Um bichinho chamado Ansiedade'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1257418890367238249</id><published>2009-11-03T12:01:00.003-02:00</published><updated>2009-11-03T12:30:52.855-02:00</updated><title type='text'>Somos superficiais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se as meninas do Leblon não olham&lt;br /&gt;mais para mim, eu uso óculos.&lt;br /&gt;Óculos – Paralamas do Sucesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ewSH5AmiZU2RDM:http://img.photobucket.com/albums/v660/Gotinha2/EspelhoMeu.jpg" align="left"&gt;Que a humanidade vive na Era das Aparências ninguém duvida. Mas a que ponto chegamos em uma sociedade de discrimina os diversos nichos visuais, criando e ratificando estereótipos? Essa segregação é vista em qualquer ambiente social: na praia, no shopping, na noite e, até mesmo, no trabalho. Incrível a necessidade que temos de viver de aparências e modismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto ao corpo é exacerbado e reforçado a cada dia por campanhas midiáticas fortes, onde somente o belo é glorificado. Concordo que não há nada como admirar a beleza, mas apegar-se que ela é fundamental é o prejuízo que trazemos para a marginalização do que não é tão belo, do que é real, ou mesmo, do que é diferente daquilo que estamos acostumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro as campanhas publicitárias que valorizam o corpo natural, seja com uma barriguinha, umas celulites (até porque não se tem uma só), um cabelo cacheado. Cada vez mais o mundo estético tem acordado para a beleza natural. Cuidar do corpo é para uma vida saudável, não para se exibir frente aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unilever, dona dos produtos Dove, faz uma campanha pela real beleza, seja por uma papada, por um cabelo mais seco, seja por um braço rechonchudo. É esse mundo que devemos buscar: o real. O cinema começou a se render a isso. Durante a Mostra de Cinema de São Paulo, alguns filmes suecos traziam atores com outro tipo de beleza e em papeis de destaque. Não ficaram rotulados para elenco de apoio. Ganharam seu espaço pela capacidade de atuação e não por uma barriga tanquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_D06OS4WHRCQ/SQZClcwg4YI/AAAAAAAAA6k/bUXhMDngNOc/s400/campanah+real+beleza.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Campanha Pela Real Beleza&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:JL-bNLPzVbtYwM:http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/foto/0,,21821794,00.jpg" align="left"&gt;Outro dia, li uma matéria sobre a repercussão de uma foto da modelo Lizzie Miller, de 20 anos, em umas das mais conceituadas revistas de moda americana, a Glamour, em que ela aparecia desnuda e com uma saliente barriguinha. E as mensagens não foram condenando a foto, mas sim de mulheres parabenizando a revista e a modelo. Muitas começaram a se sentir valorizadas por se identificaram naquelas páginas, o que seria um começo de espaço nessa sociedade segregacionista. Elas se sentiram valorizadas pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me pergunto se isso é o começo do fim da ditadura da beleza. Ainda há massividade no reforço ao estereótipo do corpo perfeito, com incremento pela falsa idéia de que roupas de marca valorizam ainda mais o indivíduo. Isso é mais que perceptível. Sempre te olham torto por não identificarem de que grife é a roupa que você está usando ou se não está com o corte de cabelo da moda. A discriminação passa da física para a social, onde muitos criam dívidas para estar na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, para que nos sintamos bem com nosso estilo próprio de ser e de vestir, temos que recorrer a guetos e ficar marginalizado da sociedade preconceituosa. Hipocrisia dizer que isso não ocorre. E maior ainda que não temos as mesmas atitudes, já que esses espaços são tão fechados que quem chega sendo diferente dele também é alvo do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:C14faqMVKyKdAM:http://curiosidadesnanet.files.wordpress.com/2009/02/02_espelho_quebrado.jpg" align="right"&gt;Devemos buscar a melhor forma de nos sentirmos bem com nosso corpo e mente. Não discriminar quem procurar malhar o corpo em vez da mente e vice-versa. E não é papo para incrementar a briga entre os “nichos”. Não há porque rotular dessa forma também. Devemos buscar o equilíbrio entre ambos e aceitar, de uma vez por todas, que há beleza na diferença. Que não faz mal sair de óculos para uma boate, de exibir uma barriga e celulites na praia, de um corpo belo e torneado frequentar ambientes undergrounds e pseudocults.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, temos que acabar com a superficialidade ditada em nossa sociedade e com a hipocrisia que não segregamos. O Apartheid visual é grande e não está perto do fim. Ainda medimos as pessoas da cabeça aos pés e fazemos a cara de desdém, sem sequer, darmos uma chance de conhecer uma pessoa ótima para se conviver. Temos que nos sentir bem com o que somos. E a cada dia que passa, concordo menos com o verso de Vinícius de Moraes: as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1257418890367238249?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1257418890367238249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1257418890367238249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1257418890367238249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1257418890367238249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/11/somos-superficiais.html' title='Somos superficiais'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D06OS4WHRCQ/SQZClcwg4YI/AAAAAAAAA6k/bUXhMDngNOc/s72-c/campanah+real+beleza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1416241001226184532</id><published>2009-10-30T11:16:00.003-02:00</published><updated>2009-10-30T11:26:25.953-02:00</updated><title type='text'>Apartheid e metamorfose</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Na telona, Peter Jackson encanta com filme com cara de documentário de televisão sobre segregação de alienígenas em Johanesburgo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:hqwTXQ9aYjj5kM:http://www.papafilmes.com/wp-content/uploads/2009/10/district9_4.jpg" align="left"&gt;Vinte anos atrás, quando a África do Sul ainda vivia o Apartheid, uma nave alienígena parou sobre a cidade. Durante meses, não houve manifestação dos extraterrestres. Após uma decisão global de identificar o grupo, uma missão consegue entrar na aeronave e fazer contato com cerca de um milhão de aliens, cuja fisionomia lembrava a de camarões. Subnutridos, eles foram removidos para um campo de concentração numa região da cidade de Johanesburgo logo abaixo da aeronave, que foi chamada de Distrito 9 e vira um grande favelão, sujeito à todas as mazelas da marginalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a difícil convivência entre humanos e camarões, eles foram proibidos de circular livremente pela cidade, sendo discriminados por todos. O governo, numa tentativa de administrar a situação, começa um programa de remoção do Distrito 9 para uma área fora da cidade. Meta: deslocar 1,5 milhões de aliens hostis. O encarregado de chefiar a tarefa é Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), que acaba contaminado durante o processo e começa a se transformar em um camarão. O mundo inteiro passa a acompanhar sua saga em busca da sobrevivência e da cura para voltar a ser um simples ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção da história pelo diretor Peter Jackson sobre a ótica de um programa de televisão ressalta ainda mais a metamorfose de Wikus. A todo o momento o filme traz referências ao livre de Franz Kafka, A Metamorfose, quando um jovem acorda um dia como um inseto de seis patas. O processo de transformação lento e acompanhado pelos detalhes da hora e local começam a angustiar o espectador. De repente, você se tem a sensação de que tudo é real. Não parece ficção, ainda mais pelo tom dado na fotografia. Tudo é televisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://chicago.metromix.com/content_image/full/1341017/560/370"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Shalto Copley como Wikus Van De Merwe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação fantástica de Sharlto Copley nos insere ainda mais na trama, levando-nos a acompanhar bem mais de perto. Não há como desgrudar os olhos da telona. Seu desejo pela cura para voltar aos braços de sua mulher e seu medo de virar um camarão são passados de uma forma tão intensa que as unhas dançam ao longo da história tamanha a ansiedade provocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho da edição e da montagem é incrível. O trabalho da sonorização é muito bom também, principalmente com as vozes do camarões, que mais parecem baratas d’água. O ritmo lento no começo da trama, com os depoimentos casados com imagens de arquivos de televisão sobre a chegada dos alienígenas, sendo acelerado com o registro da remoção do Distrito 9 e a contaminação de Wikus, e chegando no clímax com a fuga e a busca pela cura do nosso metamorfo, deixa-nos sufocado e com a respiração ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:GEw16OyS-JI4pM:http://www.pipocacombo.com/wp-content/uploads/2009/05/district_9_2.jpg" align="right"&gt;Não há como deixar de fora a campanha de divulgação do filme. Com diversos avisos espalhados pelas cidades onde o filme está em cartaz, a produção alerta para o contato perigoso com os camarões. Há restrições para o uso dos espaços públicos pelos alienígenas. Isso tudo já ajuda na construção da dura crítica à nossa sociedade segregacionista de hoje, onde não permitimos tão facilmente a integração de culturas distintas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1416241001226184532?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1416241001226184532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1416241001226184532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1416241001226184532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1416241001226184532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/10/apartheid-e-metamorfose.html' title='Apartheid e metamorfose'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6553629106276072946</id><published>2009-10-26T17:39:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T17:44:52.523-02:00</updated><title type='text'>Disco furado</title><content type='html'>&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:CC-azxyHlG0bCM:http://1.bp.blogspot.com/_qff6auH6Qyo/SX5o8B5UTbI/AAAAAAAAAGs/2CrGwLrkmiI/s320/Vitrola.jpg" align="right"&gt;Numa conversa com amigos, tanto pessoalmente, como por meio do mundo virtual, fiquei com uma questão na cabeça: por que será que sempre temos uma música de furar disco nas nossas cabeças? É sempre alguma do momento, que será substituída por outra em questão de dias. E, muitas vezes, nem são as favoritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me deparado muito com esta questão e visualizo que todas estão ligadas às fases que venho passando. O engraçado é que têm músicas antigas que voltam e que você não consegue parar de ouvir. No máximo, você alterna com outras, mas ainda assim poucas. Não adianta ter também uma série de setlists ou CDs novos. Você sempre vai parar naquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me peguei voltando várias vezes para uma única música. Colocava na ordem aleatória, pois não queria ficar ouvindo a seguinte sempre. E também não queria ficar ouvindo a música ininterruptamente. Foi a solução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o medo de enjoar dela e ficar no “hall” das que não serão mais ouvidas faz com que você escute outras músicas. Deixa-se o setlist continuar. Daí você continua a ouvir as outras músicas que tanto te agradam, pois, do contrário, não estariam ali. Sua banda favorita continua firme e forte, mesmo não tendo a música do momento oportuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que isso aconteça com todos. Mas, em relação à minha pessoa, sempre fica engraçado, pois começo a compor as trilhas sonoras de minha vida. Pelo que já vi, perdi o número do volume que está hoje. Melhor começar a classificar por tomos. Tudo é novo de novo, como canta o Moska. Este, com certeza, faz parte dessa trilha inacabada e que não espero finalizar tão cedo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associar músicas às pessoas e às situações é o mais comum, pelo menos para este que aqui escreve e que, infelizmente, não entende muito o universo dos instrumentos e das batidas. Só sabe que gosta ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6553629106276072946?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6553629106276072946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6553629106276072946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6553629106276072946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6553629106276072946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/10/disco-furado.html' title='Disco furado'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8222758468921727268</id><published>2009-10-21T14:43:00.002-02:00</published><updated>2009-10-21T14:50:25.378-02:00</updated><title type='text'>Besouro ninja</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ginga para o louva-deus baiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:rCQmBae4-Y_VFM:http://cinemaeafins.com/wp-content/uploads/2009/07/besouro-poster.jpg" align="left"&gt;Indicado para a pré-lista brasileira dos filmes a concorrerem ao Oscar, Besouro, do diretor João Daniel Tikhomiroff, traz o mundo místico da capoeira em uma época de repressão à comunidade negra no Recôncavo Baiano, mesmo depois de anos da Abolição da Escravidão. O filme narra a história de Manuel (Aílton Carmo), batizado de Besouro nas rodas de capoeira, que tenta seguir os passos de seu mestre e livrar os negros da opressão e do coronelismo da cana de açúcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o misticismo dos orixás, Besouro tem o corpo fechado para lutar em prol da total liberdade, inclusive para a própria capoeira, que foi proibida por anos em nossa sociedade. Com a força de Exú, o personagem recebe até o dom de voar. Mas a rapidez e o gingado do herói não conseguem emplacar o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecnicamente redondo e com uma bela produção, mas o fraco roteiro não convence. As atuações são regulares e inúmeros potenciais surgem. Destaque para o Coronel Venâncio (Flavio Rocha) e seu capanga Noca de Antônia (Irandhir Santos). Este brilhando mais uma vez, depois de seu show no filme Olhos Azuis, de José Joffily, onde vive um imigrante brasileiro tentando retornar para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil apontar o calcanhar de Aquiles de Besouro. Ou falta roteiro para uma boa história ou a história, apesar de interessante, não rende um bom roteiro. A fragmentação é tanta que chega a margem da chatice. Pode será até falta de costume com roteiros não lineares, mas as bruscas mudanças e os entrecortes das cenas fazem o espectador olhar para o relógio. E olhe que o filme é curto. Mas a culpa é do enredo, que tornou tudo cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devemos reconhecer que a película foi muito bem produzida, dirigida e editada. Os efeitos visuais simples ajudam ainda mais. A edição rápida, mesmo quando é brusca a mudança do foco, e bem casada com a bela trilha sonora é outro ponto forte. O conjunto técnico de direção de arte com fotografia não deixa nada a desejar para muitos filmes hollywoodianos. O jogo das cores é fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta gingado no roteiro. Sobra presteza na técnica. E agora Besouro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/7/7/7/6688357.besouro_cultura_279_419.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Quero ser Besouro, porque é preto e avoa.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8222758468921727268?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8222758468921727268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8222758468921727268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8222758468921727268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8222758468921727268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/10/besouro-ninja.html' title='Besouro ninja'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8127973803676895578</id><published>2009-10-20T11:39:00.000-02:00</published><updated>2009-10-20T11:42:01.902-02:00</updated><title type='text'>Epifanias</title><content type='html'>&lt;img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:CoRORWAuW3F-nM:http://lablogatorios.com.br/uoleo/files/2008/11/dedos.jpg" align="right"&gt;Sempre fui fascinado por epifanias. O mundo se revelando a partir de algo bobo e singelo. A simplicidade das coisas ajudando a compreender a complexidade do mundo. Uma palavra, uma imagem, um toque. Tudo se mostra. Não vou mentir que me assusto com ao perceber isso. Muitas vezes, você nota que algo que parecia estar finalizado ainda persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que você consegue trabalhar os sentimentos a partir da revelação. Mesmo que só sirva para pedir que você enfrente-os e não tema mais, não fuja mais. Não faz mal continuar amando, detestando. O que você deve ter na sua consciência é que é natural a continuidade das coisas. Você pode até notar que não quer mais, mesmo que ainda continue a gostar, a sentir. O importante é se perceber e parar de negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, é sempre positivo, pois se saberá como trabalhar, como se portar. O medo de reencontrar, de dizer o que ainda se sente acaba. Tudo muda e você enxerga que está disposto e disponível para caminhar. Uma nova trilha? Porque não. O mesmo caminho com outra companhia? Porque não. Afinal, não há certo ou errado. O que vale a é a tentativa de continuar vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li outro dia que a tentativa é o primeiro passo do fracasso. Mas devemos ter em mente que é também o primeiro passo do sucesso. Não devemos ter medo de pensar que as oportunidades que nos surgem são grandes de nós para a nossa capacidade. Se ela está ao nosso alcance é porque podemos. Basta saber trabalhá-la. Existem as enganosas, mas elas têm seus pontos positivos. E nos darão o discernimento para diferenciar os spams que a vida nos reserva. Diferenciar o que é realmente válido para o nosso crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que surjam mais epifanias, seja por uma palavra, um comportamento alheio, como o do cego mascando chiclete e que mostrou todo um novo mundo para a moça do bonde em um conto da Clarice Lispector. Mas, diferente dela, utilize a revelação para mudar de vida e de atitude. Não retorne para o ponto anterior. Utilize no seu aprendizado de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8127973803676895578?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8127973803676895578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8127973803676895578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8127973803676895578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8127973803676895578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/10/epifanias.html' title='Epifanias'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7830989789405585987</id><published>2009-10-01T17:01:00.001-03:00</published><updated>2009-10-01T17:05:35.649-03:00</updated><title type='text'>Falta de inspiração</title><content type='html'>Queria muito estar levando este blog mais a sério, com posts mais constantes e tal, mas tem sido difícil escrever. Vez ou outra vem a inspiração, mas estou longe do computador ou sem um pedaço de papel e uma caneta na mão. Pior que com várias coisas interessantes e legais para falar. Acho que por estar tão cheio de coisas por fazer que me falta o “tempo” para escrever. Teatro, cinema, chopp, amigos, jantares ... Enfim, ocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a falta de outras coisas acabam por minguar a presença das musas inspiradoras que nos sopram poemas, músicas, prosas ou até mesmo um ato solitário de gritar. Ou mesmo uma fase, onde não conseguimos alinhar as ideias para um bom texto. De qualquer forma, temos que ter criatividade de produzir no trabalho, de fazer coisas legais. Daí vai diminuindo uma parcela para o livre escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cogitei fazer resenhas dos filmes que vi recentemente, até por estar rolando um dos maiores festivais de cinema no Brasil. Já vi muita coisa boa, como o brasileiro Olhos Azuis (apesar de ser quase todo em inglês) e com o argentino O segredo dos teus olhos (do Campanella, mesmo diretor de O filho da noiva, com a atuação do formidável Ricardo Darín). Vi outros ruins também, apesar do nome superinteressante. Nesse meio tempo, também rolaram peças de teatro, como Vestido de noiva, do texto do Nelson Rodrigues, e Nervo Craniano Zero, de um grupo de Curitiba (peça boa com pouco público).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falta o que fazer nesta cidade. Tanto que cheguei ao ponto de me incomodar por um dia estar indo para casa, sem nada para fazer após um dia de trabalho. E não era por estar só, até porque sai sozinho para alguns desses programas. Mas o incomodo de não ter mesmo o que fazer. Acho que me viciei em ter sempre atividades e já realizei que vai ser difícil largar esse osso. Pior que posso cair no: todo dia ele faz tudo sempre igual ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com ou sem inspiração, fico feliz em ver as palavras fluindo e a mente me levando para outro universo. Bem, vento ventania me leve para as portas do céu ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é começar a escrever uma coisa e a palavra me remeter a outra que não tem nada a ver com o que estou escrevendo aqui. Exemplo, pensei na música do Biquíni Cavadão e já me veio o show da Céu que vai rolar aqui na próxima semana. Isso acontece muito na minha aula de inglês, onde escuto uma palavra que me remete a uma música. Por ai vai, tanto que me lembrei que o Mc Donald’s lançou uma época o jogo americano dele com algo de se falar uma palavra e sair fazendo associações. No final, melancia combinava com porta-retrato. Joguinho sem-noção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7830989789405585987?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7830989789405585987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7830989789405585987&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7830989789405585987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7830989789405585987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/10/falta-de-inspiracao.html' title='Falta de inspiração'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6472102292980392929</id><published>2009-09-16T13:47:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T13:59:51.732-03:00</updated><title type='text'>Sarau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saber que o amor só é amor quando é troca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a troca só tem graça quando é de graça&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;Elisa Lucinda&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:P3LcFMSNQJhmcM:http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2008/11/trovador_hector_zablach.jpg" align="left"&gt;Acredito que, no imaginário popular, a palavra sarau remete logo a poetas malandros que, regados a absinto ou a outro tipo de álcool, entoam suas poesias de memória, como os trovadores e menestréis da Idade Média faziam. Ou mesmo surge a ideia de um grupo de universitários que resolvem promovem um encontro com poemas, prosas e performances. O Aurélio traz três definições: 1- Festa noturna, em casa particular, clube ou teatro; 2- Concerto musical noturno; e 3- Festa literária noturna, especialmente em casas particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é fato, poesia em prosa e prosa poética fazem parte do conjunto. Ver um grupo de pessoas, advindas de várias partes do país, idades diferentes, culturas diferentes, experiências mais que diferentes, reunido em uma sala que remetia a mais bela literatura, cujas anfitriãs proporcionaram momentos de êxtase para aqueles sedentos por cultura. Música, prosa, poema, poesia, trocadilhos, comidinhas, bebidinhas. Tudo na métrica perfeita dos poemas parnasianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz das velas e a iluminação indireta davam o clima perfeito, a atmosfera tranquila para quem quisesse se aventurar em ler, em declamar, em declarar seu amor e sua paixão aos grandes poetas. Não importasse fossem os mais conhecidos ou mesmo aqueles tímidos, que mostram suas linhas a poucos, que acham que não possuem o dom de versar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei com uma sensação incrível por ter compartilhado e vivenciado tal experiência única. Não que esta seja a última ao qual me aventurarei, mas foi ímpar. No próximo, que espero ansioso por sua brevidade, já não seremos os mesmos. Poderemos repetir as mesmas pessoas, o mesmo ambiente, a mesma tortinha que tanto fez sucesso, mas não poderemos mais repetir quem realmente somos. No aprendizado da vida, o ser humano transmuta continuamente. Aprende, absorve, questiona, realiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras ideias vieram à mente enquanto a água morna banhava o corpo. Parecia que estava envolto pelas musas, que inspiravam. Vontade de sair dali e pegar o papel para escrever o que vinha à mente. Deixar para depois nunca é bom. A inspiração é como a oportunidade: passageira. Na próxima: anotar no que estiver ao alcance das mãos, mesmo que tremulas ou úmidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todos os Carlos, Elisas, Fernandos, Clarices, Sergivais, Lauros, Marcos, Joãos, Pedros, Luis, Mários, Marisas, poetas concretos e aventureiros, uma bagunça no quarto, um coração a rifar, o medo, as músicas, as emboladas, o sorriso de se estar em algo mágico. Este sim foi o grande convidado na noite, por mais que os versos e linhas nos levassem a momentos tristes, logo ele estava de volta, firme e forte. Era visível até no olhar, que iluminado pela luz das velas, refestelava-se na poesia que tomou conta do ambiente e da alma de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6472102292980392929?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6472102292980392929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6472102292980392929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6472102292980392929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6472102292980392929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/09/sarau.html' title='Sarau'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6987749897586736868</id><published>2009-09-13T21:37:00.002-03:00</published><updated>2009-09-13T22:07:28.049-03:00</updated><title type='text'>Síndrome dominical</title><content type='html'>Outro dia, conversa com um amigo que várias de nossas questões pessoais ressurgiam sempre no início da noite dos domingos. Coincidência? Acreditamos que não. Na verdade é uma síndrome. Síndrome do Domingo a Noite. Todas as carências, mazelas e afins se manifestam ao escurecer do dia do descanso. É saber que o final de semana nem foi tão produtivo assim e que a semana já vai começar sem grandes resultados. Não importa se vai ter uma super-hiper-mega-master-ultra semana. A questão é no caráter pessoal. Na intimidade do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber que não há um ombro para enconstar no sofá e ver TV ou um filme em DVD. É ir ao cinema sozinho e ver a fila de casais comprando o ingresso para a mesma sessão que você. É ver amigos planejando passar na casa dos pais do(a) namorado(a). É sentir inveja (branca) de estar sozinho. Quando isso acontece, nada te interessa: livro, filme, TV, nada. A paciência para certas coisas se esgota. Você simplesmente não sabe o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certo: nem todos os domingos são assim. Mas, quando aquele incômodo de não sei o que é começar no domingo a tarde, prepare-se. Mas uma crise chegando. E não desconte em comida. Resista à tentação das guloseimas. O melhor é tentar encontrar algum amigo, isso se estiver a fim de ver alguém, porque até nisso a síndrome ataca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se preocupem, na segunda-feira, tudo já passou. E mais uma semana começará. E com mais um domingo no porvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6987749897586736868?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6987749897586736868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6987749897586736868&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6987749897586736868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6987749897586736868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/09/sindrome-dominical.html' title='Síndrome dominical'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6588194287925883968</id><published>2009-09-09T17:05:00.003-03:00</published><updated>2009-09-16T14:01:35.263-03:00</updated><title type='text'>Terra: um organismo vivo?</title><content type='html'>&lt;img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:lHIfc1QcCCjWNM:http://3.bp.blogspot.com/_Od8cDT3ZrHM/Se9Pv1Cq89I/AAAAAAAAEAM/2L0c-HjAKaw/s400/mundo-enfermitocuidar%2Bel%2Bplaneta%2BMonica%2BCarretero.jpg" align="right"&gt;Faz algum tempo que venho pensando na pergunta acima. Não sei se alguém já escreveu algo sobre e não pesquisei no Google. Mas sempre me indaguei se a Terra poderia ser considerada um organismo vivo e nós, os seres humanos, seríamos algum tipo de bactéria ou vírus. Quem sabe até mesmo uma célula cancerígena. Nunca perdi meu sono com relação a isso, mas resolvi escrever e ver se esta teoria tem certo fundamento. Lembrem-se que aqui é um leigo (e maluco?) quem está escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei ao certo por onde começá-la, mas creio que o melhor seria comparar mesmo a um organismo vivo, com seus órgãos e reações frente às intempéries da vida. Não teria uma cabeça, cérebro ou algo do gênero mais definido, até por estarmos sujeitos à influências externas, como o sol e sua radiação térmico-luminosa, a lua e sua gravidade (que também recebemos de outros astros) e as outras energias e eventos cósmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o que me levou mais a escrever este texto foi ver o mal que estamos fazendo à Terra e se as catástrofes naturais não seriam uma resposta do “organismo” contra às “bactérias”. Elas seriam como os anticorpos tentando evitar um mal maior. E devido à nossa poluição, ela estaria com febre (o efeito estuda), demonstrando estar infectada. Não sei para vocês, mas esta maluca teoria faz um sentido na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos diferentes reações a infecções, sejam virais ou bacterianas. A Terra também teria. Seria uma tentativa de eliminar o que vem crescendo e incomodando ao longo dos anos. Assim como precisamos de certas bactérias em nosso organismo, o planeta também precisa. Porém, quando alguma começa a tomar grandes proporções, elas causam problemas e seguimos para o autocontrole da “praga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio difícil construir essa teoria apenas baseado em certas observações e sem conhecimento técnico de áreas biológicas. Também sem muita leitura. Mas a mensagem mesmo deste texto é atentarmos para os problemas que estamos causando ao planeta e as consequências que trazemos inclusive para a nossa própria sobrevivência. Coisas básicas e simples para ajudarmos o ambiente já valem e vão se refletir mais à frente. Que vivamos bem o presente, mas sabendo que ele é intangível e que precisamos mesmo garantir o futuro, para que ele venha e viva-se um bom presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6588194287925883968?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6588194287925883968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6588194287925883968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6588194287925883968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6588194287925883968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/09/terra-um-organismo-vivo.html' title='Terra: um organismo vivo?'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5613971498828966751</id><published>2009-07-14T17:54:00.002-03:00</published><updated>2009-07-14T17:59:01.853-03:00</updated><title type='text'>Diploma: você não vale nada ... mas eu gosto de você</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:0MJYDYV5euV2UM:http://www.fenaj.org.br/diploma/cartaz_diploma_2009.jpg" align="left"&gt;Injustiça da Justiça. É assim que vejo a forma como o Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo da jurisprudência no Brasil, determinou o fim da exigência de diploma para jornalistas no país. Sei que não é o fim do curso, mas é o começo de uma série de problemas que a categoria começará a enfrentar. Afinal, é como se rasgassem o nosso diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passávamos por questões delicadas, com os baixos salários e as incompreensíveis cargas-horárias (acho que não caiu o hífen), a que éramos submetidos. Tenho medo de que comece a Era do Vai Cobrar Quanto. Pretensão salarial e luta de categoria já não existe mais, pois qualquer um que saiba ler e escrever poderá ser um jornalista em potencial. Com blog e twitter então, nem se fala. Vamos ser submetidos ao ou recebe pouco ou fica sem emprego (ou seria subemprego?). Pior que já começou a pilhagem em concursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas aos que sabem ler e escrever e que são jornalistas em potencial, mas meu desabafo não vai contra vocês. Viva a liberdade de expressão. O lance de ser jornalista é uma profissão como outra qualquer, com suas regulamentações e etc. Nunca faltou espaço para que qualquer pessoa pudesse se manifestar: cartas, artigos, colunas ... e por ai vai. Com o avanço tecnológico, tudo isso foi multiplicado por N. A cada dia que passa, novas possibilidades e plataformas surgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor ministro e relator do processo foi infeliz em comparar profissões que não possuem uma relação sequer. Sei que para alguns profissionais não há exigência de diploma. Mas há cursos e especificações que eles devem fazer e seguir. Gostaria sim que houvesse regulamentação para as profissões que o ministro julga que não precisem de diploma (falaram em mais de 100).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, caso os nossos (in)justos homens de poder julguem desnecessários o diploma, gostaria de ver uma profissão no meio dessa lista, pois para mim basta saber ler e interpretar texto. Afinal, o bacharel em Direito passa cinco anos na faculdade estudando as leis e os códigos. Qualquer um que se dedique a isso de forma autodidata poderia ser um advogado. Bastaria ter o direito a fazer a prova da Ordem dos Advogados do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que veremos isso? Ainda mais num universo do corporativismo de classe que mantém a mesma estrutura para a formação em Direito e cujos formados reprovam a prova da OAB em taxas alarmantes de 80% (ou até mais). Fico decepcionado com os rumos que nossos gestores conduzem este país. E o mais engraçado é que eles falam de ética do jornalista, mas esquecem que ética mesmo ninguém aprende na faculdade. Já vem de berço. Afinal, podemos achar picaretas em qualquer profissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5613971498828966751?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5613971498828966751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5613971498828966751&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5613971498828966751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5613971498828966751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/07/diploma-voce-nao-vale-nada-mas-eu-gosto.html' title='Diploma: você não vale nada ... mas eu gosto de você'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-692137759898889654</id><published>2009-07-09T11:43:00.002-03:00</published><updated>2010-02-24T10:19:29.397-03:00</updated><title type='text'>Tentativas de entender a alma humana</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:1eAhBSGgMYblwM:http://www.hploco.com/wicca/images/aura_fig.jpg" align="right"&gt;A cada de dia que passa, deparo-me com situações que colocam em prova a alma humana, seja para o bem, seja para o mal. Não são somente em notícias sobre feitos realizados pelo homem, mas são as situações circunvizinhas de minha própria pessoa, inclusive as minhas. Qualidades, defeitos, virtudes, desvios... devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode o homem ser tão volúvel, a ponto de nunca saber o que realmente se quer para os tracejados de sua própria vida. Às vezes, queremos tudo ao mesmo tempo agora. Ou não queremos nada, nadica de nada. Ou simplesmente não sabemos o que queremos, que é o mais comum de nossa “bendita” psiquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é saber que determinadas atitudes acabam atingindo o outro, o famoso próximo, mesmo que não tenhamos a intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que isso é mais comum do que pensamos por um único motivo: não somos sinceros com nós mesmos desde o início. Não o nosso início de vida, mas do comecinho da coisa. Na primeira conversa, no primeiro beijo, no primeiro toque. E o pior é que mesmo sabendo que estamos mentindo para nós mesmos, criamos um personagem que comete as “nossas” atitudes. Pois só estando fora de si para tal coisa, pensamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que custa levantar, mirar o espelho e ser sincero com seus próprios sentimentos? Por que o medo de dizer para si mesmo o que sente, o que quer? Não sei se sou exceção ou se estou na tentativa de ser, mas tenho procurado me empenhar ao máximo em saber o que quero. E não tenho tido muitas dúvidas. Quando as tenho, é por medo da reação alheia, pois tenho me conhecido tão bem que já consigo visualizar o porvir de minhas reações (Será que sou o escolhido?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de autoconhecimento é a melhor forma para conhecer o outro, mesmo sabendo que este é cada vez mais surpreendente e imprevisível. O que deixa sempre uma pontinha de medo sobre o que dizer, o que fazer, como se comportar, como amar. E que, por mais experiências que se tenha, por mais conhecimento que se adquira, sempre vamos nos deparar com as situações mais inusitadas e inesperadas, que nos pegam de calças na mão e nos deixam sem chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos o que então? Continuemos a viver, pois não a nada que o tempo não cure, que não saibamos conviver e aprender, que não possamos suportar, já que, no geral, nós não sabemos mesmo o que ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-692137759898889654?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/692137759898889654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=692137759898889654&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/692137759898889654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/692137759898889654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/07/tentativas-de-entender-alma-humana.html' title='Tentativas de entender a alma humana'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-934433049586451824</id><published>2009-07-08T11:33:00.003-03:00</published><updated>2009-07-08T11:34:16.561-03:00</updated><title type='text'>Desculpas</title><content type='html'>Gostaria de pedir desculpas por ter abandonado o blog, mas nos últimos meses foram tantas coisas que acabei não tendo tempo de escrever, apesar de inúmeras inspirações. Mas pretendo voltar com a carga toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos que vamos!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-934433049586451824?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/934433049586451824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=934433049586451824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/934433049586451824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/934433049586451824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/07/desculpas.html' title='Desculpas'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8446902834032711602</id><published>2009-07-08T11:31:00.003-03:00</published><updated>2009-07-09T11:46:57.385-03:00</updated><title type='text'>Homenagem a uma grande amiga</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ilógico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Luis Augusto Nobre, 01.junho.2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginava que um dia fosse escrever algo sobre uma pessoa que estava em minha vida e, de repente, já não pertence mais a este mundo. O duro foi aguentar tudo isso longe de casa e dos amigos que a amavam tanto quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que dizer da Adriana? Primeiro, que vou sentir falta dos seus jargões: Ilógico, Caraças, Gente, Hilário. Até porque tudo o que você poderia imaginar de estranho ou inusitado, acontecia com a Dri. E o melhor era ver o sorriso, ouvir o riso e o som saindo e construindo a palavra: HI – LÁ – RI – O. Quando coisas esdrúxulas aconteciam comigo, logo vinha a voz, ou melhor, vem a voz dela na cabeça. Uma que veio de cara foi quando tive que fazer uma conexão em Nova York e esqueci de tirar os líquidos da bagagem de mão. O cara da revista deu um tapa na minha mão porque eu quis mexer na mochila antes dele, até para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buraco no peito está grande. O vazio é frio e não tem chão. Como vai ser o dia a dia sem a Adriana para conversar. Os almoços estranhos nas Americanas, a correria para pegar uma sessão de cinema depois do trabalho, a busca por ingressos. Como vamos viver sem o nosso contrabando de boa qualidade (mais uma história hilária dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre memorizo a primeira vez que falo com uma pessoa. Lembro com riquezas de detalhes que chegam a assustar. Mas não consigo me lembrar de quando conheci a nossa Dri. Acho que é porque toda vez que saíamos, eu a estava conhecendo pela primeira vez. Sempre tinha algo novo na holandesa que chegou ao Brasil nos seus primeiros anos de vida; que morou no Rio de Janeiro sua vida inteira e que amava esta cidade; que passou uma temporada em Belo Horizonte; que sempre soube aproveitar a vida, com ou sem planejamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista como eu, Adriana não exercia a função. Mas fazia uma coisa muito bem: relacionar-se. Nunca vi ninguém com uma network e com uma “netfriends” tão grande. Conhecia todo mundo, fosse conduzindo comitivas, fosse numa pizzaria. Não havia ninguém que não se apaixonasse por ela. Aprendi muitas coisas com a moça de cabelos negros e olhar profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana também era moça de muitos segredos. O maior dele era a idade, que infelizmente descobrimos da pior forma possível. Recatada, ela não curtia dividir sua vida pessoal com qualquer um. Nunca demonstrava o que estava sentindo, por maior medo que tivesse. Não queria “intrusos”, mesmo que estes fossem grandes amigos e companheiros. Mas quem a conhecia um pouco mais, conseguia “ler” seus pensamentos e aflições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever estas palavras em um saguão de aeroporto, longe de casa, da família, e dos amigos, não é nada fácil. A vergonha de chorar em público. O medo de demonstrar sentimentos. País estranho. Pessoas estranhas. Lembro das várias vezes que falávamos sobre minha viagem. Melhor, sobre viagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei surpreso ontem, domingo, 31 de maio, quando li seu e-mail dizendo que ia para a Coréia do Sul. Fiquei chocado quando vi na TV, hoje pela manhã, a notícia sobre o desaparecimento do voo da Air France que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris e conexões. Logo tudo se conectou em minha cabeça. Estava para mandar uma mensagem perguntando sobre o voo da Adriana quando recebi outra dizendo que ela estava na aeronave. Na hora me veio uma das histórias dela, quando estava na Esso, na época do acidente com o Fokker 100 da TAM. Rezei para ela ter perdido o voo. Rezei para ser um engano. Rezei para que fosse falha mecânica e viesse a confirmação de que a aeronave posou em Paris no horário previsto. Rezei para que ela estivesse bem e em paz, onde quer que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana tinha medo de voar, mas amava viajar. Ainda mais de surpresa. Decidia na quinta que viajaria para o Leste Europeu no domingo. Decidia dois dias antes que entraria de férias e iria passar o Natal com as irmãs na Holanda. Mas o medo era tão grande que chegava a segurar a mão do chefe durante uma turbulência (mais uma história).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A animação dela contagiava. A inocência também. Mas burra ela não era. Tinha inteligência acadêmica e da vida. Apesar dos tamancos holandeses e do sangue mineiro, sabia muito bem rodar a baiana. Não descia do salto, até porque não gostava. Mas sabia muito bem se impor. Voz firme e muita atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se me perdi nas palavras, mas queria compartilhar com todos o que a mágica da Adriana fazia e ainda faz. Não sei se a expus, coisa que não gostava, mas quero que entendam este relato-desabafo como uma demonstração de carinho por uma mulher que me apaixonei (como amigo) desde o primeiro contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana, onde quer que você esteja, saiba que vamos continuar a te amar (pelo menos, eu vou sempre amá-la).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8446902834032711602?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8446902834032711602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8446902834032711602&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8446902834032711602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8446902834032711602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/07/homenagem-uma-grande-amiga.html' title='Homenagem a uma grande amiga'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7509315109497219636</id><published>2009-04-20T16:18:00.001-03:00</published><updated>2009-04-20T16:20:25.601-03:00</updated><title type='text'>Inquietude</title><content type='html'>Há tempos que algo me deixa inquieto. Tento encontrar o que me perturbar em meio ao caos das experiências que só se aglomeram. Às vezes, penso estar a um passo de ver, mas um barulho muda meu olhar de direção e me deparo com o nada. Vasculho de forma incansável minha mente, em busca da resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que seja algo banal, mas também não deve ser o enigma de minha vida. Acho, simplesmente, que é mais um agente modificador de um processo que está só no começo. Tanta coisa aconteceu nos últimos 12 meses. Elas foram fontes de inquietude, ansiosidade, medo, aflição, felicidade, tristeza ... Infinitas reações em um corpo e mente em constantes modificações. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:EHEzEGvf9bu8BM:http://segundavida.blogs.sapo.pt/arquivo/p%2520s%2520lourenco.JPG" align="right"&gt;Acredito que esta mais recente tem relação com um novo mundo que me esperar. A ampliação concreta de meus horizontes. Novas culturas, novos costumes, novos ares. Um novo mundo que me lanço ao mar para descobrir. Quem sabe chegarei às Índias, numa terra já conhecida por alguns, ou desbravarei novas terras, na busca de um novo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu este que já desaponta no horizonte. Que me surpreende a cada dia. Um eu por quem me apaixonei (relato mais abaixo – post antigo) e que qualquer um poderá se deixar levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que hoje olho por minha janela na busca desse novo universo ao qual estou inserido, mas que ainda não descobri de fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7509315109497219636?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7509315109497219636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7509315109497219636&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7509315109497219636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7509315109497219636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/04/inquietude.html' title='Inquietude'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4101535530066671539</id><published>2009-04-13T22:44:00.000-03:00</published><updated>2009-04-13T22:45:15.250-03:00</updated><title type='text'>Entre safra</title><content type='html'>Vinha me perguntando por onde anda minha inspiração. Do nada, simplesmente parei de escrever neste blog. Os fluidos textos foram minando, sumindo. Houve semana que escrevi textos a rodo, esperando um novo dia para ser publicado. Havia uma ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, está sendo difícil tirar palavras de minha mente, de meus dedos. Pior que não consigo visualizar a fonte de tal bloqueio. Será que a musa inspiradora se afastou de tal forma que não sei mais o que expressar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo estar com o foco em outras coisas: trabalho, pós, férias, vida. Mas isso tudo poderia ser fonte para palavras tortas. Romantismo até tive estes dias, em bobos versos de uma tentativa frustrada. Vai ver que o silêncio foi quem me calou. Não saber o que me espera do outro lado. Gostou? Riu-se? Achou bobo demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sei que faz parte. Por isso que vou continuar. Aqui, ali e acolá. O que importa é tentar, seja em escrever versos quase infantis, seja na mais sincera vontade de amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4101535530066671539?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4101535530066671539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4101535530066671539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4101535530066671539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4101535530066671539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/04/entre-safra.html' title='Entre safra'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5926340019897923239</id><published>2009-04-07T16:42:00.001-03:00</published><updated>2009-04-07T16:42:33.242-03:00</updated><title type='text'>Apaixonado</title><content type='html'>Deitei-me com uma sensação estranha. Não sabia ao certo o que passava por minha cabeça. Um turbilhão de pensamentos me roubava o sono. Olhava a noite avançar pela janela. O luar já havia corrido quase toda a penumbra do quarto. Pude ver claramente o caminho feito pelas estrelas. De tão longo o pensar, adormeci. Os primeiros raios de sol que invadiram o quarto me fizeram despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda cheio de sono, com a luz dourada que batia na parede e caia macia sobre a cama, senti algo percorrer meu corpo. Nada externo. Apesar do frio da manhã, que teimava em levantar, estava com aquele friozinho no estômago, que muitos comparam a borboletas. Tudo estava confuso como na véspera. Cambaleando de sono, levantei e fui beber uma água. Na volta, parada estratégica no banheiro, pois ainda poderia dormir mais, afinal era sábado e não tinha motivos para levantar cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ai que tudo se revelou. Olhei-me no espelho. Profundamente. E ali, na minha frente, estava o motivo da sensação estranha. Forcei um pouco a vista e vi o porquê de sentir frio na barriga já ao amanhecer. Tinha me apaixonado por mim mesmo. Não uma coisa narcisística, de do querer a mim, de me achar o mais belo de todos. Tudo naquela imagem me atraía, me despertava carinho. Queria tocar, pegar, apertar, sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para a cama e comecei a visualizar cada parte de meu corpo. Não acreditava que estava apaixonado por mim mesmo. Ainda mais sabendo de minhas qualidades e meus defeitos. Mãos, pés, barriga, braços. A frustração era depender de um objeto frio para por me olhar no olho. Interagir com minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida que me estudava, começava a ver defeitos. Mas nada que me desagradasse. A natureza imperfeita é que cria o charme. A imperfeição dos acidentes naturais é que traz a beleza das paisagens mundo a fora. Sei que nada do que enxergava me causava ojeriza. Estava encantado com as formas. Vi tudo minuciosamente. Queria me conhecer, me reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os aspectos físicos tomavam conta de meus impacientes olhos, meu cérebro ardia na avaliação de minhas virtudes e de meus defeitos. Passei, a partir daquele momento, a me conhecer melhor. Conseguia ver até onde iria minha limitação. Metas, planos, vontades. Tudo isso foi estudado de perto. Eu e eu, numa discussão arrebatadora, questionávamos a mim tudo o que eu sentia, o que queria, o que desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracei-me e voltei a dormir em minha companhia. Não queria mais nada além de mim, naquele momento. Vi o quanto eu valia a pena e o quando eu deveria lutar por mim mesmo. E aquele tanto de eu e de mim não me passava a ideia de egoísmo. Sabia que era necessário aquele encontro para poder oferecer aos outros o melhor de mim: um eu apaixonado por mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5926340019897923239?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5926340019897923239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5926340019897923239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5926340019897923239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5926340019897923239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/04/apaixonado.html' title='Apaixonado'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2839585740757993543</id><published>2009-03-31T14:41:00.002-03:00</published><updated>2009-03-31T14:45:35.166-03:00</updated><title type='text'>Moska com dois Xs</title><content type='html'>É, sei que o título saiu estranho, mas há uma boa explicação. Fui num show, na última sexta, de uma promessa da música brasileira. No alto de seu banquinho e com 22 anos, a franzina paulistana Maria Gadú está encantando a todos que a ouvem. Ainda meio sem jeito frente ao público, ela mostra toda a sua magia ao pegar o microfone e fazer o que sabe bem: cantar, encantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A timidez ou a falta de jeito não diminuem em nada sua qualidade vocal. Creio que faz parte de sua composição de artista. O jeitinho de menina, as pernas dobradas sobre o banco, a forma como toca o violão. O show intimista, no qual houve apenas o acompanhamento de seu percursionista e a participação de um amigo cantor, o Leandro Leo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:UJ5ZpG4QaiUMDM:http://thimy.files.wordpress.com/2009/02/gadu.jpg" align="left"&gt;Lembro bem de ter ido esperando uma coisa. Mas me enganaram. Haviam me dito ela era estilo Ana Carolina, quando a pessoa estava bem equivocada. Maria Gadú está em outro estilo, mais para um Paulinho Moska de saias. A cantora me remeteu aos shows do Moska que acompanhei. Foi o primeiro nome que me veio a cabeça com os primeiros acordes e versos. Depois, com o decorrer de sua apresentação, passaram outros nomes pela cabeça, como Lenine e Céu. Tanto que fiquei surpreso ao ouvir Gadú cantar uma música de Céu, Rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quase ia esquecendo de dizer que a moça é a compositora da maior parte de seu repertório, que inclui versões um tanto curiosas, como o Baba Baby, da Kelly Key. Gadú canta também composições de amigos. As letras falam do cotidiano da vida, principalmente, dos relacionamentos. Linda Rosa, uma das que mais gostei, fala exatamente disso, dos “pobres desses rapazes, que tentam lhe fazer feliz”. Há músicas de batidas mais rápidas também, passando por um samba, por um soul. Mas uma versão que achei bem interessante foi de Ne me quitte pas, quando Gadú pediu desculpas antes de começar a cantar os primeiros versos. Motivo: o show foi no auditório da Aliança Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda está para lançar seu primeiro CD. Fiquem atentos a esse nome. Principalmente aqueles que puderem ir conferir as próximas apresentações de que tenho conhecimento: dias 12, 19 e 26 de abril, na Cinemateque, em Botafogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2839585740757993543?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2839585740757993543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2839585740757993543&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2839585740757993543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2839585740757993543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/03/moska-com-dois-xs.html' title='Moska com dois Xs'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5497062215484226735</id><published>2009-03-25T00:24:00.002-03:00</published><updated>2009-03-25T00:31:34.116-03:00</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>Fiquei tão ausente de mim mesmo estes dias que não me permiti escrever tortas linhas. Sentia faltar de escrever, de pôr no “papel” as minhas questões e impressões da vida, do mundo ao meu redor. Mas essa ausência não foi provocada por nada em especial. Foi apenas um tempo necessário para que eu pudesse me afastar de mim mesmo e enxergar certas coisas que estavam influenciando diretamente as minhas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é o melhor remédio para muitas coisas e foi esse tempo que eu precisava tomar para ter contato comigo mesmo. Poder ver meu interior e tentar solucionar aquilo que me afligia. Não sei se conseguir atingir o cerne da questão, mas consegui vislumbrar saídas e entradas de coisas ruins e boas. Da construção de um novo eu: fortalecido, decidido, corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, minha visão passou por tanto lugares. Locais novos e inexplorados da cidade. Filmes que encantaram os olhos e apaziguaram o coração. Alguns deles até relevadores dessa personalidade conhecida em minha ausência. No resumo da ópera, foram tantas coisas que não sei nem por onde começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos então de filmes, resumidamente, óbvio. Nesse meio tempo, vi quatro filmes muito bons, sendo dois no cinema e dois na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:9FaAtVVHgPKgVM:http://www.uouwww.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/milk-a-voz-da-igualdade-2008-uouwww.jpg" align="left"&gt;1- Milk – A voz da igualdade, de Gus Van Sant, pelo qual o Sean Penn ganhou o Oscar de melhor ator. O filme não trata apenas dos direitos dos homossexuais numa São Francisco da década de 70. Ele trabalha com direitos humanos de uma forma geral. O filme narra a história de Milk, um gay nova-iorquino que se muda para São Francisco e acaba entrando na política para ajudar os moradores de seu novo bairro. Tudo lá foi fato real, inclusive o assassinato do prefeito e do próprio Milk, que acabou por mudar a rotina de toda uma cidade em pelo crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:jEyRMJUFDLOFyM:http://4.bp.blogspot.com/_ejhvnpxNFsI/Sav5SV5pzmI/AAAAAAAAAZg/wqYWuPQOGr4/S1600-R/quem-quer-ser-um-milionario-poster01.jpg" align="right"&gt;2- Quem quer ser um milionário?, de Danny Boyle, é o grande merecedor do Oscar desse ano. Roteiro simples e direto sobre um amor infantil que dura anos. De origem pobre, como muitos garotos na Índia, Jamal é mais um tentando ganhar dinheiro honestamente. Selecionado para participar de um programa de perguntas que distribui até 20 milhões de rúpias, Jamal responde as perguntas sempre relacionando a fatos de seu passado, da infância à véspera do programa. Com uma estética que se assemelha ao Cidade de Deus, o filme é mais leve e descontraído. Mereceu todas as estatuetas, exceto a de fotografia, que merecia ter ido para o Benjamin Button.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:vcyAAjRhUwJbrM:http://bp2.blogger.com/_mxwaXyBrA-s/RkFJ8QlmnTI/AAAAAAAAAII/-0VetqZ2FJI/s400/O%2BAmor%2BN%C3%A3o%2BTira%2BF%C3%A9rias.jpg" align="left"&gt;3- O amor não tira férias, de Nancy Meyers, narra a história de duas mulheres que sofrem de amor. Uma está inscrita num site sobre troca de casas para período de férias. A outra passa por uma decepção e procura uma fuga para seus problemas. Mas, como o próprio nome da comédia romântica diz, não há férias. Uma sai da fria Londres, em pelo inverno, para passar duas semanas na casa da ensolarada Los Angeles. Nesse período, tudo na vida delas muda. Até porque podemos considerar mais um milagre de Natal, período do ano em que se passa a história. A americana, vivida por Cameron Dias, acaba conhecendo o irmão, Jude Law, da britânica, interpretada por Kate Winsley. Esta, por sua vez, conhece o melhor amigo do ex da americana, Jack Black (ou seria Blergh). Sei que me identifiquei com traços dos quatro personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:TD-YYd4KeLVz4M:http://1.bp.blogspot.com/_g9REBW9N-QM/SYhbdT0N5PI/AAAAAAAACQo/VG_n_ffONqM/s400/P.S.%2BEu%2BTe%2BAmo.jpg" align="right"&gt;4- P.S.: Eu Te Amo, de Richard LaGravenese, traz a história de Holly, uma mulher apaixonada pelo marido que morre de forma inesperada, mas que deixa várias cartas para ela, mostrando que ela deve seguir a sua vida e finalizando com o que dá o nome ao filme. Com uma trilha sonora impecável, você acompanha os passos de uma mulher que não consegue superar a dor da perda, mas que busca forças para seguir um novo caminho. Para quem não está no espírito da coisa, melhor não ver, pois lágrimas certamente irão rolar. As músicas as conduzem. O drama todo, mesmo em sua leveza e sutileza, conduz para tal. Holly recebe apoio da mãe, uma mulher mais fria pelo sofrimento de ter sido abandonada pelo marido, a irmã louca, de uma amiga tarada e de uma outra, mais centrada. Os sorriso acompanham os sorrisos da personagem, assim como as lágrimas. Mas é inegável que o filme, apesar de simples, é perfeito em sua proposta de sensibilizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5497062215484226735?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5497062215484226735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5497062215484226735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5497062215484226735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5497062215484226735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/03/ausencia.html' title='Ausência'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8424023893467305811</id><published>2009-03-05T14:20:00.001-03:00</published><updated>2009-03-05T14:20:52.600-03:00</updated><title type='text'>Direitos &amp; Deveres</title><content type='html'>Varias coisas, lidas e vistas, me fizeram querer escrever sobre este tema. Não sei se já o abordei de alguma forma aqui, mas não há como escapar dele. Até porque tudo em nossa vida passa pelos nossos direitos e, principalmente, sobre os nossos deveres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro os que levantam a bandeira dos nossos direitos, dos que falam dos deveres dos outros. Mas, e dos nossos deveres? Isso é quase nunca. Raramente, vejo alguém com essa bandeira em punho, flamulando sobre as nossas cabeças. No máximo, vejo alguém dizer que é dever do Estado, do governo etc. Mas, quero ver alguém levantar e peitar a luta pelos nossos deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo disso é o direito que temos de ter a cidade limpa e o dever que a prefeitura tem de manter o lixo no lixo. Afinal, pagamos nossos impostos. Mas, onde fica nosso dever de cidadão de zelar pelo espaço público? Teríamos nós o direito de jogar papel no chão ou de deixar os “restos” de nossos cachorrinhos pelas calçadas da cidade? Creio que não. Ou melhor, sei que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou tentar entrar em outra seara mais delicada. Porém, seguindo para o lado dos direitos. Como o direito que temos de ficar vivos. Espantou-me a Igreja Católica (Hipócrita) Romana excomungar a mãe e os médicos envolvidos em um aborto feito numa criança de nove anos que estava grávida de gêmeos. O ocorrido foi em Recife, PE. A menina engravidou após ser violentada pelo padrasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice do caso com a excomunhão é uma mostra de como a Igreja é conservadora para umas coisas e conivente com outras. A garotinha (que repito: foi violentada) corria risco de morte. Seu corpo, ainda em formação, não teria como abrigar uma gravidez de risco, por sua idade e por serem dois bebês. Mas a Igreja preferiu fechar os olhos para a violência que assola nosso país, principalmente a velada e que se dá dentro de casa, e castigar o direito à vida que a menina possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria saber o posicionamento do tal arcebispo de Recife se fosse o caso de umas das crianças de Catanduva, no interior de São Paulo. Além da violência físico-psicológica que elas sofreram, ainda foram exploradas sexualmente. Será que ele manteria o mesmo posicionamento? O que me deixa mais estarrecido é o fato da Igreja ignorar todo o problema e se focar em uma coisa tão efêmera, frente à problemática geral da violência contra crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de esclarecer que o que me motivou a escrever este pequeno ato de protesto contra a hipocrisia de nossa sociedade foi o fato de estar cansado de ver Direitos Humanos sendo violados enquanto nós, me incluo nessa, ficamos de braços cruzados. Todos nos revoltamos quando lemos que bandidos jogaram um casal de um paredão a beira-mar no Rio de Janeiro, mas consentimos que outros atos violentos (alguns já relatados aqui) sigam em frente sem a menor consequencia (olha a reforma ortográfica) para os seus causadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8424023893467305811?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8424023893467305811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8424023893467305811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8424023893467305811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8424023893467305811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/03/direitos-deveres.html' title='Direitos &amp; Deveres'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7326516989489861068</id><published>2009-02-26T16:19:00.001-03:00</published><updated>2009-02-26T16:22:01.446-03:00</updated><title type='text'>Entre confetes e serpentinas</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://souddd.files.wordpress.com/2008/01/confete_serpentina.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Passado o carnaval, todos falamos do Oscar. Mentira. Não se ouviu um comentário nesta cidade sobre as estatuetas. O único que vi foi um cara travestido de Kate Winslet. Nada mais. Nem fantasia dourada foi usada nas ruas de uma cidade que passou a reinventar o carnaval de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Milhares de pessoas tomando conta do asfalto e do concreto da Cidade Maravilhosa. Todos se renderam. Ou melhor, quase todos. Há quem não goste de folia. Sorte dos que gostam, pois são maioria. Maioria esta que pulava animadamente atrás de qualquer batuque. Valia até o teto do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para dizer qual o melhor bloco, o melhor momento. Afinal, foram 10 blocos em uma “pequena” área da cidade. Consegui me concentrar em apenas uma banda da Zona Sul, e foi aquela que se estendia para o Centro. Grandes blocos. Grande folia. Não tenho idéia de como estava o outro lado do morro. Passei longe. Fui longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha surpresa foi encontrar rostos inesperados em diversos momentos. Hiláááááário. As fantasias então. Alguns estavam irreconhecíveis. Mas a diversão foi garantida. Ainda mais com uma loira gelaaaaada. No calor que fez, foi a única coisa capaz de esfriar um corpo, além do afanar das pedras de gelos dos ambulantes que teimavam em se infiltrar e atrapalhar os blocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria terminar este post com um pequeno protesto. A alegria estava espalhada, mas muita gente não sabe ainda que tem que saber brincar para descer para o play. Não é porque colocou uma fantasia que já pode chegar bem. Tem que entrar no espírito, ainda mais se for querer seguir bloco com empurra-empurra. Não rola reclamar de pisão no pé, de empurrão. Se for fazer isso, pode colocar o rabinho entre as pernas e tomar o rumo de casa. Aluga um DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas confusões bobas eu vi e senti por causa de uma casualidade e fatalidade de bloco. Multidão dá nisso. Quase apanhei em um bloco. Vi uma amiga ser empurrada injustamente em outro. Fora um troglodita que tentou começar uma briga num lugar de festa e levou uma bela direita no nariz e uma cervejada no quengo. Doeu até em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sigam o conselho para o ano que vem e esqueçam os sentimentos de confusão em casa. Carnaval é para festejar. Pular, cantar, dançar. Se for sentir dor, que seja pelo cansaço das pernas ou por um escorregão no chão molhado. Vale até pisão no pé. O negócio é relevar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7326516989489861068?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7326516989489861068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7326516989489861068&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7326516989489861068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7326516989489861068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/entre-confetes-e-serpentinas.html' title='Entre confetes e serpentinas'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6922907000983640902</id><published>2009-02-22T17:44:00.002-03:00</published><updated>2009-02-22T17:48:25.425-03:00</updated><title type='text'>Esperança materna</title><content type='html'>Semana cheia de filmes dá nisso, três resenhas seguidas. Na verdade, foram quatro, se contarmos que há uma sobre um documentário e show, todos os dois no mesmo dia. Creio que me empolguei, pois fazia um tempo que não curtia um momento tão bom: idas ao cinema várias vezes. O melhor de tudo numa companhia que adoro: a minha. Por incrível que pareça, minhas últimas idas ao cinema tem sido assim, mas não me sinto solitário. Sei que tenho amigos cinéfilos que sempre aceitam um convite, caso não tenham ainda visto o filme selecionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:HWp4QTqrRScbpM:http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/poster/2731-2009-01-08-19:13:29_2.jpg" align="left" /&gt; Mas estive mais que determinado a ver A troca, de Clint Eastwood. Baseado em uma história real, o filme narra o desaparecimento de Walter Collins, um garoto de oito anos que sumiu em 1928. Abandonado por seu pai às vésperas do nascimento, o garoto morava com a mãe, Christine, uma supervisora do serviço de telefonia de Los Angeles. Um dia, ela chega do trabalho e seu filho não está mais em casa. No desespero de qualquer mãe, ela liga para a polícia e começa o desenrolar da trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco meses se passam e a corrupta polícia de LA apresenta outra criança como sendo Walter. Christine inicia, nesse ponto, sua batalha contra um sistema que se utiliza de violencia e artificios para ficar “bem” com a imprensa. Ainda mais com as denuncias do pastor presbiteriano Gustav Briegleb, em seu programa de radio, sobre como agem os policiais do LAPD (Los Angeles Police Departament). Tudo tem um peso político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfrentamento ao sistema leva Christine à internação forçada, para que ela não enfrente à policia, principalmente o Capitão J.J. Jones. No sanatório, ela conhece uma prostituta que explica como funciona todo o esquema de quem tenta enfrentá-los. O código 12 é sinônimo de injustiça. Sua nova amiga dá as dicas de como ela deve se comportar para não enlouquecer de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reviravolta ocorre com a deportação de um garoto de 12 anos para o Canadá, que muda todo o rumo das investigações. Isso tudo leva à libertação de Christine e ao clímax do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:dfWTjivwndBRWM:http://3.bp.blogspot.com/_vhWeqL4_fz8/SPXZs7poH_I/AAAAAAAACCA/dMnIhq7iPho/s400/changeling03.jpg" align="right" /&gt; Uma coisa que me encantou na história é que ela não é nada piegas, como muito podem pensar: mais um filme sobre uma mãe procurando um filho desaparecido. Não sei se o charmoso período dos anos 20/30 contribui para essa visão, mas a história é cheia de esperança. A atuação de Angelina Jolie como a sofrida Christine é estonteante. Seus olhos e seu olhar são fundamentais para a caracterização da personagem. Não é à toa que a moça foi merecidamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz (não vi os outros filmes para comparar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos técnicos não me chamaram tanto a atenção. Creio que todo filme de época possui destaque para a direção de arte, tanto que há uma indicação, mas esse não me empolgou como em O curioso caso de Benjamin Button, de David Fincher. A fotografia e a direção de arte são ótimas, mas não acho que sejam páreas para o filme com Brad Pitt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o filme foi muito bem construído. Você não sente o tempo passar. Não é cansativo. Ele prende sua atenção. Chama para a história. Até quando ela mostra o seu lado mais brutal e macabro. O enojar é natural. A revolta faz parte do ser humano. Dera que o ato de revoltar não causasse mais mazelas, principalmente aumentando a negligência ou o senso de justiça com as próprias mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com/filmes/troca/troca06.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Olhos da esperança&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6922907000983640902?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6922907000983640902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6922907000983640902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6922907000983640902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6922907000983640902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/esperanca-materna.html' title='Esperança materna'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1406033721190049498</id><published>2009-02-21T21:42:00.003-03:00</published><updated>2009-02-21T21:50:36.971-03:00</updated><title type='text'>Crescer rejuvenescendo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;A vida seria infinitamente mais feliz&lt;br /&gt;se pudéssemos nascer aos 80 anos e&lt;br /&gt;gradualmente chegar aos 18&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mark Twain&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já tinha lido soa um texto engraçado que fala de se nascer com 90 anos e ir regredindo. Nossa aposentadoria seria com o vigor de uma criança e morríamos em uma explosão de prazer. Recebi diversos e-mails ao longo desses últimos anos com essa teoria mágica e que te levava a refletir. Mas, deparei com uma visão poética disso tudo. Com um olhar que me permite hoje dizer que eu não gostaria de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/curioso-caso-de-benjamin-button/curioso-caso-de-benjamin-button-poster01t.jpg" align="left" /&gt; Quem ainda não viu O curioso caso de Benjamin Button, de David Fincher, corra para os cinemas e passe a enxergar o mundo de outra forma. Creio que tudo aquilo é possível fazer em vida, desde que nunca deixemos morrer o nosso espírito juvenil, o nosso desejo de viver. Espero continuar impregnado de minha juventude, de minhas baterias de longa duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme narra a história de Benjamin, um bebê que nasceu velho numa Nova Orleans ao final da Primeira Grande Guerra. Do tamanho de qualquer recém-nascido, mas aparentando mais de 90 anos, Benjamin nasce com todas as doenças da velhice: artrite, catarata, reumatismo etc. Mas, ao crescer, ele vai rejuvenescendo. Sua calvicie regride, sua pela estica, o vigor juvenil retorna. Há potência naquele corpo que parecia carcomido pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os questionamentos e aprendizados de ver quem se ama envelhecer e morrer e você ficar cada vez mais forte e jovem. Creio que é quase a mesma coisa de se estagnar em determinada idade e continuar assim para sempre. Até tinha comentando com uma amiga sobre isso, mas já penso que não deve ser tão legal ser eterno. Tem várias vantagens, mas a solidão e o sofrimento que o peso dos anos traz, não compensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/curioso-caso-de-benjamin-button/curioso-caso-de-benjamin-button06t.jpg" align="right" /&gt; Mas, voltando ao Benjamin, o jovem-velho-homem vive num asilo, onde fora abandonado pela família por ser uma aberração. Adotado por Queenie, uma serviçal, ele cresce em meio aos idosos e sempre com a história de estar doente, podendo morrer a qualquer minuto, como seus companheiros de casa. Aos 10 anos, ele conhece Daisy, o grande amor de sua vida. Ela é neta de uma das idosas que moram com ele. Mas apenas um homem entende o quão ele é diferente, o pigmeu Ngunda Oti .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se cada vez mais forte, Benjamin parte mundo a fora, explorando cada pedaço como um tripulante do rebocador do Capitão Mike, que em suas constantes bebedeiras, não percebe o quanto Benjamin regride no tempo. Primeira vez, Segunda Guerra, amores, decepções e encontro familiar. O pai de Ben, empresario de uma fábrica de botões, o procura após anos de penitência por ter abandonado o filho, quando prometera cuidar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo em suas longas ausências pelo mundo, Benjamin nunca esqueceu Daisy, que amara ao primeiro olhar. A linda garotinha ruiva agora era uma das melhores bailarinas. Saíra de Nova Orleans para Nova York, chegando a morar em Moscou e Paris. Porém, os infortunios da vida colocaram os dois frente à frente. Benjamin já é um Button quando isso ocorre, tendo herdado tudo o que fora de seu pai. A partir desse momento que o filme segue para seu clímax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa emociona em vários momentos. As situações pelas quais Benjamin tem que passar, os percalços da vida, as questões, tudo isso se reflete em nosso cotidiano. A relação de pai e filho foi a que mais mexeu comigo. Sempre mexe. Qualquer filme com essa temática já tem um nó certo em minha garganta (que o diga Peixe Grande).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/curioso-caso-de-benjamin-button/curioso-caso-de-benjamin-button08t.jpg" align="left" /&gt; Mas fiquei mesmo pasmo com a parte técnica do filme: direção de arte, iluminação, efeitos especiais, maquiagem, fotografia. Creio que todos estudaram o Barroco para o filme. Ele começa escuro, enche-se de luz, e volta a ser escuro. Tal e qual como é a vida. No início, não sabemos o que há. Ainda estamos na escuridão da ignorância. Depois, tomamos o banho de luz do conhecimento e viajamos em tudo que nos cerca. Sabemos que enxergamos longe. Depois, a escuridão retorna com o receio de se expor e com o medo de não ser mais capaz de fazer aquilo que mais amávamos na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo das sombras para ajudar na manipulação do tempo foi genial. Em vários momentos, do início ao fim, Benjamin e Daisy não encaram as câmeras. Tudo é indireto. Olhares, posições, luz. Sempre uma luz dourada. Luz branca apenas na plenitude de uma vida cheia de sonhos e realizações do momento em que se encontram na mesma idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, antes que me esqueça. O filme é uma narração do momento da morte de Daisy, fazendo com que sua filha Caroline conheça a história de seu grande amor Benjamin. O que mais me impressionou isso é que a narração se dá no leito de um hospital no dia que o Katrina devastou Nova Orleans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://media.washingtontimes.com/media/img/photos/2008/12/24/20081224-034649-pic-210628898_r350x200.jpg?0babd24c675f3097b9d1ff106ec8653055db7939" /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite, Benjamin. Boa noite, Daisy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1406033721190049498?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1406033721190049498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1406033721190049498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1406033721190049498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1406033721190049498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/crescer-rejuvenescendo.html' title='Crescer rejuvenescendo'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8957889958015973600</id><published>2009-02-20T10:44:00.002-03:00</published><updated>2009-02-20T10:47:20.605-03:00</updated><title type='text'>Inocencia no olhar</title><content type='html'>Domingo. Cansaço. Preguiça de sair para comer. Calor do lado de fora. Calor do lado de dentro. Internet. Pesquisa sobre filmes em cartaz. Vontade de uma boa comédia. Mas a surpresa salta aos olhos ao ler, em negrito, o nome de um filme que há muito queria ver e que o horário impossibilitava de ir durante a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de casa, almocei e atravessei a rua. Boa tarde, uma meia, por favor. Obrigado. Olhei no relógio e vi que iria esperar um bom tempo. Locadora, banco, pessoas. Começa uma tímida fila. Pelo menos eu já estava nela, até porque a sala era pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com/filmes/menino-do-pijama-listrado/menino-do-pijama-listrado-poster01t.jpg" align="left" /&gt; Entrei, sentei, luz, câmera, ação. Começava ali um dos filmes mais tristes que já vi. Sempre fui tocado pela temática do Holocausto. Creio que procuro tentar entender como o homem foi capaz de tamanha atrocidade com seu semelhante. A coisa é sempre muito chocante. E ali, na minha frente, a telona me mostrava mais uma vez isso. O menino de pijama listrado traz a história de Bruno, filho de um grande oficial do exército alemão, que muda para o interior da Alemanha e descobre um campo de concentração no “quintal” de casa. Ao explorar os arredores, ele conhece Shmuel, um judeu de oito anos que está do outro lado da cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade desenvolve-se por ali, através do arama farpado e eletrocutado. Bruno, nos seus oito anos, tenta entender aquilo. Seu amigo sabe bem, mas ele, embebido de uma pura inocência, não vê o horror de um campo de concentração. Seu pai, oficial responsável pelo CC, é seu herói, detentor de sua admiração. Mas Bruno não consegue entender as proibições de sua mãe. Ela sabe o que foram fazer ali, mas choca-se ao descobrir o que é feito lá. E o filme vai atingindo seu clímax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:KaMkiuVSPGzVFM:http://2.bp.blogspot.com/_AUABmgb9cY8/SPTfrN9vcxI/AAAAAAAAAdE/SAVIw8iQlRE/s400/boy_in_the_striped_pyjamas_xl_02--film-A.jpg" align="right" /&gt; A forma como o diretor Mark Herman mostra as atrocidades cometidas pelos nazistas contra o povo judeu é de uma sutileza impressionante. Nada é exposto. Tudo velado, mas que não precisa mais do que aquilo para chocar. O filme se torna tão denso e tão leve ao mesmo tempo, que este paradoxo te prende. Não há como desgrudar os olhos da tela. A suavidade dos diálogos e das cenas surpreende. E muito é conduzido pelo olhar dos personagens. As transformações estão ali. Principalmente atrás dos belos olhos azuis do pequeno Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos técnicos também de me chamaram a atenção. Fiquei encantado com a fotografia. Sempre busco olhar este quesito. Ela vai do colorido inocente ao cinza da mazela humana. A fronteira entre os dois é tênue. Apenas a cerca cinza e brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Fiquei impressionado como a Vera Farmiga lembra a Cate Blanchett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:-lUf2SBtWUidqM:http://www.lahiguera.net/cinemania/actores/vera_farmiga/fotos/3888/vera_farmiga.jpg" /&gt;&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:ow4tHWyAkzZwpM:http://www.babble.com/CS/blogs/famecrawler/2008/12/16-22/cate-blanchett.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vera e Cate&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8957889958015973600?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8957889958015973600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8957889958015973600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8957889958015973600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8957889958015973600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/inocencia-no-olhar.html' title='Inocencia no olhar'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7002516136556039577</id><published>2009-02-19T09:38:00.001-03:00</published><updated>2009-02-19T09:45:18.669-03:00</updated><title type='text'>Moeda</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:P838NPJP-3fLwM:http://www.doceshop.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/02/moedas_moedas_monte_diversas_real.jpg" align="right"&gt;A expressão “dois lados de uma mesma moeda” serve, muitas vezes, para falar sobre o contraponto de uma única coisa ou fato. A busca pelos ângulos que mostrem a tentativa da verdade. Até porque a verdade é relativa e depende de quem a vê. Não que se vá mentir de cara, mas você tem apenas um ângulo. Precisa dos outros para chegar nos 360º que compõe o fato, a coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi a partir daí que comecei a refletir, um tempinho atrás, sobre várias questões que permeiam o relacionamento entre os seres humanos. Por algumas vezes, relatei coisas do tipo aqui. Sempre o um e o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro? Para mim, é cada vez mais místico esse outro. Fico sempre a espreita da reação perante determinado fato. Ou mesmo ausente (na maioria dos casos). Na busca incessante de um para ter o outro por perto. O Paulinho Moska (meu mestre e senhor da filosofia humana) canta que “um fala e o outro escuta”. Um e outro são complementos de algo único, assim como a cara completa a coroa da moeda. São dois lados de um único objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relações de amizades devem ser assim. A busca pela companhia deve vir dos dois lados. Por que só um lado procura? Apenas ele se vê como amigo/ companheiro/ parceiro? Por que o espanto do outro quando o um se espanta com a presença dele? As questões seguiriam linhas abaixo. Mas, para quê? O essencial já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas termino com uma pergunta: até que ponto vale continuar investindo em algo que não se tem retorno? Isso mesmo. Retorno. Ninguém quer só passar adiante, quer receber também. Isso é uma troca. Isso é a moeda. Moeda é troca. Troca-se cara por coroa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7002516136556039577?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7002516136556039577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7002516136556039577&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7002516136556039577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7002516136556039577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/moeda.html' title='Moeda'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4967459934190340829</id><published>2009-02-17T14:02:00.002-03:00</published><updated>2009-02-17T14:16:05.862-03:00</updated><title type='text'>Uma noite, muitas coisas - Parte II</title><content type='html'>Dando continuidade ao post anterior, quando quis escrever mais e vi que estava fazendo um conto, venho modestamente tentar resenhar um filme e falar de comportamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fumando espero&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando estive no Morro da Urca para o show da Ana Carolina, a programação da noite incluía a pré-estreia de um filme, uma apresentação-aquecimento, o show principal e um DJ para finalizar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo, sentei-me em uma das cadeiras de praia e consegui pegar o começo do filme Fumando espero, de Adriana Dutra. O roteiro é bem simples. É um documentário sobre a(s) tentativa(s) frustrada(s) de parar de fumar. Depoimentos de pessoas famosas e de médicos sobre o processo quase traumático de largar o cigarro. Muitos são fumantes. Há os ex-fumantes. E, claro, os nunca-fumantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn2.google.com/images?q=tbn:FH4aFeSlT7qkdM:http://oglobo.globo.com/fotos/2008/10/21/21_MHG_cult_fumandoespero.jpg" align="left"&gt;A Adriana conseguiu tratar o assunto de forma humorada, sem cansar o espectador. Linguagem leve. Uso de animações. Tudo para compor um filme que tinha tudo para não ser interessante. Ela mesma virou personagem. Utilizou-se para mostrar como funciona o processo de para de fumar. Consultas gravadas, cara e bocas, frustrações, crises de abstinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa ganhou um tom leve e descontraído que não chocava. Ela mostrou os males do cigarro sem imagens fortes. O que prevalecia era o depoimento. Atores, médicos, jornalistas, combatentes do fumo, plantadores de fumo. E a legenda sempre informando o status do relacionamento com o tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começou a ser rodado em 2006, mas saiu bem atualizado. Todos os dados estavam bem embasados. Depoimentos francos e cômicos. Relatos tristes de quem se deu mal pelo cigarro ou se viu numa situação de semi-escravidão pelo fato de depender do fumo para viver. E creio que quem já deu suas tragadas por ai deve ter parado para repensar se vale a pena continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comportamento em pré-estreia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assusta-me o comportamento de algumas pessoas em pré-estreia. Começam a cantar numa música do filme, batem palmas no meio, questionam. Isso se intensifica quando é um documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como há uma moda de jogar sapatos nas pessoas, eu quase entrei para o grupo dos que jogam. Um senhor, sentando duas fileiras a frente, fumante, aproveitou o cinema ao ar livre para suas baforadas e comentários sobre o filme. Batia palmas para os defensores do cigarro e vaiava os que eram contra. Falava alto. Incomodava. Muitos fizeram “shiiiii” para ele, mas dava de ombros e seguia com seu alto teor alcoólico a manifestar-se durante o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que essa não foi a primeira vez que eu percebi tal comportamento. Mas é sempre em pré-estreia. Já fui em varias e também vivo nas salas de cinema. Fácil notar tal mudança. Creio que quem faz isso que aparecer mais que o filme ou que o diretor ou os atores. Se for assim, que se pintem de vermelho e pendurem uma melancia no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curiosidade da noite&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca me passou pela cabeça que um casal terminaria o namoro no meio de um show romântico. E o motivo sendo o melhor lugar para ver o show. Dois teimosos brigando para ver quem enxergaria a Ana Carolina no palco. O detalhe é que ambos estavam no alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei meio sem noção. Pior que a menina era a mais sem noção. Ela gritou que tinham terminado, pedia para o cara não tocá-la e continuava do lado dele, de cabeça baixa e chorando. Quando ele ia falar com ela, ela se sacudia batendo nas pessoas (em mim, inclusive) e gritava que tudo tinha acabado. Parecia até o Galvão Bueno na final da Copa do Mundo de 94.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso não foi o motivo. Deve ter sido a gota d’água para um casal intransigente e com a relação gasta pela teimosia e disputa dos dois para ver quem manda na relação. Qualquer “Freud” saberia analisar aqueles dois pelas poucas coisas que demonstraram em público. Ainda mais em um lugar cheio. Se não queriam multidão, deveriam ter investido o valor dos ingressos em DVDs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4967459934190340829?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4967459934190340829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4967459934190340829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4967459934190340829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4967459934190340829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/uma-noite-muitas-coisas-parte-ii.html' title='Uma noite, muitas coisas - Parte II'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5330739894936624058</id><published>2009-02-16T15:10:00.003-03:00</published><updated>2009-02-17T14:16:47.714-03:00</updated><title type='text'>Uma noite, muitas coisas - Parte I</title><content type='html'>Quando criei este blog, não pensava em fazer blog-diarinho. Quero colocar aqui as impressões que possuo das coisas que me cercam. Mas, para isso, não há como escapar do dia-a-dia. Ida a um show, fuga para o cinema, uma mera conversa.&lt;br /&gt;Então, vamos às impressões da última sexta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Visão noturna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca me passou pela cabeça como o Rio de Janeiro é lindo à noite. As luzes da cidade, o clarão no céu escuro, as sombras das montanhas. As únicas visões noturnas e do alto que tive foram chegando ao Rio de avião ou subindo o Alto da Boa Vista. Mas fiquei impressionado com o impacto de ver a Zona Sul, Baixada Fluminense e Niterói vistas do alto do Morro da Urca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependi-me profundamente de não estar com minha câmera. As fotos noturnas de lá seriam incríveis. Imagina se fosse com máquina profissional. Peguei uma sexta chuvosa, com o céu encoberto. Mas, tudo era tão belo, que fiquei a imaginar uma lua cheia nascendo e iluminando tudo com o pratear de seus raios. Minha vontade era sentar e contemplar tudo, esperando os raios dourados de um dia de sol. Ainda bem que não fiz isso, pois amanheceu o com uma chuva e um frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Carolina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a subida para a o Morro da Urca foi para ver o show da Ana Carolina. Nervosismo apenas para ver se ainda tinha ingresso, pois deixei para a última hora. Que, por sinal, foi a melhor coisa feita. Tinha uma fila de gente trocando o ingresso de internet e ninguém comprando na hora. Entrei rapidinho e quando vi, já estava no bondinho a apreciar a noite sobre a Cidade Maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação incluía o filme Fumando espero (resenha em outro post) e o show das Meninas do Nós, um pequeno Grupo do Nós do Morro. Mas não vi a apresentação delas. Já tinha ido demarcar meu quadrado para o show principal. Muita gente em um anfiteatro. Muitos casais de todos os tipos e credos. O lance era procurar o lugar mais neutro e que facilitasse a fuga ao fim do show, evitando a loooooo...ooonga fila para descer. Já havia passado apuros assim em uma ida normal ao Pão de Açúcar. Imagina em show, com todos concentrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na posição estratégica e próxima à rota de fuga, ouvi os primeiros acordes da ruiva de voz marcante. Fazia um tempo que me devia o show da moça. E fiquei impressionado com a presença de palco da Ana. Aquela mulher sabe conduzir um espetáculo. E que espetáculo. Ela vai do suave ao forte com uma tranquilidade que encanta. E me surpreendi em ir num show sem baixista. Ela chegou a tocar em poucas músicas, mas o som do instrumento nas outras veio do teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delírio com os grandes sucessos dela. Pout-pourri com algumas músicas. Guitarras pesadas em outras. Duelo de pandeiros. E, pela primeira vez em muito tempo, eu presenciei um bis. Isso mesmo, um bis. Não aquela saída do palco para voltar e tocar mais três ou quatro músicas do set-list. Ela fez um bis de uma música mesmo. Por mim, teria feito do show inteiro. Sei que sai de lá, apressado, mas saciado e com o gostinho de quero mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cirurgia do siamês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu até ia falar das outras coisas que queria, mas vi que o post ia ficar gigantesco. Então, vou finalizar contando a cirurgia do siamês que fiz na sexta. Como assim, Bial?? Pois é. Lembro de ter colocado em algumas linhas desde blog sobre o fato de eu nunca ter saído sozinho à noite. Um amigo até definiu isso como um siamês grudado em mim. E o fato de eu ter uma irmã gêmea colabora para o processo, pois até o parto eu dividi. Sempre tive alguém comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ir pro cinema/teatro sozinho quando notei que estava perdendo boas opções de lazer porque não arranjava companhia. A mesma coisa se repetia com shows. Da Ana mesmo foi assim. Ninguém queria ir. Resolvi então encarar a parada sozinho. Precisava daquilo. Tinha colocado como resolução de Ano Novo. Então por que não um show legal e recomendado? Fui e vi que não dói nada. Já estou planejando saídas para boates. Agora é que a buraqueira começa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5330739894936624058?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5330739894936624058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5330739894936624058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5330739894936624058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5330739894936624058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/uma-noite-muitas-coisas.html' title='Uma noite, muitas coisas - Parte I'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5111854763654158475</id><published>2009-02-13T15:25:00.002-02:00</published><updated>2009-02-27T16:40:41.556-03:00</updated><title type='text'>Não absoluto</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:zsa8a8gLYrHZFM:http://www.difusorafm.com.br/img/galeria/proibido.jpg" align="right"&gt;Conversas e mais conversas rendem bons questionamentos. Além dos vários que já possuímos, alguém vem e sempre levanta mais um. Aí, ou você enxerga uma coisa que tem e começa a refletir ou adquire mais um, apenas como forma de meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive algumas discussões sobre um assunto que gostaria de expor aqui: o não absoluto. Eu o tenho e não abro mão (olha ele ai). Não sei de onde ele veio ou quando começou. Mas não faz muito tempo que tenho consciência dele. Lembro muito bem a primeira vez que me deparei com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos lá, um grupo de amigos, o não absoluto e eu. Todos numa mesa de bar conversando, Engraçado que eu nunca tinha reparado nesse não. Ai, um amigo que faz análise e queria me convencer a fazer começou a levantar certas questões e comecei a utilizar esse não. Pois bem que ele me puxa o porquê de eu ter esse não tão firme na boca. De ser intransigível com minhas coisas pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento, comecei a reparar nisso. Eu nunca tinha pensando no não, até porque sempre tive dificuldade de dizê-lo. Já passei por umas coisas bem chatas apenas por não ter dito um não e o mantido ali, firme. Até quando estou mais enrolado que novelo de lã, eu digo um sim. Por isso não havia enxergado o meu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns eu já comecei a trabalhar e não são tão absolutos agora. Quem sabe faz parte do amadurecimento ou do simples fato de ter visto que determinada atitude me prejudicava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses nãos que eu comecei a trabalhar foi o fato de olhar para trás. Não o ato de repensar sobre atitudes passadas para entender. Mas o ato mecânico de virar o corpo e ver o que ficou para trás. Isso vale para tudo: despedidas, paqueras, viagens. Geralmente, quando olho, a surpresa nunca é tão boa. Não quero ver lágrimas nos olhos de quem amo. Não quero ver que não fui correspondido. Não quero. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive boas surpresas com o fato de olhar. E com o fato de dizer um sim para um não absoluto. Mas isso é raridade e ainda me forço. Uma das coisas que me levaram a não olhar para trás tem relação com a mulher de Ló, que virou estátua de sal ao olhar o castigo que Deus impunha. Ou sempre que alguém está fugindo, em filme, e olha para trás ... buuuum ... vai beijar o chão ou dá de cara com outro bandido/monstro/etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sei que tenho que rever os meus nãos. E espero que isso possa levá-lo(a) a (re)pensar os seus. De uns, não abro mão mesmo. Já outros, creio que posso revê-los e não virar mais uma estátua de sal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5111854763654158475?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5111854763654158475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5111854763654158475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5111854763654158475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5111854763654158475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/nao-absoluto.html' title='Não absoluto'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4946739725404060732</id><published>2009-02-11T00:18:00.003-02:00</published><updated>2009-02-11T00:22:13.161-02:00</updated><title type='text'>Rosa murcha</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:rcd8O4b4K-t9_M:http://farm4.static.flickr.com/3152/2661961293_20e3cf86e0.jpg%3Fv%3D0" align="left"&gt;O luar recai sobre a rosa sobre a mesa. Rosa essa que foi um belo botão. Vermelho. Vibrante. Rosa que veio com um sorriso, um carinho de um olhar atencioso. Mas, é rosa. É chama. Queima. Consome. Morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo ali, algumas pétalas caídas. Água turva. Esverdeada. E o luar continua sobre a rosa, que resolveu abrir aos primeiros raios brilhantes do sol e deixou-se ir pela luz prata da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vermelho já não vibra mais. Não agride. Não sufoca. Entristeceu-se. Ainda mais nas pétalas sobre a mesa. Já foi-se a graça, que ainda continua nas que estão mais acima, presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O observador pensa: trocar a água? Podar o caule? Ou apenas jogar fora? A rosa que era bela já não o agrada mais. Incomoda-o. Angustia-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como algo que era tão belo e frágil passa, rapidamente, para algo que enjoa pelo simples fato de existir? Mas a rosa não tem culpa. Nem o observador. Nem mesmo o tempo, responsável pela deterioração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, não há culpa ou culpados. Há apenas um vazio a ser preenchido com uma nova rosa ou um novo observador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4946739725404060732?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4946739725404060732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4946739725404060732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4946739725404060732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4946739725404060732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/rosa-murcha.html' title='Rosa murcha'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8366796433067263337</id><published>2009-02-10T11:20:00.001-02:00</published><updated>2009-02-10T11:21:38.301-02:00</updated><title type='text'>Sempre o outro</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn2.google.com/images?q=tbn:5NoyNFVe1lNU4M:http://uzina.files.wordpress.com/2007/06/grama-jac.jpg" align="left"&gt;Por que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa? Por que o sanduíche do outro é mais bonito e mais gostoso que o nosso? Por que sempre olhamos o garçom passar com os pratos da mesa ao lado e ficamos na curiosidade do que aqui ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece praga ou maldição. Não contentar-se com o que está aqui. Sempre tem que ser lá. Por quê? É sempre ter vontade de comer num restaurante que não existe aqui. De ir num museu que está lá. De ver alguém por uma tela que mostra quilômetros de distancia. Papo, carinho, paixão, amizade. Cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que nos cercam, não é desdém. Até porque só percebemos o vazio que nos rodeia. Falta de atenção, ausência, descaso. Para que um “eu te ligo”, se já sentimos que o telefone não vai tocar. Não há porque enganar quem não engana a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior de tudo isso são as expectativas criadas, as noites mal dormidas, a vida mal vivida. Medo de algo próximo? Fuga? Boicote? Ou apenas a vida mostrando mais uma vez que não é nada fácil estar disposto a amar. A querer ser feliz e dividir isso com alguém especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer pessoas dá nisso. Viajar dá nisso. Não é querer ser marinheiro, deixando um amor em cada porto. É querer voltar àquela baía calma, de mar azul e que te sorri como se você fosse o único ser humano que por ali passou. O único capaz de cuidar para que nenhum invasor venha e polua as águas brilhantes que teimam em cair do alto e a correr em sua direção, prendendo sua vista e te dando um nó na garganta de tão bela paisagem que fascina e apaixona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8366796433067263337?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8366796433067263337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8366796433067263337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8366796433067263337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8366796433067263337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/sempre-o-outro.html' title='Sempre o outro'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2704213289777082547</id><published>2009-02-10T10:37:00.000-02:00</published><updated>2009-02-10T10:38:46.071-02:00</updated><title type='text'>Frase de Filme</title><content type='html'>Te agradezco mucho que no quieras jugar conmigo, de todos modos yo no te iba a dejar jugar conmigo, porque yo valgo la pena ¿entendés?… yo valgo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;El hijo de la novia&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2704213289777082547?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2704213289777082547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2704213289777082547&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2704213289777082547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2704213289777082547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/frase-de-filme.html' title='Frase de Filme'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5236214986097640941</id><published>2009-02-05T18:00:00.004-02:00</published><updated>2009-02-05T18:22:04.579-02:00</updated><title type='text'>Saltos</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:URN8z_QI6vsyLM:http://www.esportesite.com.br/wp-content/uploads/2008/01/xxsso08002.jpg" align="right"&gt;Já compete há anos naquele esporte. Quantas medalhas levou para casa com seus saltos precisos. Coleciona alguns ouros, pratas e bronzes. Não curte mostrá-los em sua parede, como muitos atletas o fazem. Conta para um ou para outro o que aconteceu na competição anterior: se foi qualificado para disputar a semi-final ou final; se conseguiu subir no pódio. Mas nunca contou vantagem, apesar das trocas de experiência com outros atletas, enquanto esperava a hora de saltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou cedo, logo após aprender a nadar. Nunca teve medo de altura. Vivia treinando pulos da janela de sua casa para dois colchões postos, de forma estratégica, para amortecer suas estripulias. Sempre ouvia os gritos da mãe dizendo para “não fazer arte”. Resolveu então comentar na escola de natação que gostaria de praticar outro esporte. Nadar seria apenas parte do treino, já que adorava estar na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deu por si, já estava saltando das plataformas de três metros. Mas não cansava de olhar mais para cima. Sabia que seu objetivo era bem mais alto. Às vezes, doía o pescoço de tanto que fitava os mais velhos pulando. Aplaudia, incentivava, torcia. Aguardava, ansioso, a hora de galgar maiores conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha medalhas amadoras de pequenas competições. Parecia que tinha talento nato. Suas acrobacias encantavam. Mostrava seu potencial. Mas seu objetivo eram as Olimpíadas. O tão sonhado encontro com os deuses. A cada mortal, carpada, grupada, ele sentia que chegava mais perto do Olimpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:eWglSjfQ2JKyYM:http://www.sel.pb.gov.br/site/noticias/02012008121801_capa.jpg" align="left"&gt;Começou a competir nas plataformas de dez metros. Adorava a visão do horizonte em um ponto tão acima do chão. Corria e se jogava. O coração sempre disparava. O frio na espinha sempre corria a cada desprender para o “vazio”. Buscava sempre ser um ao tocar na água. Sua meta sempre foi a suavidade de subir na plataforma a cair na piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de competir nunca o impediu de fazer outras coisas. Continuava seus estudos, suas amizades e suas viagens. E foi pelas viagens que começou a querer competir fora de casa. Sempre acompanhara as competições nacionais e internacionais. A cada novo lugar visitado, queria sempre incluir um espaço próprio para saltos. Sabia que era destemido e sempre ia pronto para pular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez sua primeira inscrição em uma competição fora de casa. Resolveu ir um tempo antes, para treinar no novo ambiente. Queria se familiarizar com a piscina, com a água, com a plataforma. O conhecimento era essencial para seus saltos. Fazia parte da preparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegou o dia. Arquibancada cheia, torcida de cada competidor, de cada estado. Ao longe, em um cantinho, via o seu tímido grupo. Não deu para todos viajarem. Mas sentia que tinha que fazer o melhor para si mesmo e para os que agitavam e aplaudiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram seu nome. Subiu as escadas levemente, controlando a respiração para chegar bem aos dez metros. Necessitava de equilíbrio, de concentração. Ia subindo e mirando seu alvo. As marolas de saltos anteriores ainda percorriam aquela superfície azul. Seu ritmo lento era para poder pular na tranquilidade das águas. Chegou ao topo. Olhou mais uma vez para baixo e sorriu. Um sorriso farto, cheio de dentes. Sentia que era a coisa certa a fazer. Não passava perto a vontade de desistir. Preparou-se. Queria o salto mais belo de sua vida. Buscou relaxar e não ficar ansioso. Sentia o vento no rosto e o frio a comer-lhe o estômago. Ouviu o apito. Saltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn2.google.com/images?q=tbn:3VeOue_p6W9UaM:http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/foto/0,,11246520,00.jpg" align="right"&gt;Seus movimentos o traíram. Sua perna escorregou e caiu feio na água. O choque da queda machucou um pouco. Sentia a queimação na pele. Mas o aperto no coração era o pior. Não acreditou no que havia acabado de acontecer. Seus sonhos indo pelo ralo. O horizonte já não estava mais tão claro. A visão ficou um pouco turva com tamanho desapontamento. Ainda tinha mais quatro chances. Mas a vergonha e o medo o tomaram de uma forma que ele correu para o vestiário. E depois voltou para a sua cidade. Para os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos se passaram e ele não competia mais. Aqui e ali arriscava um salto. Nada de grande impacto. Quando queria praticar, com saudades daqueles tempos em que se sentia dono da situação, ia treinar a noite. Ninguém via e nem ouvia. Fazia tudo sem medo, já que não o fitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, seu antigo treinador o incentivou a voltar a competir. Poderia começar nas amadoras, já que o clube da cidade tinha provas todo mês, na busca de novos talentos. Decidiu passar uma borracha no passado e voltar a treinar forte. Mas sentia que ali não chegaria a ser o atleta que sempre sonhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn2.google.com/images?q=tbn:mkPW_1Zb5SP-xM:http://www.velhosamigos.com.br/imagens/Foco/Nora%2520Ronai/saltandoplataforma.jpg" align="left"&gt;Resolveu sair pelo mundo em busca de um novo clube para treinar. Achou um que o recebeu bem e que havia gostado. Sentia-se em casa. Parecia que havia nascido ali, em meio àquela piscina. A motivação foi maior. O desafio era maior. O frio que percorria a espinha provocava um sorriso. Sabia que era o mais certo a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a treinar forte. Cinco. Seis. Oito. Dez horas por dia. Musculação, natação, acrobacias em solo, trampolim, plataforma. A rotina era dura. Mas estava disposto a seguir em frente e mergulhar fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez a primeira competição local. Já não havia mais o nervosismo de outrora. Estava mais que focado. Sabia o que queria. Seus saltos foram bons. Viu placas de 8.0 a 9.0. Recebeu um único 10.0 em seu quarto salto, que foi o melhor. Mas, na pontuação geral, não passou do sexto lugar. Comemorou como se fosse uma medalha. Afinal, fazia anos que estava longe dos saltos competitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra competição, a primeira medalha. Prata. Reluzente. Brilhante. Pela cor, achava-a mais bonita que a prima dourada. Mas queria a que levasse ao ponto mais alto. À que permitisse falar com Zeus. E não demorou muito para vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A competição foi longe de sua nova casa. A sensação da primeira vez que viajou para saltar voltou, mas já estava maduro para não cometer os erros que o afastaram das plataformas. Seus cinco saltos foram perfeitos. Saia da piscina sendo ovacionado pelo público presente. Jornalistas corriam em sua direção. A timidez, sempre presente, fazia-o dizer poucas palavras. Jogou-se com tudo na água após o último competidor saltar e não conseguir superá-lo nos pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouro. Louro. Altura. Glória. Tudo aquilo mexeu com ele. Sabia que queria aquilo, mas que não tinha nascido para a fama. Jornais estampavam seu feito. Pela primeira vez, se viu como um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Competições vieram e outras foram. Começou a colecionar de medalhas. Não sabia mais viver sem competir, independente se pontuava ou não para o ranking nacional. Mas o destino ainda reservada a grande competição que o levaria para o sonho olímpico. Soube de mais uma. Inscreveu-se. Precisou viajar. Pegou seus apetrechos e partiu rumo a mais um desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:QkHL9IA28dX5VM:http://stat.correioweb.com.br/arquivos/Olimpiadas2008/noticias/00saltos_cesarcastro0.jpg" align="left"&gt;Preparou-se. Concentrou-se. Não conseguiu ir antes para conhecer o ambiente. Eram poucos dias. Um ou dois de treino e mais uns de competição, caso fosse para a final. Foi lá e fez o melhor. Classificou-se. Mal dormiu a noite, ansioso pela grande final. Acordou, fez o que tinha que fazer ao longo do dia, antes da decisão. Todos começaram a saltar. Chegou mais uma vez o seu momento. Subiu e pulou. Ao cair na água, sabia que poderia ter feito melhor. Aguardou o resultado e contentou-se com os 7.5 e 8.0 que recebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirou fundo mais uma vez e foi para o segundo. Dessa vez, arriscou-se mais. Queria mais. Conseguiu um 9.3 de máxima. Gargalhou. Sabia que estava entrando no ritmo. Concentrado, partiu para o terceiro salto. Desta vez, plantou bananeira na ponta e saltou. Os movimentos foram precisos. Levantou pouca água. Ouviu a vibração do público enquanto emergia. Olhou para o telão e viu notas entre 9.5 e 10.0. Socou o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava em segundo na classificação geral. Sabia que se quisesse o ouro, o próximo salto deveria ser o mais arriscado, a fim de ter vantagem sobre o outro concorrente. Subiu calmamente, tentando controlar a já ofegante respiração. Preparou-se e foi ao encontro da água mais uma vez. Mas um novo escorregão o fez bater na plataforma e cair. Além de perder os pontos, se machucou feio. Batera primeiro a perna ao cair, depois a cabeça na borda. Foi socorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonou a competição rumo ao hospital. Exames, tomografia, repouso. Ficou ali alguns dias. Quieto. O monitoramento era necessário. Ao receber alta, ainda sentia dor. Mas nada que sessões de fisioterapia não o reabilitassem para novos saltos. Meses sem competir. Treinava pouco. Passou a acompanhar mais os campeonatos pela televisão e internet. Viu um que despertou sua curiosidade e aguçou a vontade de participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu voltar a treinar para mais uma competição de saltos. Perdera o medo e a vergonha de falhar. Sabe que vai dar o melhor de si para levar a medalha de ouro para casa. Rotina excessiva de exercícios, além de umas sessões de fisioterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegada a hora da competição. Mais uma viagem. Mais um desafio. Mais um frio a congelar o estômago. Mais uma vez ali, no alto, a mirar todos e seu alvo azul. Treina e se aquece. Conhece um pouco o local da competição. Ansioso, aguarda que chamem seu nome para se dirigir à área de saltos. Quer ir para a final e sabe que vai fazer de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:QIX_NR2clxY0OM:http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/olimpiada/99/99/99/587772.saltos_ornamentais_pequim_229_300.jpg" align="right"&gt;Sobe com certa pressa. Escorrega um degrau, mas nada grave. Aquilo não vai tirá-lo de sua meta dourada. Mais uma vez na ponta. Mais uma vez o azul prender sua visão. Sabe agora que é respirar fundo e mergulhar. Respira e salta mais uma vez para o desconhecido, a espera do que vai acontecer ao chegar à água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5236214986097640941?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5236214986097640941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5236214986097640941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5236214986097640941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5236214986097640941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/saltos.html' title='Saltos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8524927462918035405</id><published>2009-02-02T15:07:00.000-02:00</published><updated>2009-02-02T15:08:35.546-02:00</updated><title type='text'>Terra dos Bandeirantes</title><content type='html'>Mais uma incursão às terras desbravadas pelos polêmicos bandeirantes. Mais uma vez sabores e lugares se repetem. Porém, novos contatos em meio a rosto outrora conhecidos. Sem esquecer que novas partes da cidade foram aventuradas. Senti-me um errante em meio à selva de concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenda cheia e correria para os lugares: italianos, ingleses, japoneses, húngaros, paulistanos. Até porque não falta variedade numa cidade formada por migrantes de todos os cantinhos dessa Terra de Ai Meu Deus!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de troca, de conhecimento, de compartilhar com a megalópole é uma das coisas que mais me fascinam. Cheiros, sabores, cores, texturas. Tudo ali, ao alcance da mão. Basta esticá-la. Basta andar e apreciar. Não se deve temer. Até porque o perigo é universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frio na barriga é comum. Ainda mais em ambiente que não se conhece, que não se domina. Não se sabe quem está do outro lado. Mas a receptividade é sempre bem-vinda. É bom sentir um tratamento de qualidade. Ter atenção, mesmo em meio ao caos urbano. Profissionalismo que falta em inúmeras cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, posso dizer que conheço Sampa de uma ponta a outra. Não conheço 10% da cidade, mas já não há porque temê-la. Ainda mais quando se encontra sorrisos que te encantam e te atraem. Sorrisos amigáveis. Sorrisos tímidos. Sorrisos por todos os lados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8524927462918035405?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8524927462918035405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8524927462918035405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8524927462918035405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8524927462918035405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/02/terra-dos-bandeirantes.html' title='Terra dos Bandeirantes'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4064527173992278977</id><published>2009-01-29T14:54:00.000-02:00</published><updated>2009-01-29T14:55:05.872-02:00</updated><title type='text'>Boicote</title><content type='html'>Gostaria apenas de deixar as seguintes perguntas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até que ponto nos boicotamos nas coisas da vida? Ou seria mais uma peça do Destino, com sua máquina de testar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4064527173992278977?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4064527173992278977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4064527173992278977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4064527173992278977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4064527173992278977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/boicote.html' title='Boicote'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2754357843592581675</id><published>2009-01-28T10:50:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T11:05:40.387-02:00</updated><title type='text'>Capaz</title><content type='html'>Outra dia, refletindo sobre as inúmeras questões da vida, fiquei me questionando o quanto eu seria capaz de fazer isso ou aquilo. Colocava várias situações para que pudesse analisar a melhor forma. E não achei nenhuma. Percebi que a máxima da “ocasião que faz o ladrão” é a mais pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas questões passavam pelo altruísmo, que segundo o dicionário Aurélio, significa 1. Amor ao próximo; filantropia; 2. Desprendimento, abnegação. Mas não acredito nessa palavra. Não tenho vergonha de dizer ou escrever isso. Sinto que o altruísta não deve esperar nada em troca pelos seus atos, mas também sinto que todo ser humano, no fundo, quer ser reconhecido por determinada atitude. O sentimento de troca, nem que venha de outra pessoa, é necessário para o fazer acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por vários problemas. Quem não os têm? E sempre sabemos dos problemas dos amigos, dos familiares, de quem gostamos. Tenho a tendência a me envolver mais do que deveria, trazendo a situação externa a minha vida para dentro desta cabeça que não para por um minuto. Fico matutando as melhores formas de ajudar. Chego a perder o sono. Mas nunca acho que seria capaz de me envolver o quanto queria, de me doar o quanto deveria. Faço aquilo que está ao meu alcance. Não tenho o desprendimento necessário para ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me inútil toda vez que isso ocorre. Já pensei em tomar atitudes mais enérgicas. Realmente me doar. Mas fico com medo da reação do outro. Será que o ser humano está preparado para isso? Para receber? Tenho receio de emprestar grana para situações adversas. Sei que alguns não mudam, mas já vi amizades acabarem por envolvimento financeiro. Sinto que posso ajudar um pequeno grupo dos meus amigos, caso venham me pedir socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria ir além. Sinto que posso, mas o medo ainda me trava. Quanto envolve a saúde então, me consome ainda mais. Queria fazer algo além de doar um pouco de meu sangue. Queria ajudar a carregar a cruz imposta. Sei que cada um tem a sua, mas, às vezes, sentimos a nossa leve e sabemos que é só oferecer o outro ombro para carregar, por alguns “minutos”, o fardo de quem está ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico me perguntando: até que ponto eu seria capaz de ir se houvesse a necessidade ou possibilidade de doar uma parte minha em vida? Afinal, tenho, além do sangue, dois rins, medula e um órgão que se regenera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2754357843592581675?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2754357843592581675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2754357843592581675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2754357843592581675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2754357843592581675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/capaz.html' title='Capaz'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2748500235777928481</id><published>2009-01-26T15:15:00.003-02:00</published><updated>2009-01-26T15:17:09.217-02:00</updated><title type='text'>Para adultos</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com/filmes/wall-e/wall-e03.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucas falas e gestos profundos, o longa de animação Wall-E, da Disney – Pixar, veio para conquistar os adultos. É bonitinho para as crianças, mas seu foco são os pais. Isso tem sido uma tendência das últimas animações. Procurando Nemo e Os Incríveis são bons exemplos para falar de deficiência física e mental, superprotecionismo e problemas familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu olhar carinho e carente, o robozinho Wall-E conquista você de cara. Até a sua melhor amiga, uma barata, também te atrai (e enoja, hehehe). Para quem não sabe, a história se passa quase no ano 3000, quando a poluição na Terra estava tão grande que todos os habitantes saíram em um cruzeiro para que o planeta seja limpo. Os robôs Wall-Es são os responsáveis por isso, mas só o protagonista, Wall-E continua em atividade depois de longos 700 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem é dotado de inteligência artificial. Sabe pensar e sentir. É quase o menino do filme I.A. – Inteligência Artificial, mas em formato lata-velha (ou seria latavelha?). E tudo vai bem em sua rotina diária de empilhar os entulhos deixados pelos seres humanos e de colecionar objetos. Até que ele dá uma de gato e acaba por encontrar Eva, uma robô-exploradora bem moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível como eles trabalharam as emoções dos dois, de um homem solitário preso em sua rotina a uma mulher temperamental que só pensa em si mesmo (ou na sua diretriz). E é a partir desse encontro que toda a história se desenrola, fruto de um robô apaixonado. O mais curioso é que até este momento, não há diálogo. E o inicial é somente a troca de nomes. Mas não se preocupem, os homens aparecem em determinado período do filme e ficam até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não deixa de trazer uma lição de moral para a humanidade. O grande volume de lixo produzido, as formas de estocagem, o descaso com a natureza. Enfim, uma boa previsão de que o mundo está entrando em colapso (se já não estiver mergulhado nele). Vemos que nosso futuro pode ser de obesos sem contato direto com outro ser humano. Se bem que parte de nossa realidade já vive assim, com amigos virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de mencionar as inúmeras referências à história da humanidade, principalmente as bíblicas. A arca, a pomba do dilúvio, a rama verde indicando terra seca etc etc etc. Fora as brincadeiras com outros filmes, como 2001 – Uma odisséia no espaço. Ah, os créditos também são bem interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas saiba que você irá se apaixonar pelo robozinho atrapalhado, assim como pelo simpático M-O, que é responsável pela limpeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não posso deixar de falar sobre duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:xh6l8e9H46BuCM:http://www.animatoons.com.br/wp-content/uploads/2008/06/presto1.jpg" align="left"&gt; 1- Como vi o filme em DVD, consegui acesso aos extras. Começo pelo curta do cinema (típico da Pixar) de mágico tentando tirar o coelho da cartola. Presto é uma animação de poucos minutos em que um coelho faminto apronta poucas e boas com o mágico em seu show até conseguir uma cenoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Já o extra Burn-E, um curta exclusivo para o DVD, conta a história de um robô que habita o cruzeiro espacial para o qual Wall-E é levado. Ele é responsável por reparos externos da espaço-nave e a chegada do Wall-E desencadeia uma série de fatos inusitados que fazem o pobre Burn-E ser apelidado de mazela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2748500235777928481?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2748500235777928481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2748500235777928481&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2748500235777928481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2748500235777928481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/para-adultos.html' title='Para adultos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3264858086857779493</id><published>2009-01-22T10:14:00.002-02:00</published><updated>2009-01-26T15:18:22.966-02:00</updated><title type='text'>CCC – Casa Chata para Caramba</title><content type='html'>Acho que o reality show global meteu os pés pelas mãos. Para mim, escolheram as pessoas mais chatas para colocar na casa. Acho que a única novidade foi a tal bolha de vidro. Porém, se ser vigiado por câmeras já dispara o Panoptismo do Foucault, imagina estar em uma “jaula”, sendo observado por pessoas que podem interagir com você e acabam te forçando a uma situação que os espelhos não fazem. Acho que os quatro vão ter a melhor idéia do que é um zoológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordem!!! Dividir a casa em dois grupos não foi o melhor negócio. O programa agora está igual ao antigo No Limite. Lado A, lado B, Lado B, Lado A. O povo, que já é chato, está ficando cada vez pior com esse lance de outro grupo. Queriam fazer intrigas?? Que mudassem o perfil dos participantes. Fora que os mais interessantes ficaram do lado de fora, na tal bolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o romantismo está em alta e por isso escrevo essa curtinha. Desde o início do programa eu vinha acompanhando o lance de um casal que se formou do lado de fora da casa. Tom e Josi. Eles se conheceram na seleção para os 18 e mantiveram contato. Dava pra ver que ele não relaxava e ficava perguntando para as pessoas que entraram na casa (ele foi um dos primeiros), se ela tinha sido escolhida pra casa de vidro. E imagino o quanto ele torceu e rezou para que o público a escolhesse. O cara não tinha a cabeça se não nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apresentador perguntou se ele supunha quem entraria no recinto. Ele falou que sonhara com ela na noite anterior. A moça mal saiu da saleta e ele a agarrou de uma forma, que, para mim, parecia que não havia mais ninguém além dela. Somente ela. O que uma paixão não faz. Notou-se que ele estava muito mais empolgado. Mas qual é o apaixonado que não se empolga? Quem não fica over no início? Só sei de uma coisa, este romântico que aqui escreve vai acompanhar os chatos por causa do casal legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dá um toque para o vovô parar de ser intragável. Nunca tinha visto um participante tão carne de pescoço como ele. Bom são os olhares para as moçoilas da casa. Ele não esconde o que sente. Não é velado, como os outros fazem ou fizeram. Fora que os papos são chatos. Tentei imaginar o programa de rádio dele. Pena que agora vai começar a ter audiência. Queria só saber se sou o único que não gosta dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3264858086857779493?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3264858086857779493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3264858086857779493&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3264858086857779493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3264858086857779493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/ccc-casa-chata-para-caramba.html' title='CCC – Casa Chata para Caramba'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-808489737004417384</id><published>2009-01-16T11:45:00.000-02:00</published><updated>2009-01-16T11:46:11.700-02:00</updated><title type='text'>Amarras</title><content type='html'>O peso das amarras e das correntes já fatigava aquele corpo. Era notório que não consegui mais se ergue. A curvatura de seus ombros acentuava-se, apesar do enforco em ficar de pé, firme, com a cabeça erguida a olhar para o horizonte. Não sabia direito a quanto tempo estava preso ali, com as correntes a envolver-lhe o corpo. Sabia que eram meses de aprisionamento, mas que no início nem sentia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora jogado ali de forma injusta e sem direito a habeas corpus ou qualquer tipo de defesa. Vez ou outra, via o guarda aparecer na janela. Enchia-se de esperanças a pensar que ele iria abrir a porta e deixá-lo ir embora. Ledo engano. Estava ali apenas para fiscalizar, torturando a mente de quem continuava sozinho numa cela escura e fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, ouviu ao longe um som. Concentrou-se. Quis entender o que aquelas palavras significavam. E, quando deu por si, estava do lado de fora da prisão. Livre de suas amarras que faziam seu corpo pender. Não lembrava como ou porque saiu da clausura, mas, de uma coisa tinha certeza, precisava correr. Não sabia quanto tempo duraria a sensação de vento ao rosto. Só sabia que, mais cedo ou mais tarde, iriam pôr-lhe novas amarras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-808489737004417384?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/808489737004417384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=808489737004417384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/808489737004417384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/808489737004417384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/amarras.html' title='Amarras'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6129530571947498893</id><published>2009-01-15T23:55:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T23:59:47.131-02:00</updated><title type='text'>Inveja dos Anjos</title><content type='html'>Intensa. Essa é a palavra que melhor define a peça teatral &lt;strong&gt;Inveja dos Anjos&lt;/strong&gt;, do grupo Armazém Cia. de Teatro, em cartaz na Fundição Progresso. Já tinha visto outra montagem do grupo no texto Toda nudez será castigada, de Nelson Rodrigues. Até havia comentado há época no meu antigo blog, que, apesar dos excelentes atores, eles haviam pecado na execução. Texto rodriguiano não é p***ria. Nelson apenas não era hipócrita. Mas, ao ver o grupo em ação com um texto próprio, de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, me surpreendi mais uma vez. Simplesmente você desce da platéia e acompanha tudo ali, junto aos trilhos que compõem o cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto trata de encontros e desencontros dos moradores de uma pequena cidade à margem de uma linha férrea. São três os personagens principais: Tomás, Cecília e Luiza. Cada um com uma bagagem, um sofrimento, uma lição de vida. As interpretações são um caso à parte. Os atores parecem brincar de interpretar, tamanha a suavidade com que dão vida aos personagens. Tudo com naturalidade: choros, risos, dor, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao enredo. O trem que traz as correspondências e o carteiro, que não passa de um bêbado fuxiqueiro, dão vida à pacata cidade e transformam a vida dos três amigos que resolvem apagar as lembranças, sejam elas boas ou doloridas. Para Tomás, o importante é seguir em frente, sem ter que viver com o mofo e o bolor do que já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é quando eles resolvem seguir em frente que tudo começa a andar para trás. Não há como fugir dos problemas. Eles sempre te seguem, seja pela linha do trem, seja pela errante estrada da vida. Tantos questionamentos surgem para eles, que não há como o público escapar. Ele se pega pensando, refletindo a respeito daquilo tudo. Pelo menos, eu me peguei assim. Cheguei a me angustiar várias vezes com o som do trem que chegava. Olhava a imaginar o quê ou quem desceria dele. Até passou pela cabeça a música do Nando Reis, pois “aeronaves seguem pousando, sem você desembarcar ...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em aspectos técnicos, cenografia, luz e som estavam ótimos. Trilha sonora de “responsa”, indo de uma gaia a tocar &lt;em&gt;Somewhere over the rainbow&lt;/em&gt; à voz estridente de Janis Joplin nos versos de &lt;em&gt;Cry baby&lt;/em&gt;. Tudo está muito bem. Texto, parte técnica, interpretações. Fica difícil até dizer o que era o melhor da peça. Mas não dá para não falar da incrível Simone Mazzer, que vive a sofrida Luiza, que “passeia” pelo palco da Fundição. Ela sai de cena com um discurso de arrepiar. E que vou procurar a ter mais em minha vida, principalmente neste ano que ainda é tão novo. Então, meio que parafraseando a Luiza: tchau Luis, que sonhava acordado com o inesperado. Tchau Luis, que tinha medo de viver. Tchau Luis, que consegue enxergar melhor agora o que sempre sentiu. Tchau Luis, que vai olhar para frente de cabeça erguida. Tchau Luis, que se foi após ter uma epifania e não tem mais inveja dos anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/12/inveja-dos-anjos-outracoisa.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Local: Fundição Progresso - Espaço Armazém&lt;br /&gt;Endereço: Rua dos Arcos, 24, Lapa (2210-2190)&lt;br /&gt;Capacidade: 126 pessoas&lt;br /&gt;Dias: Quinta a Domingo&lt;br /&gt;Horário: 20 horas&lt;br /&gt;Custo: R$ 30 (Estudantes e idosos pagam meia)&lt;br /&gt;Duração: 1h45&lt;br /&gt;Data: até 26 de abril de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção: Paulo de Moraes&lt;br /&gt;Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes&lt;br /&gt;Iluminação: Maneco Quinderé&lt;br /&gt;Figurinos: Rita Murtinho&lt;br /&gt;Cenografia: Paulo de Moraes e Carla Berri&lt;br /&gt;Trilha Sonora (Composição e Pesquisa): Ricco Viana&lt;br /&gt;Projeto Gráfico: Alexandre de Castro&lt;br /&gt;Assessoria de Imprensa: Mônica Riani&lt;br /&gt;Produção Executiva: Flávia Menezes&lt;br /&gt;Produção: Armazém Companhia de Teatro&lt;br /&gt;Patrocínio: Petrobras&lt;br /&gt;Elenco: Marcelo Guerra, Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Simone Mazzer, Simone Vianna, Thales Coutinho, Verônica Rocha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6129530571947498893?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6129530571947498893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6129530571947498893&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6129530571947498893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6129530571947498893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/inveja-dos-anjos.html' title='Inveja dos Anjos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4515258784388928369</id><published>2009-01-12T22:56:00.001-02:00</published><updated>2009-01-12T23:03:15.773-02:00</updated><title type='text'>Colecionador</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:H63Udw_ZX9Ca0M:http://rodrigojoaquim.files.wordpress.com/2008/03/selos.jpg" align="left"&gt;Uma vez, li ou ouvi em algum ligar sobre o quanto é bom para o ser humano colecionar objetos. Até ensaiei, de forma tímida, uma coleção de selos, já que há um bom universo entre os filatelistas. Comecei uma meio esdrúxula também, mas bem cheirosa. Inventei que gostaria de ter todos os tipos de sabonetes. Cheguei a mais de 120. Só que o ato de separar, catalogar era complicado, pois além de demandar um local grande, ainda tinha que evitar que viessem, furtivamente, tirar um ou outro para tomarem banho, porque o sabonete da casa acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que parei por ai e nunca mais me meti a colecionar nada. Já comprei umas coisas, mas não vejo como coleção. Até porque comprar DVDs, Cds e tal não é lá essas coisas. Tudo bem que tenho todos os discos de determinados artistas e bandas, mas não vejo isso como uma grande coisa. Apenas gosto do trabalho desse povo e quero ter tudo o que eles produzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, vi que tenho ensaiado um novo tipo de coleção que não me atrai de maneira nenhuma. Gostaria muito de parar, mas já me dei conta de que isso é impossível, já que tudo é imprevisível. Gostaria de parar de colecionar pessoas. Sim, pessoas que entram em nossas vidas e saem sem dizer tchau ou porque estão indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boa, sei que é difícil, mas busco manter contato sempre. Não sou e nem quero ser demagogo, pois sei que é bem impossível estar sempre falando. Às vezes, pode até soar com falsidade. Se te conheci, se mandei mensagem, e-mail ou mesmo te liguei, acho que “não custa” nada dar um retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que tem mais me causado desconforto é a coleção de telefones. Se não quer que eu ligue e não quer manter contato, para que você me dá seu número? Só para lotar minha agenda? Não vejo sentido em fazer isso. Se passo meu número para qualquer pessoa, é porque, de certa forma, há interesses em comum. Não passo só pelo simples ato de divulgar meu número. Se fosse assim, colocava nos classificados: “Não quero vender nada, apenas divulgar meu número. Se alguém quiser, me liga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de palhaça, tenham atitude. Querem algo, procurem também. Há uma troca de números, uma cumplicidade, uma amizade. Nada de “a gente se esbarra”. Não quero colecionar pessoas, mas sim fazer boas amizades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4515258784388928369?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4515258784388928369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4515258784388928369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4515258784388928369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4515258784388928369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/colecionador.html' title='Colecionador'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8738846592559070299</id><published>2009-01-11T00:24:00.000-02:00</published><updated>2009-01-11T00:26:00.396-02:00</updated><title type='text'>Mudar</title><content type='html'>Por que é tão difícil mudar? Por que nos apegamos tanto a certas coisas, mesmo sabendo que elas não têm valor? Apegamo-nos tão rapidamente às coisas, às pessoas, aos lugares, que fica difícil não vê-los mais. Saber que já não estarão ao nosso alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, estava vendo um filme que me deu essa idéia de escrever sobre mudanças. No filme Onde mora o coração, a personagem da Natalie Portman conversa sobre mudar com a  personagem da Ashley Judd. E vem a seguinte frase: A nossa vida pode mudar a cada respirar que damos. A mais pura verdade. Já escrevi aqui sobre destinos, sobre fatores inesperados da vida. E para estarmos vivos, bastar respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há controle desse mudar. Ele sai do nosso alcance. O mais perto que podemos chegar é aproveitar as oportunidades, dar uma mãozinha para que o Destino aja. Um olhar, um guardar, um falar. Algo que permita o acontecer. Mas também que não tenhamos medo disso. Se a coisa está andando, por que não caminhar ao lado dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tememos o desconhecido. O que será que vão pensar? O que será que vou pensar? Até agora são várias perguntas, mas nenhuma resposta. Se é que há o que responder. Creio que não há respostas para todas as perguntas. A gente cria essa imagem. E isso faz parte do mudar. De que sempre esperamos que alguém venha e diga algo para a nossa indagação. Faz parte da mudança simplesmente dizer algo e não ouvir nada. Quantas vezes falamos coisas e não queremos retorno. Queremos apenas que saibam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse clima de mudar, é que devemos deixar a porta sempre aberta, para que o vento entre e leve o que tem nos segurado. Minha expectativa é que 2009 seja um ano para mudar. Sempre gostei dos anos ímpares. Quero aprender a voar. Alcançar outros níveis. Mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8738846592559070299?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8738846592559070299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8738846592559070299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8738846592559070299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8738846592559070299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/mudar.html' title='Mudar'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5806125995087161758</id><published>2009-01-05T22:32:00.001-02:00</published><updated>2009-01-05T22:37:29.148-02:00</updated><title type='text'>Covardia</title><content type='html'>Não queria começar 2009 com um post de revolta, mas sinto que preciso falar sobre isso. Sobre a covardia que as pessoas fazem com as outras, sem a menor precisão. Parece que é por diversão de um mesquinho que só enxerga o próprio umbigo, achando-o lindo. De alguém que não sabe viver em sociedade com o mínimo de polidez. Se bem, que este deve polir muito bem o braço e o rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cara que age na covardia, deve bater até na própria mãe. Só pode. Até porque não haveria motivo para agressão gratuita. Ainda mais com quem não é de criar confusão. Adianto que não estou falando de algo que aconteceu comigo, mas a um amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relato: Copacabana. Dois milhões e meio de pessoas. Fogos nas barcas. 15 minutos de luz. Brindes. Abraços. Beijos. Famílias reunidas. Amigos vibrando. Ano a começar. Expectativas. Desejos. Oportunidades. Champagne, cerveja, vinho, água, refrigerante, vodka. Bacalhau, pernil, chester, peru. Rua, avenida, trânsito. Multidão. Casa de amigos. Volta pelo bairro. Grupo de amigos. Comer cachorro-quente. Beber cerveja. Separar. Esbarrão. Pedido de desculpas. Pitboy. Troglodita. Estúpido. Punho cerrado. Nocaute. Maxilar quebrado em três partes. Dor. Sangue. Solidão. Polícia. Atendimento de emergência. Táxi. Falta de compaixão. Hospital. Cirurgia. Placa de titânio. Internação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior foi fazer isso tudo sozinho e sem os amigos ou a família. Simplesmente porque um panaca resolveu começar o ano batendo em alguém. Que tivesse procurado um que curtisse isso, para que um partisse a cara do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou de violência, ainda mais a gratuita. Me revolta saber que há pessoas assim na rua. Que se incomodam com um pisão no pé ou um esbarrão onde há um aglomerado de mais de dois milhões de pessoas. Não sabe viver em sociedade, fica em casa. Coisas comuns e que sabemos que acontecem deveriam ser relevadas. Nunca reclamei de nada em shows ou algo do tipo. Não vejo sentido. Deveríamos fazer como os ingleses e ser mais polidos. Mas desconsideremos os hooligans. Vamos pedir desculpa por tudo: de pisar a ser pisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui o sentimento de revolta pelo amigo machucado e pela impotência de não mudarmos parte de nossa sociedade para que, enfim, tenhamos um ano de paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5806125995087161758?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5806125995087161758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5806125995087161758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5806125995087161758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5806125995087161758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2009/01/covardia.html' title='Covardia'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3930867866584381820</id><published>2008-12-29T23:53:00.002-02:00</published><updated>2008-12-29T23:59:49.536-02:00</updated><title type='text'>Lira paulistana</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:EAOh5iLc4wZxPM:http://www.belobrasil.ch/_borders/Sao_Paulo_Avenida_Paulista.jpg" align="left"&gt;Já cantava Caetano em Sampa que andar por São Paulo mexe com o coração. Não sei explicar o que é. A energia que paira sobre a cidade, que sai do chão, que se respira, mesmo com toda a poluição suspensa no ar. Acho que o ar lá é tão carregado, que energiza. Volto sempre com as baterias recarregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que sempre faço as mesmas coisas. Andar pela Paulista, comer no Bixiga, explorar a Liberdade. Mas há sempre espaço para o novo, que muda a cada passagem pela megalópole: Mercado Municipal, Ibirapuera, Oca, Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Museu do Ipiranga, Anhangabaú, Teatro Municipal, Galeria do Rock.... Não falta o que explorar na terra da garoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo até ressalvar que somente em minha última ida para aquelas paragens é que me deparei com as famosas gotículas. Fazia tempo que lá só chovia forte. Não é a toa que os alagamentos são constantes. Afinal, floresta de concreto gera micro-clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é disso que quero falar. Quero falar da efervescência cultural que emana pelas ruas. Tenho vontade de ir na Virada Cultural, mas a oportunidade virá. Não que falte coisas do tipo no Rio, cidade que escolhi para morar (hoje). Uma amiga fluminense que está há dois meses em Sampa diz que a cidade é a minha cara. Quem mandou ser cosmopolita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teria o menor problema em morar lá. Explorar melhor os recantos paulistanos. Tenho poucos pecados para com a cidade, como não conhecer o MASP. Conheço o vão, a feira, mas não o prédio. Já vi até projeções naquelas paredes que circunvizinham o museu. Até porque foi a programação da cidade para o Natal. Que, ressalvo, soube embelezar a avenida mais agitada do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria entender o que as pessoas tem contra São Paulo. Eu não tenho nada, fora o trânsito caótico a que estamos acostumados a ver. Mas é uma cidade que se reinventa nas pessoas, que dão jeitinhos para sobreviver. Ainda bem. Vai que isso vem da época dos bandeirantes, que só dependiam deles mesmos para criar a maior cidade do país. E pensar que tudo começou num pátio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3930867866584381820?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3930867866584381820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3930867866584381820&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3930867866584381820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3930867866584381820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/12/lira-paulistana.html' title='Lira paulistana'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5831243353636879795</id><published>2008-12-28T23:33:00.003-02:00</published><updated>2008-12-28T23:41:12.804-02:00</updated><title type='text'>Auto-conhecimento</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Hoje eu quero sair só...&lt;br /&gt;Não demora eu tô de volta&lt;br /&gt;Vai ver se eu tô lá na esquina&lt;br /&gt;Devo estar!&lt;br /&gt;Já deu minha hora&lt;br /&gt;E eu não posso ficar&lt;br /&gt;A lua me chama&lt;br /&gt;Eu tenho que ir pra rua&lt;br /&gt;A lua me chama&lt;br /&gt;Eu tenho que ir pra rua...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lenine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nada melhor para o auto-conhecimento que uma viagem. Ficar sozinho por um tempo. Só você e a imensidão de seus pensamentos. Saiba que vai bater a carência e a dúvida. Por que escolhi este caminho? Por que deixei de fazer aquilo? Tudo grita em sua mente. Perguntas, questões, respostas sem nexo, pierrot retrocesso, meio bossa nova, rock'in roll. Tudo trava. O riso. O choro. Nada sai, mas, ao mesmo tempo, tudo flui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são só as viagens que fazem isso conosco. A própria época do ano. Pensar no que fez, no que deixou de fazer, no que não deveria ter feito... Valorar os acontecimentos. Mensurá-los. Impossível. Por isso que tanta gente se deprime nessa época. Já, que no momento que olhamos para trás, temos que mirar o horizonte à nossa frente, a espera de um novo ano. Ano este que cometeremos acertos e erros. Vamos falhar, isso é fato, mas também vamos vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre gostei de fazer para tentar colocar tudo em ordem foi caminhar. Sair sem rumo, seguindo o vento. Ou mesmo contra. O importante é ir. A lua chama a gente. Quando me vejo, já fui longe. Mas nada que me faça perder o caminho de volta. Se é que há volta. Creio que o caminho é semelhante, mas não o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem que comecei a falar no início do post foi a minha do Natal. Mas não quero começar uma lira paulistana. Tudo mudou. A volta para casa. A ausência. A presença. A carência. Tudo isso embaralhou os pesamentos. Tudo deu um nó. Mas, como diz o Lenine, não demora e já estou de volta. Mas sei que quero sair só. Não sem companhia, já que isso não me é um grande empecilho. Quero sair só, sem meus pensamentos, sem ninguém em minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me basta o irmão gêmeo siamês grudado em mim, que não me permite fazer certas coisas sozinho. A cirurgia de separação já começou. Fiz um exame preparatório. A meta é que ocorra nos primeiros meses de 2009. Resolução de ano novo: sair só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não querendo me alongar mais, termino este post com uma fala do grande conhecedor do amor sem barreiras ou hipocrisias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nelson Rodrigues&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5831243353636879795?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5831243353636879795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5831243353636879795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5831243353636879795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5831243353636879795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/12/auto-conhecimento.html' title='Auto-conhecimento'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1586846550395284588</id><published>2008-12-23T00:47:00.003-02:00</published><updated>2008-12-23T00:58:39.047-02:00</updated><title type='text'>Chances</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn2.google.com/images?q=tbn:ejjGYB92F7W1mM:http://vouandandoporai.files.wordpress.com/2008/01/mao_crianca_adulto.jpg" align="right"&gt;Faz dias que venho refletindo sobre chances, oportunidades, destino. São tantas coisas interligadas, que as possibilidades só aumentam em progressão geométrica. Para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fiquei pensando em dar uma outra chance para as coisas e pessoas que nos cercam. Quem não queria outra oportunidade de mudar algo do passado. Um não quando queria dizer sim. Um afago em vez de dizer adeus. Eu queria muitas outras chances. Chance para demonstrar o quanto amei, o quando gostei, o quanto foi importante para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pego sempre dando essa chance. Mas raramente retribuem. Um telefonema não atendido, uma mensagem não respondida, um e-mail ignorado. Até a mais pura lembrança sem que haja necessidade de lembrarem. De eu lembrar que existo para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, isso tudo fica sem qualquer importância quando vejo crianças indefesas que não tiveram (ainda) a chance de ter uma família. Que foram abandonadas pelos pais em um abrigo, ao cuidado de estranhos que sabem amar e compartilhar. É incrível ver nos olhos que alguém te ama tanto e da melhor forma: a incondicional. Te ama simplesmente porque você existe. Vi isso pelos olhos de uma mulher que está na fase final de adoção de um garoto lindo e carinhoso. Em seus dois anos, sofrendo com o abandono de sua família biológica, ele sabe distribuir carinho e, com um sorriso, te conquista. E lá está ele, de cabeça erguida, dando mais uma chance para a vida, para as pessoas que o cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem diferente de um outro, maiorzinho, e que mora no mesmo abrigo. Ele já fica mais na defensiva. Não sorri ou brinca de cara. Afinal, quem são esses estranhos que me observam? Quem vem aqui, na minha “casa” e quer interagir comigo? Mas, com o tempo e uns pirulitos, ele se solta e se mostra um garoto cheio de vida, que gosta de correr e de brincar. Que também quer chances da Vida. Vida esta que o privou de uma família modelada pela sociedade ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o modelo pai-mão-filho(s) seja o melhor ou que isso venha a dar certo. O importante é ter carinho e amor, mesmo que o incondicional, entre os que vieram para estar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode ocorrer, e tenho medo que isso venha a acontecer comigo, é o ser humano cansar de dar chances. Simplesmente desistir. Isso vale para tudo. Deixar de querer viver, de querer amar. Não se importar em estender a mão e oferecer uma oportunidade para que alguém mude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero dar todas as chances que me forem possíveis para tentar viver. Viver bem, com saúde, com alegria, fazendo bem aos que me cercam e, principalmente, amando muito. Bastará ver no meu olhar que dei chance para o coração amar. E, se me derem uma nova chance, vou tentar não cometer os mesmos erros, mas também não tenho como garantir que não irei vacilar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1586846550395284588?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1586846550395284588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1586846550395284588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1586846550395284588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1586846550395284588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/12/chances.html' title='Chances'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6515745087441203916</id><published>2008-12-17T21:44:00.002-02:00</published><updated>2008-12-17T21:47:25.782-02:00</updated><title type='text'>Explicações</title><content type='html'>Pessoas, não queria causar decepção, mas estou tão atolado de trabalho e fazendo outras coisas, que não estou com tempo de escrever. Mas meu blog não vai parar por aqui. A fase turbulenta vai se aproximando de seu fim. No final de semana, tudo vai estar resolvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6515745087441203916?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6515745087441203916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6515745087441203916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6515745087441203916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6515745087441203916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/12/explicaes.html' title='Explicações'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1074011347504313635</id><published>2008-12-07T10:32:00.001-02:00</published><updated>2008-12-07T10:34:31.016-02:00</updated><title type='text'>Indiferença</title><content type='html'>Depois de dias sem escrever, hoje inauguro o mês de dezembro. Fiquei uns dias sem entrar na internet e outros sem idéias do que escrever. Nem a minha listinha de temas serviu de norte para escrever sobre algo. Mas tem uns dias que venho refletindo sobre o poder da indiferença sobre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra dos sexos é baseada nisso. Fala-se que quanto mais se pisa, mais o outro gruda com chiclete; que são como biscoito; que deve-se ignorar; etc etc etc. Pior que a gente sempre se atrai pela indiferença. Isso não é regra e há exceções. Parece que o gosto da conquista é melhor sobre alguém que não está nem ai para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo porque relatar experiências minhas, ainda mais quando estou generalizando tudo. Mas olhando para o meu passado, me peguei nessa situação. E também vi que fui indiferente e, pouco depois, conquistado. Porém, devo ressaltar aqui que isso não vale apenas para relacionamentos amorosos. É muito mais comum nas amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a fazer uma lista e vi que o que eu mais fazia era mendigar amigos. Sempre fui assim. Devo continuar sendo. Sou eu quem liga para chamar para sair, para ir ao cinema, para almoçar. Quantas vezes já passei o final de semana sem receber uma ligação ou mensagem. E ai me pego nas amizades de farra. Sei também que já provoquei motivos para não ser chamado. Você já deve ter feito isso também. Uma furada aqui, uma sumida ali, uma desculpa esfarrapa acolá. Mas isso não quer dizer que não queiramos mais ser chamados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversava, semanas atrás, com um amigo. Falávamos sobre amizades e o poder delas. Ele me disse uma coisa com a qual estou intrigado até hoje. Ele disse que temos apenas seis amigos de verdade. Eles são aqueles que visualizamos carregando o nosso caixão. Achei o papo meio mórbido, mas isso ficou na cabeça. Cheguei a visualizar a cena. Não vi seis. Não vou dizer o número, se foi a mais ou a menos, mas consegui ver quem está além de um choppinho às quintas ou de uma saidinha de final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de tudo isso foi que eu vi que não devo mais ser indiferente com as pessoas. Até porque nunca fui muito de fazer isso. Faço, com gosto, apenas com quem não vou nem um pouco com a cara. Trato como me tratam. Acho que essa é a melhor forma de se construir boas relações. Fica meio São Francisco, mas é a mais pura verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1074011347504313635?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1074011347504313635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1074011347504313635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1074011347504313635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1074011347504313635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/12/indiferena.html' title='Indiferença'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8046971205967248148</id><published>2008-11-28T18:05:00.002-02:00</published><updated>2008-11-28T18:19:11.090-02:00</updated><title type='text'>Navegar*</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Uma luz azul me guia&lt;br /&gt;Com a firmeza e os lampejos de um farol&lt;br /&gt;E os recifes lá de cima&lt;br /&gt;Me avisam dos perigos de chegar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Descobridor dos Sete Mares, Lulu Santos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Por vezes sinto que meu coração é um barco a vela, que navega livremente pelo mar, ao sabor do vento. À deriva em alguns momentos, parado em algum porto em outros, mas sempre livre para navegar. Nem sempre escolho a direção que ele irá tomar, depende do tempo, do vento, das condições do mar. Bússola? Para que me serve, a não ser para confundir mais os pensamentos? Que adianta a razão me mandar ir para o Sul, se os ventos me levam para Oeste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui dada a traçar minhas rotas de navegação. Tentava seguir a risca o itinerário e ficava frustrada se um vento norte mudava meu rumo. Parei de sofrer. Não que tenha deixado de traçar minhas rotas, acho importante ter em mente aonde se quer ir. Mas, agora, tento tirar proveito dos desvios, aprender novos caminhos e admirar a paisagem inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre o tempo está claro. Nem sempre é possível navegar. Às vezes a melhor opção é jogar a âncora e esperar a tempestade passar. Por vezes não é tempestade, mas falta de vento. Nem uma brisa leve para movimentar as madeixas. Também não tem jeito, tem que esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estou num desses momentos de espera, traçando rotas de navegação, algumas delas para destinos ainda desconhecidos. Os desvios não me assustam. Estou me preparando para levantar âncora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Içar velas, marinheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/220/480704630_710315a86b.jpg?v=0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;Um dia, numa conversa com a Amanda, do &lt;a href="http://cantinhoamandita.blogspot.com/" target="'_blank"&gt;Meu Cantinho&lt;/a&gt;, decidimos fazer participação especial no blog do outro. Este foi o texto de sua colaboração com o Visão Mundana. Quem quiser ver o meu, passa lá. O texto é o Conexões.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8046971205967248148?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8046971205967248148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8046971205967248148&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8046971205967248148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8046971205967248148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/navegar.html' title='Navegar*'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7252782486919646808</id><published>2008-11-27T00:33:00.000-02:00</published><updated>2008-11-27T00:34:07.851-02:00</updated><title type='text'>Esquecer</title><content type='html'>Por que ainda me pego pensando em você?&lt;br /&gt;O que há de tão especial em ti?&lt;br /&gt;Por que não consigo esquecer seus olhos cor de mel?&lt;br /&gt;O que fazer para não ir ao teu encontro?&lt;br /&gt;Como esquecer você, se tudo ao meu redor me leva para o seu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha maior tranqüilidade é que já não sofro mais por ti.&lt;br /&gt;Minha mente vai ao teu encontro.&lt;br /&gt;Meu coração permite que isso ocorra.&lt;br /&gt;Mas estou fincado na razão.&lt;br /&gt;Sei que ela me acalma e diz que tudo vai ficar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero esquecer de nada do que passou entre nós.&lt;br /&gt;Quero apenas aceitar que isso é realmente passado.&lt;br /&gt;Ficar sem esperanças de que possa voltar a ser presente ou futuro.&lt;br /&gt;Mas, se você quiser voltar, dou a dica do que fazer.&lt;br /&gt;Basta bater em minha porta cantando Por onde andei, do Nando Reis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7252782486919646808?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7252782486919646808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7252782486919646808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7252782486919646808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7252782486919646808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/esquecer.html' title='Esquecer'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2102338901371783641</id><published>2008-11-25T22:42:00.003-02:00</published><updated>2008-11-25T22:51:49.905-02:00</updated><title type='text'>Convidado</title><content type='html'>Pessoas, conversando com uma amiga, combinamos de escrever para o blog um do outro, como convidado. Meu texto está em &lt;a href="http://cantinhoamandita.blogspot.com/2008/11/conexes.html" target="_blank"&gt;Conexões, no blog Meu Cantinho&lt;/a&gt;, da Amanda. O link também está ai do lado, nos favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem das minhas palavras. Aproveitem para ler as dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2102338901371783641?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2102338901371783641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2102338901371783641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2102338901371783641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2102338901371783641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/convidado.html' title='Convidado'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1398246202718455430</id><published>2008-11-24T00:06:00.003-02:00</published><updated>2008-11-24T00:13:08.938-02:00</updated><title type='text'>Dia Frio</title><content type='html'>Mais um final de semana chegou na vida de Carlos. Sua vidinha de casa para o trabalho e do trabalho para casa já o cansava fazia meses. Algo não deixava que isso mudasse. Parecia estar preso a um carrossel. Via sempre as mesmas coisas, as mesmas pessoas. Tentava fugir e não conseguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tinha mais paciência para cozinhar. Abusou de seu próprio tempero. A comida sempre com o mesmo gosto. As mesmas especiarias. Já havia virado um hábito. Até a ordem com que punha na panela. Azeite, alho, cebola, tempero, frango, água, alecrim. Quando fazia uma mudança, colocava noz moscada ou ervas finas. O manjericão acabou meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:XrmYoS655KUNBM:http://canetasengatilhadas.zip.net/images/Chuva.jpg" align="left"&gt;Mas ele acordou diferente naquela dia. Olhou pela janela a fina chuva que cobria a cidade. Não se percebia muito bem os prédios. Parecia uma neblina. O céu nublado, mas claro. Havia luminosidade. Ele sentia que o dia seria diferente. Abriu a janela e o vento frio tomou conta do ambiente. Sua sorte foi o agasalho que usou para dormir. Um arrepio percorreu sua espinha. Mas não lhe deu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumou a casa como de costume. Fazia anos que estava no dilema da solidão. Não se curou do passado. Passado este que o assombrava em sonhos, o perseguia em músicas. Mas naquele dia tudo era diferente. Ouviu uma música antiga. Séculos que seus tímpanos não eram invadidos por aquela melodia. Sabia que possuía alma. Que não era mais um no meio dos que marcham. Um sorriso torto tomou-lhe a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu sair. Sabia que precisava de uma caminhada, mesmo que a chuva caísse mais forte. Sentia-se bem para aquilo. Colocou a bermuda, trocou a camisa, calçou o sapato. Parada estratégica no banheiro. Pente, escova de dentes, fio dental. Sorriso colgate. Riu de si mesmo refletido. Sempre riu de sua aparência. Adorava brincar na frente do espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou sozinho no elevador. Raramente encontrava vizinhos. No máximo via o ranzinza do andar de baixo. Mais um espelho. Desta vez, nada de sorrisos. A câmera o intimidava. Sua timidez era catapultada. Despediu-se do porteiro e tomou o caminho da rua. Carros, pessoas, semáforo, asfalto. Aquela cidade de concreto não impunha medo. Conhecia-a bem, afinal, fora criado em meio ao caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou por um tempo e sentiu fome. Não tinha como apreciar a paisagem devido a leve chuva. O guarda-chuva se fazia necessário, mas era um fardo a carregar. As pessoas andavam sem. Porém, tinha medo de gripar. Não queria ficar doente, ainda mais em sua longa solidão. Seu estômago pediu comida e ele entrou no restaurante. Já havia estado ali. Anos atrás. E não tinha ido só. Lembranças quiseram voltar, mas ele bloqueou. Carlos se conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviu-se com o de sempre. Alface, tomate, um pouco de brócolis. Pensou: frango assado ou bife à milanesa? Ficou com o peixe frito. Pesou e foi se sentar. De repente, olhou pra frente e a viu. De quem seriam aqueles olhos curiosos. Chegou a pensar que estava com a roupa suja. Olhou para baixo. Tudo limpo. Olhou para frente. Os olhos estavam em outra direção. Sentou, pegou o sal, garfo e faca em punhos. Todo o ritual começara. Levantou a cabeça e deu de cara com eles. Olhar curioso e disfarçado em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come devagar, como sempre. Resolveu olhar também. Pegaram-se trocando olhares. Não tem coragem de sorrir. Não ganha sorriso. O estranho é que se entendem no olhar. Tentou esperá-la, mas não deu. Terminou antes. Pagou a conta e saiu. Caminhou devagar. Viu quando ela saiu, mas foi em outra direção. Encheu-se de esperança. Depois de anos, conseguiu flertar. Precisava apenas aprender a trabalhar a timidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou andando para casa. A chuva teimava em cair, mas sabia que o melhor era caminhar. Precisava pensar. Nada como fazer isso sem pressa. O vento frio batia em seu rosto. Conversou consigo mesmo. Brigou internamente. Riu. Falou sozinho. Fazia tempo que não sentia aquilo tudo junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no apartamento, tirou a roupa na sala mesmo. Depois arrumaria a bagunça. Colocou o moletom e deitou na cama. Ligou a TV e ficou zappeando. Futebol, séries, filmes, documentários. Parou um pouco em um sobre dinossauros. Encheu-se. Levantou e colocou um DVD. Sabia que não passava nada melhor aquele horário. E parecia que tudo era ruim por causa do frio que fazia. Mas ele gostava do frio. Sabia que estava “em casa” a baixas temperaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meia hora de filme, seu celular toca. Estranhou. Além de não o procurarem nos finais de semana, aquele tocar lhe foi familiar. Conhecia a melodia. Sabia a quem pertencia. Fazia anos que não ouvia a música. Afinal, ela sumiu sem dizer adeus. Não sabia o paradeiro. Nem por onde procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendeu confuso. Não sabia o que dizer. Muito menos o que iria ouvir. A doce voz do outro lado o cumprimentou. Carlos ficou nervoso. Respondeu, com voz trêmula, que estava tudo bem. Comentou sobre a surpresa da ligação. Ela perguntou se ele estava em casa e ouviu que sim. Perguntou se poderia subir. Ele pulou. Pensou rapidamente no que estava acontecendo. Disse que sim e se havia acontecido algo. Ela queria conversar pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado pelo susto, correu para recolher as roupas molhadas de chuva que ficaram pelo caminho. O coração parecia querer saltar-lhe pela garganta. Lembrou do último encontro. De quanto ele foi bom. Da troca de carinho e de afeto. Das juras. Anos se passaram em segundos por sua cabeça. Congelou ao ouvir a campainha. Viu-se no espelho e sabia o que fazer. O vento frio que entrava pela janela aberta não o assustou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Estava cara a cara com o passado. Imaginou por anos aquele reencontro. Havia ensaiado várias vezes o que dizer, o que fazer. Foi incapaz de proferir o texto decorado. Apenas sorriu. Um abraço juntou mais uma vez aqueles corpos que tanto tempo estiveram juntos. Outro arrepio lhe correu pela coluna. Sua sorte era o moletom. Ficou imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu aquela voz mais uma vez. Primeiro, um suave pedido de desculpas, de perdão. Disse que não precisava daquilo. Ela quis se explicar. Ele a impediu, dizendo que o que passou, passou. Só queria saber em que poderia ser útil. Sentiu-se frio ao dizer aquilo. Mas não foi de propósito. Tinha consciência de que não queria magoá-la. Ela pediu que apenas a ouvisse e assim o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento frio o incomodou. Foi fechar a janela. Aproveitou e ofereceu algo: água? Suco? Café? Ela disse que água estaria bem. Lembrou da forma como sempre foi: um copo com muito gelo e pouca água. Mesmo no frio, sempre bebeu água assim. Ela sorriu ao ver que ele se lembrou de seu gosto. Não conseguiu disfarçar aquilo. Manuela olhou em volta e reconheceu o ambiente. Sentiu-se em casa, apesar que não queria. Sabia que sua chance já ocorrera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não queria explicar o que houve. Viu que tinha que procurar Carlos. Sabia que ele era algo mais. Ele simplesmente a completava. Demorou a enxergar isso. Falou sobre tudo isso com ele. Não sabia como seria a reação dele, mas tinha certeza que precisava falar aquilo para viver. Queria lutar por ele. Queria ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos ouviu tudo. Não tinha forças para reagir. Era tudo o que ele sempre quis. A mulher de sua vida, sua alma gêmea, seu ar. Ela, ali, falando tudo o que sentia e o que queria. Os dois estavam vulneráveis. Ele quis abraçá-la e dizer que nada mais importava, desde que ficassem juntos. Conteve-se. Sabia que tinha que ouvir tudo, afinal, ela sempre soube o que ele sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por impulso, passou a mão em seus cabelos. Lembrava com cuidado de cada fio. Suas narinas foram invadidas pelo cheiro das madeixas. Sua pele sentia a maciez de tudo. Percorreu seu rosto e encontrou lágrimas. Notou que as suas também escorriam. Olhos nos olhos. A resposta para tudo já havia sido dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem amargurado sempre soube que a perdoaria no dia em que batesse a sua porta. Ele nunca deixou de amá-la. Foram anos. Sabia que ela era sua, assim como sabia que era dela. Era algo além. Tudo transcendia entre os dois. Foi assim desde o primeiro encontro. Quando passaram um noite inteira conversando a beira mar e se beijaram aos primeiros raios do Sol. Aquilo tudo havia selado o destino de ambos. Duas almas errantes que se encontraram para viver juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:riXqwMtQwXxPyM:http://paulobeck.files.wordpress.com/2008/03/chuva.jpg" align="right"&gt;Manu e Carlos, abraçados, olhavam pela janela e viam a chuva cair sobre a cidade. O frio tomava conta de todos, menos dos dois, que estavam juntos para se aquecerem. E ficaram ali, curtindo-se ao som das gotículas que teimavam em bater na janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1398246202718455430?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1398246202718455430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1398246202718455430&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1398246202718455430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1398246202718455430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/dia-frio.html' title='Dia Frio'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2530499558420902986</id><published>2008-11-21T22:14:00.001-02:00</published><updated>2008-11-21T22:17:19.363-02:00</updated><title type='text'>Alma Gêmea</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Já que você não está aqui&lt;br /&gt;O que posso fazer&lt;br /&gt;É cuidar de mim&lt;br /&gt;Quero ser feliz ao menos,&lt;br /&gt;Lembra que o plano&lt;br /&gt;Era ficarmos bem...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vento no litoral - Legião Urbana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, recebi o e-mail de uma amiga falando sobre alma gêmea. Bom é que eu já sentia certas coisas sobre o assunto. E concordei em muito com o que ela me falou. Alma gêmea é quem te completa. Envolve amor, transcende o amor. São duas pessoas conectadas em outra esfera. Mas não envolve relacionamento carnal. Envolve conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que duas pessoas podem ser almas gêmeas sendo amigas, parentes, pais e filhos, irmãos, amigos. Sim, podem ser também um casal, que se ama, que se completa, que se faz feliz. O importante é ter a consciência de que tem que se desejar a felicidade do outro, independe de vocês estarem juntos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que já achei a minha alma gêmea. Ela já entrou em minha vida. Me deu imensas alegrias. Colocou um sorriso em meu rosto que demorou a sair. Mas também fez escorrer lágrimas várias vezes. Tantas quantas as vezes que sorri. Sofri muito. Mas também fui feliz. Se bem que sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma grande separação entre nós. Oceano. Milhas de distância. Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino foi justo e promoveu um reencontro. Tudo foi esclarecido. Já não éramos mais os mesmos. Novas cidades. Novos “nós”. Novos estilos de vida. Novas pessoas em nossas vidas. Mas um sentimento que não saiu de nós foi o desejo que o outro fosse feliz. Acho que nunca vai sair. Tenho um carinho tão grande por ela, que nada me fará mudar o que tem dentro do meu peito. Ela tem lugar cativo. Transcendeu qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje doeu. Não doeu não estar com ela. Não doeu tê-la longe de mim. Doeu saber que poderia perdê-la. A garganta deu um nó ao saber o que ocorreu recentemente. Saber que poderia perdê-la mais uma vez. Já foi tão difícil trazê-la de volta. Não imagino o mundo sem ela. Não me imagino sem ela, por mais que não esteja comigo. O peito doeu, a garganta travou, o olho marejou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz em estar mudando a cada dia e de ter sido sincero comigo e com ela. Não tive receio em dizer que ela é minha alma gêmea. De explicar o porquê. De dizer o quanto ela me faz bem, mesmo que a distância. Não sei se a quero para mim novamente. Mas sei que a quero comigo, como amiga, como companheira. Quero que ela seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ler este texto um dia, saiba que o que eu mais quero é que você fique bem. Te amo, te adoro, te admiro. Torço por sua felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2530499558420902986?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2530499558420902986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2530499558420902986&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2530499558420902986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2530499558420902986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/alma-gmea.html' title='Alma Gêmea'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3739105250434474209</id><published>2008-11-21T17:52:00.003-02:00</published><updated>2008-11-21T22:14:36.394-02:00</updated><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:Y-QMeXWZGpYBkM:http://jacoliveira.files.wordpress.com/2006/06/caminho-de-pincel.jpg" align="left" /&gt;É notório a todos que a vida é feita de escolhas. Das nossas escolhas. Das dos outros que implicam em nossas vidas. Mas é incrível como somos cobrados pelas nossas e que não afetam a mais ninguém. Somente a nós. As pessoas se intimidam, sentem inveja, nos cobram atitudes, quando deveriam apenas aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se destrata ninguém, mas parece que o sim ou o não ofendem. Não se aceita aquilo. Você é repreendido por um ato de não querer ir, de fazer outra coisa, de se arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que muitas vezes a brincadeira impera. Principalmente quando é gosto musical, cinematográfico, televisivo. Há uma pitada de sarcasmo nas frases de reprovação. Quem não usou isso que atire a primeira pedra. Mas dói receber isso. Mesmo sabendo que você tem o mesmo tipo de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor é outra. Não é pelos gostos citados, mas é quando se fazem de vítima, dramatizando um fato simples e dando um horizonte negro de chuva para um copo d’água. Foi só um não. Foi só um sim. Foi. Nada inviabiliza nada. Não há impedimento da continuidade. Houve apenas outro caminho. Até porque a vida é cheia de caminhos e trilhas. Resta-nos apenas seguir aquele que nos parece mais favorável no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbarrou no muro, peça desculpas e dê meia volta. Nada pode não ser consertado. Com jeitinho, se consegue as coisas. Enxergamos o melhor caminho. Espera-se que sem cobranças, até porque não há o que cobrar. Não há nada para cobrar. Não se exige amizade, carinho, amor. A gente consegue. A gente troca. Afinal, é tudo uma escolha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3739105250434474209?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3739105250434474209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3739105250434474209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3739105250434474209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3739105250434474209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-8178566807783843623</id><published>2008-11-14T21:45:00.002-02:00</published><updated>2008-11-30T08:48:33.103-02:00</updated><title type='text'>Aquarela II</title><content type='html'>Tive vontade de continuar com o assunto do post Aquarela. Quem sabe é até a idéia original que resolveu sair. Falar somente das amizades por este Brasilzão. Amizades fortes, apesar da distância. Amizades que enciumam, apesar de não quererem substituir nenhuma outra. Amizades sinceras, apesar de algumas páginas coladas. Até as relações familiares ficaram mais fortes e transparentes com a distância. Foram potencializadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos que não se vêem e nem se falam por séculos, com um único abraço e dois minutos de prosa, parece que nunca se separaram. A cumplicidade é enorme. Basta enxergar os olhos, que se complementam, que denunciam, que conversam. As piadas, as histórias, as lembranças. Um entende o outro perfeitamente pelo olhar. Não precisa explicar mais nada. Já foi parar na testa. Até parece conversa telepática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que a distância cause isso. Às vezes, nem é física. Fica por conta das atribulações da vida. A correria do dia-a-dia. Estão sempre se vendo, mas não em contato. Mas basta um momento mais longo e pronto, tudo voltou ao que era antes. Nada tira isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor são as amizades que começaram do nada, como quase todas. E ficam tão fortes que causam ciúmes nos outros. Mas não é a intenção. Você quer ser apenas mais um amigo. Não quer tirar ninguém do páreo. Até porque é uma coisa sua: fazer amizades. Dar atenção e carinho. Receber a mesma coisa. E faz sim esperando algo em troca, pois sabe que o altruísmo é utópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amizades ficam tão fortes que as pessoas sentem inveja. Já inventam coisas. Ou não. Acham que o clima é tão legal que sugerem coisas. Poucos são os que entendem que ali há apenas amizade. Paixão de amigos. Tenho vários casos assim, de ser apaixonado por meus amigos. De gostar tanto deles e não ter vergonha de dizer que os amo. Já disse várias vezes e espero continuar a dizer sempre. Mas essa grande aquarela brasileira não permite o contato constante. Ainda bem que há tecnologia para matar as saudades. Pôr o papo em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é que os novos e os velhos amigos são insubstituíveis. Termino até com uma frase que recebi hoje e que me inspirou para escrever, além de outras coisas: não há como esquecer você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-8178566807783843623?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/8178566807783843623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=8178566807783843623&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8178566807783843623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/8178566807783843623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/aquarela-ii.html' title='Aquarela II'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2486265129898300998</id><published>2008-11-12T23:37:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T23:47:01.143-02:00</updated><title type='text'>Sorrisos</title><content type='html'>Incrível como um dia pode começar bem porque você acorda sorrindo. Você sente que o dia vai ser proveitoso. Que tudo vai dar certo. E dá. Murphy esqueceu que você existe. Tudo vai certinho, em linha reta, apesar das curvas na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caras conhecidas. Trabalho mais que conhecido. Reconhecimento profissional. Sorriso conhecido. Tudo junto. Tudo num dia. Pessoas novas, pessoas antigas, pessoas surpreendentes. Clima perfeito, apesar da chuva que caia desde o início da semana. Uma manhã ensolarada, mas que deu lugar a chuva e trovão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se uma energia boa, que te fazia sorrir por tudo. Mesmo em momentos tensos. Nada de nervosismo. Nem quando algo poderia te fazer perder a linha. Foi olhar e sentir que tudo estava bem internamente. Que o sorriso fluiu sem dificuldade. Que se tinha superado um medo e que isso te fazia bem. Saber que venceu mais uma batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação foi tão boa, que o sorriso não saiu mais. As largas avenidas em direção ao aeroporto. O vento úmido da cidade conhecida pela baixa umidade. O eixão para chegar na casa da Noélia. O papo engraçado dentro do táxi. Tudo aumentava o potencial daquele sorriso que veio para ficar. Nem o pesadelo da noite mexeu com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentar na cozinha. Ouvir músicas que você tem escutado a semanas. Ver um pôr-do-sol sobre as nuvens que teimavam em derrubar suas gotas de chuva. Ler. E ele continuava ali, quieto, mas constante. A sensação que o colocou no rosto não ia embora. Nem quero que vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho de volta para a casa vazia não incomodou. Muito menos chegar nela. Tudo foi tão bom. Ligação. Mensagens. Msn. Até o biscoito de chocolate com leite puro teve um gostinho especial. Parece que nada modifica a sensação. E ele continua ali, firme e forte, mostrando que tudo está bem. Que tudo vai continuar bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2486265129898300998?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2486265129898300998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2486265129898300998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2486265129898300998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2486265129898300998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/sorrisos.html' title='Sorrisos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-5596368656131892768</id><published>2008-11-11T23:30:00.004-02:00</published><updated>2008-11-12T00:00:29.622-02:00</updated><title type='text'>Aquarela</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:tDfvO4lK7Kk_7M:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/be/Mapa_do_Brasil_com_a_Bandeira_Nacional.png" align="right"&gt;Os versos cantados de Aquarela Brasileira são a inspiração para uma vida de viagens, de amigos distantes, de família longe. Sair por ai, cantarolando a maravilha de cenário que é este país, tem um peso. Ainda mais quando você pára e pensa que já conhece uma boa parte dele. E o melhor, cada vez mais conhece pessoas que te fazem bem nessas andanças mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em ter a família distante, cuja a saudade morre a cada vez que se liga uma câmera, que se escuta uma voz que mexe fundo no coração e se imagina aquela cena que se repetia a cada domingo: uma mãe na cama fazendo cafuné na cabeça do filho e ambos de olho no homem do dinheiro. Saudades de uma época que não havia carência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a melhor surpresa dessa aquela é conhecer pessoas que não vão reconstruir sensações do passado. Até porque são únicas. Porém, elas podem construir outras. Não melhores e nem maiores. Cada uma é única, independente da complexidade. E são pessoas espalhadas por este mundo de ai meu Deus. Porteira afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais nem menos, a gente encontra pessoas que te fazem sentir bem. Uma companhia para uma caminhada, um bom papo ao dividir um cachorro quente, uma troca de cafunés sem compromisso, uma mensagem dizendo que sente saudades, uma ligação espontânea para saber como você está. Isso vindo de todas as partes. Por isso essa maravilha de cenário. Não só pela beleza desse Brasil, mas pelas pessoas que nele habitam e que você teve a sorte de conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor de tudo é poder retribuir o que se ganha. Ainda mais quando se conquista uma nova amizade, mais uma pessoa para trocar carinhos e experiência. Troca sincera de sorrisos. Cumplicidade acima de tudo, independente se é no trabalho, em casa, na rua ou no shopping. Rever, conhecer, encontrar .... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me perdendo da idéia original, mas o bom é a licença poética para mudar. Ainda mais num mundo que rotaciona, translada e transmuta. Cada dia uma nova oportunidade. Cada minuto. O negócio é aprender a não perdê-la. Nem que venha uma careta para o seu lado. Há sempre o fator surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresas cearenses, cariocas, paranaenses, gaúchas, potiguares, brasilienses, baianas, paulistas, capixabas, pernambucanas ...... brasileiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-5596368656131892768?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/5596368656131892768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=5596368656131892768&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5596368656131892768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/5596368656131892768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/aquarela.html' title='Aquarela'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-1603937637473863801</id><published>2008-11-08T22:39:00.001-02:00</published><updated>2008-11-11T23:36:55.696-02:00</updated><title type='text'>Inspiração</title><content type='html'>Nem sei o real motivo de escrever hoje. Mas estou me sentindo tão bem comigo mesmo, que me deu uma vontade de gritar, de escrever, de cantar, de me declarar, de amar. Muita coisa. Tudo ao mesmo tempo agora. Ainda mais embalado por uma Cássia Eller, cantando Luz dos olhos, numa versão ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que a música, de letra forte (valeu Nando Reis), não me deixa triste. Independente de coração estar quebrado ou inteiro, batendo forte no peito. Ela me faz querer gritar. Corre uma energia pelo meu corpo. Daquelas que travam a garganta. Ainda mais depois de um bom dia. Nada de mais. Nada de especial. Apenas um bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da preguiça de sair da cama, o mundo continua girando e você tem coisas a fazer. Levanta, computador, msn, bate-papo, amigos, telefonema, mãe, quarto, sala, bagunça, ordem, leite, mensagem, banho, dentes, roupa, sapato, porta, elevador, caminhada, encontro, conversa, amigo, almoço, caminhada, vista, sol, museu, cinema, animações, papo, risadas, Greta, feia, risadas, paquera, cerveja, blues, metrô, tchau, caminhada, elevador, porta, computador, msn, amigos, sanduíche, suco, papo, músicas, Cássia, texto, blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só deu vontade de escrever sobre isso. Sair por ai, ouvindo uma boa música, sentindo o vento no rosto. Apenas uma caminhada noturna em um sábado quente. Não sei o que este dia teve de bom mesmo, que pudesse me deixar assim. Acho que foi apenas um dia bem vivido. Sinto que aproveitei o que a cidade pode me oferecer. Não sei se todo o potencial, mas foi algo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que sinto falta agora é de receber um cafuné. Não queria nada além disso. Uma mão em meus cabelos. Afagos. Carinho. Cuidado. Vai ver é o que preciso, de alguém para cuidar de mim. Mas também quero cuidar. Quero trocar o carinho recebido. Ficar abraçado. Juntinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, “passo as tarde tentando te telefonar. Cartazes te procurando. Aeronaves seguem pousando sem você desembarcar. Para eu te dar a mão nessa hora”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-1603937637473863801?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/1603937637473863801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=1603937637473863801&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1603937637473863801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/1603937637473863801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/inspirao.html' title='Inspiração'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7456613345931257093</id><published>2008-11-05T22:02:00.002-02:00</published><updated>2008-11-05T22:11:01.294-02:00</updated><title type='text'>Copo meio cheio</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:igeVjyygZcFX6M:http://www.portinari.org.br/IMGS/jpgobras/OAa_2733.JPG" align="left"&gt;Crise financeira. Eleições norte-americanas. Corte de gastos. Suspensão de atividades. Quebra da bolsa. Alta do dólar. Tudo isso junto impõe receio em uma população que está desacreditada no que está por vir. Que mudanças esse novo paradigma geopolítico vai trazer para o mundo? Sei que muitos não estão nem ai. Acham que o que ocorre do outro lado do planeta não vai afetar em nada a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio um pouco na teoria do bater de asas de uma borboleta cria um tufão em algum outro lugar. Mas também acredito que um copo na metade está meio cheio. Sou uma pessoa otimista e que crê num mundo melhor. Espero muito que essa crise econômica passe logo. Quem sabe a eleição de Barack Obama seja um bom caminho para isso. A trilha para a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso negar também que tenho medo. Medo de estarmos realmente no fim dos tempos. Não quero escrever sobre religião, só que não dá para não pensar a respeito. É tanta desgraça acontecendo, tanta crueldade gratuita. Já escrevi sobre isso, basta olhar no histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu não quero acreditar nisso. Eu creio no homem. Creio na bondade. Pior que falei isso outro dia no táxi e o motorista disse que o mundo ainda era cheio de esperança porque havia pessoas como eu, que acreditavam em Papai Noel, fadas e duendes. Não possuo esse perfil, mas sei que devo acreditar nas pessoas, no bom caráter. Vou bem pela fábula do beija-flor. Apenas faço a minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda essa problemática, meu maior receio é que nós entremos na cegueira branca do Ensaio sobre a cegueira, do José Saramago, que virou filme nas mãos de Fernando Meireles. Não li o livro, apenas vi as cenas na telona. E aquilo tudo me chocou. Meu medo é irmos nessa direção: para o caos, para a anarquia. Em 1929, quando houve a Grande Quebra e a Depressão, a maior parte da população estava no campo. Era plantar para ter o que comer. Hoje, a situação é outra. Já há escassez de alimentos em várias partes do globo. Torço para que as coisas não saiam do controle e tudo isso passe logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a esperança de fazer as coisas que sempre sonhei. Não é pensamento egoísta. Apenas quero que as coisas boas se realizem. Nunca fui de desejar o mal. Mas também não vou entrar em discurso de Miss e dizer que quero a paz mundial. Quem não quer isso? Eu quero apenas um mundo que se desenvolva com sustentabilidade, justiça social e equilíbrio econômico. Tal como a esperança final do filme de Meirelles, onde um está disposto a ajudar o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7456613345931257093?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7456613345931257093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7456613345931257093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7456613345931257093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7456613345931257093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/copo-meio-cheio.html' title='Copo meio cheio'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-7579389008263213313</id><published>2008-11-04T17:39:00.001-02:00</published><updated>2008-11-04T17:40:41.136-02:00</updated><title type='text'>Blá blá blá</title><content type='html'>O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a adoção de políticas descentralizadoras pode nos levar a considerar a reestruturação dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. O cuidado em identificar pontos críticos na crescente influência da mídia facilita a criação do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. Do mesmo modo, o surgimento do comércio virtual assume importantes posições no estabelecimento do orçamento setorial. É claro que o julgamento imparcial das eventualidades exige a precisão e a definição do fluxo de informações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos, cada vez mais, que a valorização de fatores subjetivos estimula a padronização das direções preferenciais no sentido do progresso. Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a determinação clara de objetivos faz parte de um processo de gerenciamento de alternativas às soluções ortodoxas. Neste sentido, a consulta aos diversos militantes obstaculiza a apreciação da importância dos procedimentos normalmente adotados. Desta maneira, a constante divulgação das informações aponta para a melhoria das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. Gostaria de enfatizar que a contínua expansão de nossa atividade é uma das consequências do retorno esperado a longo prazo. Por outro lado, a execução dos pontos do programa desafia a capacidade de equalização das novas proposições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos que ter sempre em mente é que o desafiador cenário globalizado nos obriga à análise das regras de conduta normativas. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que o novo modelo estrutural aqui preconizado acarreta um processo de reformulação e modernização do levantamento das variáveis envolvidas. Todavia, a hegemonia do ambiente político maximiza as possibilidades por conta do processo de comunicação como um todo. A nível organizacional, o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos cumpre um papel essencial na formulação da gestão inovadora da qual fazemos parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a revolução dos costumes agrega valor ao estabelecimento das condições inegavelmente apropriadas. No mundo atual, a percepção das dificuldades não pode mais se dissociar das condições financeiras e administrativas exigidas. Pensando mais a longo prazo, a competitividade nas transações comerciais possibilita uma melhor visão global dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Assim mesmo, o acompanhamento das preferências de consumo talvez venha a ressaltar a relatividade dos modos de operação convencionais. Evidentemente, a expansão dos mercados mundiais estende o alcance e a importância do remanejamento dos quadros funcionais. Caros amigos, a necessidade de renovação processual garante a contribuição de um grupo importante na determinação dos níveis de motivação departamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-7579389008263213313?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/7579389008263213313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=7579389008263213313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7579389008263213313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/7579389008263213313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/bl-bl-bl.html' title='Blá blá blá'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2503587852276881342</id><published>2008-11-02T16:01:00.001-02:00</published><updated>2008-11-05T22:16:52.385-02:00</updated><title type='text'>Maçaneta</title><content type='html'>Outro dia, conversando com uns amigos no almoço, comentei que tinha criado este blog. Me perguntaram sobre o que era e tal. Tentei explicar que escrevia sobre coisas, pessoas, casos. Uma coisa bem geral mesmo. Minha visão sobre o mundo que nos cerca. Ai vieram com uma piada que eu escreveria até sobre maçanetas. Na hora, todos rimos. Depois, quando cheguei em casa, pensei em escrever sobre isso (faço uma lista de temas que tive inspiração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que escrever sobre maçanetas? Colocar a definição do dicionário? Falar sobre gíria (mulher-maçaneta)? Fiquei meio perdido sobre como deslanchar o texto. Acho que a melhor forma é trabalhar com uma alegoria. Tratar a vida como uma casa, onde temos os mais variados tipos de aposentos, sendo que há portas para cada um desses espaços. Em cada porta, uma maçaneta. Ela que te permite o acesso a um novo espaço, que você não faz idéia do que esteja por trás daquela porta. Muitas vezes, temos apenas noção porque olhamos pelo buraco da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade humana é imensa. Olhamos pelo buraco da fechadura para explorar o universo, o mar, o corpo. Mas sempre há uma porta, uma maçaneta a ser tocada, girada, para se abrir um novo mundo de possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alegoria que podemos fazer sobre o objeto em questão é a virtual que cada pessoa possui, permitindo a entrada de felicidade, tristeza, amor, pessoas, prazer. Não quero relação ao falo (o que pessoas de mentes poluídas podem fazer). Mas sabemos bem o que é nossa maçaneta. Os pontos físicos ou psíquicos que, quando tocados, girados, apertados, abrem as portas que mantemos fechadas para as pessoas, para os sentimentos e para nós mesmos. Precisamos de estímulos. Sabemos que um cafuné, um beijo no olho, um “eu te amo” abrem portas. Mas também fecham. Quando não queremos mesmo. Ai passamos chave, usamos o batom, passamos a tetra, colocamos a correntinha. Quando não empurramos um móvel para obstrui-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perguntei agora, ao escrever este texto: como eu deixo minha porta? Apenas encostada? Com a chave? Passo tudo o que foi citado acima? Creio que minhas diversas portas possuem as mais diversas trancas e serviços de segurança: câmera, seguranças armados, pitbull. Mas também há algumas onde retirei a porta, ficando só o vão, o portal. Entra quem quer. Sai quem quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom que nessa de sair, também acabamos prendendo as pessoas, os sentimentos. Deixamo-os entrar, mas não queremos que saiam, que se aventurem por outras paragens. Ai sofremos mais uma vez. Seja por não deixar entrar, seja por não deixar sair. Temos é que deixar as portas encostadas, como as de emergência. Mas que fique claro que elas devem abrir dos dois lados. Facilitando acessos. Permitindo o ir e vir. A fluidez que deve ser a vida. Quem vem para ficar, fica. Não precisa trancar a porta. Bloquear a maçaneta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2503587852276881342?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2503587852276881342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2503587852276881342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2503587852276881342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2503587852276881342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/11/maaneta.html' title='Maçaneta'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2459900217001168171</id><published>2008-10-27T19:47:00.003-02:00</published><updated>2008-11-05T22:23:10.930-02:00</updated><title type='text'>Múltiplos Universos</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:GxOg-EWu3rUh8M:http://www.mensageiro.com.br/imagem/assuntos/galaxia_02.jpg" align="left"&gt;Não sei de onde tirei esta teoria maluca. Tão maluca que as pessoas se assustam. Lembro bem de uma vez que comecei a explicar para uma colega e ela me perguntou o que tinha na pizza, já que havia champignon. Parecia uma conversa de bêbado ou de quem tomou um chá de cogumelo. Mas há uma lógica, uma hipótese (não fundamentada) que levou a menina, tempos depois a me procurar e dizer que o que falei tinha um certo sentido. Ela tem até utilizado em suas conversas de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou cético, apesar de ser um pouco São Tomé: só acredito vendo. Creio que não estamos sozinhos no universo, ou melhor, universos. Não sei se tomado por minha infância e adolescência lendo quadrinhos, mas acredito que existam diversos universos, terminando e começando numa infinitude. Quem sabe não foram vários Big Bens e ao mesmo tempo não houve nenhum. Ainda se estando na matéria inicial de tudo o que conhecemos e do que ainda não exploramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:ee1LvkWZPyZJ7M:http://www2.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro_estudos/imagens/re_universo_1.gif" align="right"&gt;Com a idéia de que não estarmos sozinhos no meio do nada (já que pela densidade do universo, ele é quase nada), comecei a pensar nos E ses ... da vida. E se eu tivesse escolhido outra profissão, se tivesse nascido em outro lugar, se ... Enfim, o que não faltaria eram possibilidades e probabilidades de acontecer isso ou aquilo. E é ai que começa a criação de um universo paralelo ao que estamos. Um onde nós sofreríamos as conseqüências do sim ou do não tomado. Tudo é possível de ocorrer, porém não temos esse conhecimento, essa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:xj5ZDVaN_OY0WM:http://joamilabrito.zip.net/images/universo.jpg" align="left"&gt;Cada vez que nos deparamos com uma bifurcação de decisão, um universo é criado e vamos viver o que definiu-se. Aqui temos uma consciência. No outro, nosso outro Eu terá a dele. Agora, multipliquem isso por seis bilhões de seres humanos. Multipliquem depois pela infinitude de possibilidades. Não dá para imaginar quantos universos existem, estão sendo criados e estão sendo destruídos. Sim, podemos já ter morrido várias vezes. Ou mesmo nem ter nascido. Vai que o meteoro que matou os dinossauros acabou com a vida toda na Terra? Vai que apertaram o botão vermelho da destruição? Ou mesmo, como no começo, não houve começo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papo de doido isso, mas que, se pensarem bem, se você estiver aberto, poderá compreender que existe um fundamento. Só espero que isso não seja um impeditivo para uma futura aprovação em um teste psicotécnico. Mas lembrem que de médico e de louco, todos nos temos um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2459900217001168171?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2459900217001168171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2459900217001168171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2459900217001168171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2459900217001168171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/mltiplos-universos.html' title='Múltiplos Universos'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-3207748124025403889</id><published>2008-10-25T15:49:00.005-02:00</published><updated>2008-11-05T22:29:37.327-02:00</updated><title type='text'>No mundo da bola</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:A-XzkkjKPASFuM:http://semipronta.files.wordpress.com/2008/07/futebol1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Engraçado, cresci numa família que nunca foi muito fã de esportes, exceto meu pai, que não “perde” uma partida de futebol na televisão. Não teria porque ter influências dessas atividades, mas gosto muito. Não de todos os esportes. Nem sou tão fã assim de futebol. Não sou daqueles que o mundo se acaba quando vê seu time perder, que reclama do técnico, que fala de táticas e tal. Sempre gostei dos esportes menos midiáticos ou não tão populares quanto o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se tem uma coisa que eu admiro, é a imagem de um torcedor. Não gosto dos fanáticos e nem dos “flanáticos”, mas o bom torcedor é sempre bom de ver. Preocupado com o time, sofre, chora, ri, grita, vibra. Sempre cometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi muito com isso quando vim morar no Rio, principalmente quando fui morar só. Quantas vezes me peguei correndo para ligar a TV ou mudar de canal pela gritaria que os cariocas fazem ao comemorarem um gol. O mais estranho é que você nunca sabe qual foi o time que colocou a bola para dentro. A algazarra é tanta, que só vendo o jogo para saber quem foi o autor da alegria. Eles não torcem para que o time da cidade ou do estado se dê bem na competição, caso o seu não esteja participando. Querem é a derrota. Inveja pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cariocas não são companheiros futebolísticos dos outros times. Se o Flamengo está jogando e leva um gol, fluminenses, vascaínos, botafoguenses e mais qualquer outro time que rivalizar com o rubro-negro vibram como se o seu time tivesse marcado um em cima do arqui-rival. Detalhe, isso vale para qualquer time. Não importa a cor da camisa. Sempre será um festival de gritos, contras ou a favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites de quartas-feiras é que são as mais perceptíveis. Procuro sempre deixar a janela aberta para ouvir as reações, por mais que eu esteja fazendo algo completamente diferente. Sentir essa vibração, essa paixão do outro por algo que não é tão importante para você é interessante. Permitir-se entrar em sintonia com essa energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que vejo sempre nessa rivalidade-cumplicidade é como as pessoas mexem com as outras nas ruas, mesmo sem se conhecer. Basta ter alguém com a camisa do seu time e pronto. Alguém grita: manto sagrado. Outro chega comemorando junto. Vem mais um e passa ridicularizando, desdenhado. Os olhares e os gestos mostram que eles são mais interligados do que pesam. Isso vale também para as conversas de colegas, sejam de trabalho ou academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se na minha cidade as pessoas também fazem isso. Sempre fui muito desligado do mundo futebolístico. A única lembrança que tenho é dos buzinaços após cada jogo, principalmente se o time da casa ganha o jogo ou o título. Barulho mesmo só escutava perto dos estádios. Algazarra geral somente em jogo da seleção brasileira. Ai, tudo vira festa e desculpa. Mas isso é a visão de uma pessoa que curte futebol, mas que não tem a vida regida por ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-3207748124025403889?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/3207748124025403889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=3207748124025403889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3207748124025403889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/3207748124025403889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/no-mundo-da-bola.html' title='No mundo da bola'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2840814584033038455</id><published>2008-10-23T15:59:00.004-02:00</published><updated>2008-10-24T00:44:33.262-02:00</updated><title type='text'>Reflexões</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:4AgakuVcnlaAkM:http://1.bp.blogspot.com/_sc88nLdCSqA/SKDX7NZixcI/AAAAAAAAACc/qfmI1abfMRs/s320/espelho-destorcido.JPG" align="left" /&gt;Refletir. Palavra que pode ser definida como ação de espelhar um objeto real em um plano virtual. Mas que pode ser interpretada como o ato de pensar e repensar algo, que está em nossas mentes, que nos faz agir. Já escrevi aqui sobre o quanto eu reflito sobre minhas atitudes, sobre minha pessoa. Basta ler o post sobre medo. Consigo ser meu próprio analista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom que a prática tem me dado um auto-conhecimento tão grande que tenho a impressão de estar amadurecendo em minutos. Coisa de “envelhecer” 10 anos em 10 semanas. Mentira. Ainda continuo com minha cara de menino. Mas sinto envelhecer por dentro. Mas no sentido de ficar mais sábio, mais sensato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias coisas nos fazem refletir. Porém, gosto mesmo são dos locais que me revelam, me causam epifania. Um quarto grande de hotel a beira-mar, um vôo, uma viagem de carro, um vagão de metrô, uma caminhada por um calçadão, uma mesa de bar. Não importa o local. E, escrevendo este texto, lembrei de um conto da Clarisse Lispector, onde uma mulher começa a enxergar a vida a partir de um cego mascando chiclete. São pequenas coisas que nos trazem para a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma música é a melhor ferramenta para uma reflexão mais profunda. Ela te leva longe, onde é difícil de chegar e onde há sempre uma neblina. Pelo menos é assim comigo. A letra sempre me puxa para o que estou sentindo no momento. Pode aumentar ou aliviar uma angústia. Coração apertado, nó na garganta, falta de ar. Mas a melodia te acalma, vem mansinha, vai te fazendo parar e pensar: por que estou me sentindo assim? Não há motivos. Ou melhor, há motivos. Conversa franca, certeza de um fim, ansiedade por um novo começo, quebra de paradigma, batalha contra o medo, carência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que isso tudo te cause um mal-estar, você sabe que poderia cometer os mesmos erros novamente. Mas quem disse que foram erros? Por que não foram coisas certas em momentos errados? Ou mesmo em momentos certos? Foi tudo para um crescimento, um amadurecimento. Tudo para que se tenha uma nova forma de ver o mundo e de querer conhecê-lo. Não há mais receio de se arriscar. O máximo que a vida vai te dar é um não. E sabemos que um Não não é o fim do mundo. Pode ser o começo, o meio e o próprio fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é não se arrepender. Mas se assim o for, que seja por algo feito. Para não ficarmos remoendo com os E ses... Isso machuca mais. Porque nos remoemos. Dói saber que poderíamos agir de uma outra forma. De que se as coisas se repetissem, faríamos tudo diferente. Para melhor. Ou pior. Não temos como saber. Somente Deus e o Destino podem prever isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom que esse post me levou ao caminho de um outro que já queria escrever, mas que vai ficar para uma outra oportunidade. Na minha teoria, já o estaria escrevendo. Mas ficará para a próxima. Afinal, são múltiplas as possibilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2840814584033038455?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2840814584033038455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2840814584033038455&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2840814584033038455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2840814584033038455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/reflexes.html' title='Reflexões'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-2512604101597051508</id><published>2008-10-19T23:15:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T10:37:22.266-02:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Esta vida é uma estranha hospedaria&lt;br /&gt;De onde se parte quase sempre às tontas&lt;br /&gt;Pois nunca as nossas malas estão prontas&lt;br /&gt;E nossa conta nunca está em dia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mário Quintana&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui uma pessoa medrosa. Já me arrisquei muito também. Quando decidi mudar de cidade, arriscar tudo, todos me acharam corajoso. Eu também me orgulho disso. Ter saído de casa, do conforto do lar dos meus pais, com a cara e a coragem no bolso e estar vencendo na vida. Vivendo e sobrevivendo. Nem vou entrar no mérito do crescimento, do amadurecimento. Mas, mesmo como tudo isso, continuo a sentir medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o medo é parte integrante da vida. Não existe ser humano neste mundo que não tenha medo. Medo da vida, medo da morte, medo de amar, medo de insetos, medo.... Medo de sentir medo. Sei que tenho vários, mas sempre os enfrento, quando posso. Ou quando quero. Mas decidi não mais ter medo de viver e de amar. O porquê disso? A efemeridade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois casos, bem próximos, mexeram um pouco comigo. Por dias, fiquei com isso na cabeça, me perguntando se tivesse sido comigo. Será que meus medos fariam com que eu me arrependesse de não ter realizado coisas? Duas pessoas do trabalho, um mais próximo e o outro apenas um conhecido de vista passaram por revelação e passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que trabalha diretamente comigo sofreu um grave acidente de moto. Traumatismo, costela quebrada, pulmão perfurado. Hospital por dias. Mas a certeza da vida. De poder respirar. Tenho certeza que ele já é um novo homem. O outro, apenas conhecido de vista, foi mais grave. Com uma história confusa e que acaba em morte, ele fez a passagem com apenas 22 anos. Detalhe: os dois casos ocorreram em menos de sete dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti tanto sobre essas duas histórias relatadas que vi o quanto meus medos estavam me impedindo de viver, de tentar ser feliz. É só o que eu quero. Ainda não posso abrir a boca e dizer que não tenho medo disso ou daquilo. Mas o medo da morte me fez deixar de ter medo da vida. Os dois não devem habitar o mesmo corpo, a mesma mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isso tudo só me foi possível porque comecei a enfrentar vários medos internos. Ter consciência de mim mesmo. Uma vez, conversando com uma amiga, que hoje é psicóloga, disse que eu era meu próprio analista. Ela brincou dizendo que eu estava tomando o emprego dela. Mas, falando sério, sempre me analisei muito. Não posso dizer que me conheço 100%, porém me conheço bem. Sei quais as reações que vou ter. Quero mudar algumas, já que muitas estão relacionadas ao medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já decidi, há certo um tempo, de não mais ter medo de expressar meus sentimentos. Agora eu consigo dizer em alto e bom som que eu amo, que eu desejo, que eu quero. Desde criança eu sei dizer eu te amo. Mas nunca fui de falar para quem não fosse minha família. Hoje, posso dizer para quem amo, seja família, amigos, colegas ou meu grande amor que os amo. Lógico que todos têm suas intensidades, mas não tenho mais medo da reação de ouvir um eu te amo. Eu sei que também tenho medo de ouvir, ainda mais quando não se espera ou de quem você nem imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero terminar este texto dizendo uma coisa para mim e que servirá para você: Procure não ter medo de ser você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-2512604101597051508?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/2512604101597051508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=2512604101597051508&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2512604101597051508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/2512604101597051508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/medo.html' title='Medo'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-788964117851305454</id><published>2008-10-15T22:19:00.001-03:00</published><updated>2008-10-15T22:28:09.869-03:00</updated><title type='text'>Melhor dia da vida</title><content type='html'>Outro dia, ouvindo uma música, me veio o questionamento: qual foi o melhor dia de minha vida? Diversas imagens me vieram a cabeça no mesmo instante. Foram lembranças agradáveis, momentos inesquecíveis, pessoas que levarei sempre comigo. O problema é que não me veio um dia específico. E a voz da Dido, cantora britânica, continuava a me embalar nos versos de Thank You. Mas o melhor dia continua a martelar minha cabeça, mesmo dias após a revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que nem sempre pensamos nisso, afinal, são inúmeros bons momentos vividos. As experiências que cada um traz, nos remete a situações engraçadas ao sermos indagados sobre tal fato. Nem sei se há como eleger o melhor dia. Creio que podemos ter o melhor momento fácil, como a melhor festa de reveillon, o melhor aniversário, a melhor transa, enfim, o melhor fato concreto que já passamos, por mais que fosse um momento abstrato. Mas como eleger o melhor dia, sem nada muito especial? Será que é apenas pelo melhor período compreendido entre 24h ou o melhor momento entre todos aqueles já vivenciados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta me corroeu por dias (se bem que ainda me corrói). O inusitado é que sempre ouvia a Dido agradecendo pelo melhor dia de sua vida, que está tudo bem e que agora está tudo onde deveria estar. Mas nunca me perguntei ou mesmo dirigi o fato a alguém. Quem sabe é a primeira vez que uma auto-pergunta minha esteja sendo feita de modo aberto e que leve a você a remexer nas lembranças, sejam elas as mais fácieis de achar ou as que já estão no “arquivo-morto” do nosso cérebro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, valeu muito pelas lembranças que obtive. Imagens que estão fundidas a ferro em minha mente. Mas não consigo chegar na tal data. Até porque também não sei se ela já chegou. Vai que ainda está na linha do meu destino e meu bonde ainda não chegou a devida estação. Vai que o seu dia também não chegou, mas a sua ficha vai cair quando você se deparar com a forma como tudo converge para que seja gravado, em letras garrafais, &lt;strong&gt;ESTE É O MELHOR DIA DA MINHA VIDA&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, e por mais que o meu tenha chegado e eu não tenha me dado conta, espero que venha um melhor. Que ele tenha sido meu melhor dia até aquele dia que ganhei a consciência dele, mas que um mil vezes melhor esteja no pôr vir. Só que gostei do exercício de vasculhar minha mente atrás de descobrir, dentre as inúmeros imagens de datas, pessoas, locais, eventos, enfim, de tudo que já passei, qual deles foi o melhor. Poder relembrar o melhor abraço, o melhor amanhecer, a melhor festinha. Pena que são só imagens de fatos passados e que não podem mais se repetir. Até porque não seria replay. Porém, o que me deixa mais satisfeito é que essas imagens realmente existiram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-788964117851305454?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/788964117851305454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=788964117851305454&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/788964117851305454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/788964117851305454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/melhor-dia-da-vida.html' title='Melhor dia da vida'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6085975492107908395</id><published>2008-10-13T22:19:00.004-03:00</published><updated>2008-10-14T09:55:10.844-03:00</updated><title type='text'>Brainstorm</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo ...&lt;/em&gt;” - Toquinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como funciona a cabeça das pessoas no geral. Muito menos a sua, caro leitor. A minha então, nem se fala. Parece que todo dia eu descubro uma função nova para ela. Tecla SAP, OSD, CC, Timer, etc etc etc. Acho que nunca vou me entender. Então, já peço desculpas por não compreendê-lo. Acho que nem Freud poderia explicar a cabeça do ser humano de hoje, com todos os acessos a coisas boas e as mazelas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:IpI46xzLZ55gLM:http://blog.sindpd.org.br/up/s/si/blog.sindpd.org.br/img/.resized_cerebro.jpg" align="left" /&gt;Mas falemos de minha cabeça. Ela não para. Da hora que eu acordo (no 220v) até a hora de brincar de olhar para dentro, meu cérebro, cerebelo e bulbo estão a pleno vapor. São pensamentos, reflexões, idéias, inspirações. Tudo isso para confundir uma cabeça que ainda tem preocupações, lembranças, viagens e qualquer “porraloquice” (ficou legal tudo junto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que comecei a ter este blog, que voltei a escrever, parece que casei com uma musa e a inspiração não me falta. Se eu andasse com um bloquinho, ia ficar louco escrevendo o que me visse a mente. Sinto que tudo foi potencializado. Ligaram o turbo. Os temas são os mais variados. Já pensei em poemas dadaístas, em contos sem pé nem cabeça, em histórias inventadas, em relatos diversos. E qual foi a saída para isso tudo??? O título deste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou escrevendo tudo o que me vem a cabeça e que faça algum nexo. Ou não. O importante é dar vazão a essa inspiração que me consome, que me fortalece, que me alimenta. Vejo as coisas na ruas, escuto algo e já penso em escrever. Não importa quando ou onde. Mas o pensamento é tão rápido, que fica impraticável escrever a mão. Não adianta. Nem anotar tópicos. Não fica a mesma coisa do pensamento do momento. E deixar para escrever depois é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei dias matutando sobre escrever sobre covardia. A palavra mesmo. O sentido. Chamar as pessoas de covardes por certas atitudes. Mas deixei para depois e percebi que também sou covarde em minhas atitudes. Assumo muita coisa que sinto e dou minha cara a tapa. Mas também fecho a boca e os olhos para tantas outras. Então, do que adiantar falar que alguém é covarde? De cobrar atitudes, quando eu tenho que me olhar no espelho todo santo dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:Jc1eNnlRsNqzcM:http://www.gobrasil.net/images/RJ-rio01-460.jpg" align="right" /&gt;Ontem estava assistindo Sex in the city antes de dormir. Assumo que gosto da série. Acho que ela põe bons questionamentos em “pauta”. O de ontem me fez refletir bastante. Tenho reclamado para algumas pessoas de minha solterice, de não encontrar um relacionamento sério, apesar de querê-lo. Também quero farrear, mas sinto estar pronto para um namoro. E olhe que tudo isso foi no momento universal da carência: o domingo a noite (isso vai render um texto depois). Voltando. A Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker, estava falando sobre relacionamentos e tal. E ela falou uma coisa que me intrigou bastante. Pior, que vi que é verdade. Eu já estou num relacionamento. Estou num namoro com a cidade do Rio de Janeiro faz um tempo e não tenho aproveitado como deveria. Ela falava de Nova York, mas tenho que trazer para a minha realidade. Tenho saído só, mas tenho deixado de fazer muita coisa por pensar que estou só. Como o verbo define, é apenas um estado. Vi que deixo de caminhar pela cidade, de ir a museus, de ver peças. Cinema é o único programa que me dedico. O resto eu deixo de fazer por estar só. E é nesse sair sozinho que eu posso interagir com outras pessoas, fazer novas amizades, conhecer novos lugares. Acho que vou me “namorar” um pouco mais pelas ruas e lugares cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando muito de assunto e como o próprio post permite, vou escrever mais um pouco, até por já ter me alongado muito. Peguei um trem ontem e percebi o quanto as pessoas são “descivilizadas”. Não quero ficar falando de educação básica, aquela que se aprende dentro de casa: higine, comportamento, etc. Mas fiquei abismado com o chão do vagão do trem lotado de lixo (embalagem de picolé, garrafa pet, papel de bombom etc), enquanto as lixeiras estavam vazias. Vi pessoas jogando lixo no chão ou pela janela. Pior que sempre escuto as mesmas pessoas reclamando da sujeira que toma conta das grandes cidades, do lixo na rua. Espero que elas vejam que têm o direito exigir uma cidade limpa, mas que também possuem o dever de zelar por ela. Cidadania é isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6085975492107908395?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6085975492107908395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6085975492107908395&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6085975492107908395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6085975492107908395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/brainstorm.html' title='Brainstorm'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-4929930262288866502</id><published>2008-10-11T20:08:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T09:55:52.910-03:00</updated><title type='text'>Azedo como um limão</title><content type='html'>&lt;img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:SYim-jbkF27P-M:http://nacozinha.files.wordpress.com/2008/04/limao.jpg" align="left" /&gt;Epifania significa revelação. É tudo aquilo que te leva a ter consciência de um fato da vida. Da sua vida. Pode ser um comportamento, um entendimento, ou apenas um conhecimento. Já tive inúmeras em meus vinte e tantos anos, mas nenhuma me levou a me questinoar tanto como a pergunta de uma colega. E foi algo tão simples, mas que mexeu bastante numa mente que não para de pensar no universo que nos rodeia. Algo que surgiu como uma brincadeira, mas que abriu as portas para um outra dimensão: Vem cá, você chupou limão hoje? Como uma pergunta assim te deixa tão vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos antes eu havia respondido uma pergunta, mas que não sabia a resposta e nem porque ela estava sendo direcionada a mim. Vai que respondi meio seco, meio sarcástico. Porém eu sempre respondo meio assim. Então comecei a me analisar para saber se eu era grosseiro sempre ou quando isso se revelava. Foi quando comecei a vasculhar meu interior e ver onde estava errando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei dias com o limão na cabeça. Mas isso era pouco e acrescentei um pouco de fel, para saber também se era amargo. Nunca me considerei assim, azedo e amargo. Mas vai que eu sou assim e ainda não ganhei consciência disso, ainda. Também ninguém me disse isso diretamente. Porém, pessoas “noiadas” pensam tudo o que pode acontecer. Vai que o azedume foi uma coisa de momento? Mas vai que não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso faz parte de imagens que construímos sobre nós mesmos. Afinal, somos compostos por três Eus: aquele que realmente somos, aquele que mostramos para as pessoas, e aquele que as pessoas acham quem nós somos. Se bem que este número pode crescer e, por isso, é melhor termos só esta “tripla” personalidade. Fica até mais fácil de nos entendermos. Sé é que isso é algo possível. Sei que sempre buscamos meios para nos compreendermos, mas não sei se estamos preparados para nos conhecermos. A idéia que temos de nós pode ser despedaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que somos como um quadro abstrato, onde temos que interpretar as ações e os sentimentos. Até porque, quem nunca se remoeu por estar sentindo algo que não era para estar sentindo naquele momento ou que achava que não devia expressar isso. Isso meio que veio até por uma colega psicanalista, quando conversávamos sobre formar de expressar sentimentos. Afinal, quem disse que não podemos chorar quando estamos tristes? Por que ter vergonha de derramar lágrimas, se algo nos está machucando e a saída para aliviar aquilo é o choro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, revisando este material, é que eu vi que fui mudando de assunto, mas que não sai do tema, que são a imagens que construímos de nós mesmos. Afinal, o ser humano se utiliza de imagens para se comunicar. E mesmo aqueles que não podem ver ou para aquelas imagens que não temos como ver, sempre há uma descrição que nos faz criar uma idéia do que é em nossa mente. Ou nunca ninguém se perguntou: eu imaginava isso bem diferente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-4929930262288866502?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/4929930262288866502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=4929930262288866502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4929930262288866502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/4929930262288866502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/azedo-como-um-limo.html' title='Azedo como um limão'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-6322471436744387296</id><published>2008-10-09T19:01:00.002-03:00</published><updated>2008-10-15T22:45:19.451-03:00</updated><title type='text'>Pegadas do passado</title><content type='html'>Quase tudo que resume nossas vidas é baseado em imagens, sejam elas construídas, inventadas ou idealizadas. O engraçado é que você me permitiu as três possibilidades em seu olhar. Não consigo esquecer a primeira vez que nossos olhos ser viram. Não deu para disfarçar. Nós dois sabíamos aonde aquilo poderia nos levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como falar de você, exceto que retribuiu parte do que te ofereci. Mas posso falar com propriedade do que me fez sentir. Percebi que não tinha muito tempo e as chances eram escassas. Não tivemos a oportunidade de nos falarmos neste primeiro encontro. Só que eu sabia que tinha que falar com você. Fui invadido por algo que não sentia há muito tempo. Você grudou em meus pensamentos (e permanece assim até hoje).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço minha ousadia em falar com você. Tive que ter coragem de enfrentar a situação e acho que me sai bem. Minha vontade era de te beijar no primeiro Oi, mas sabia que isso não seria legal. Que tipo de pessoa você pensaria que eu era. Viajei em nossa conversa. Já criei todo um mundo paralelo onde estaríamos juntos desde o primeiro momento, desde o primeiro olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei com uma certa dose de ansiedade pelo primeiro beijo. Procurei sentir cada milímetro de sua boca encontrando a minha. O toque suave em sua pele. O arrepio que suas mãos me provocaram. O doce sabor de fruta, apesar do chiclete de menta. Pouco me importei com o lugar onde estávamos ou o que poderiam pensar de nós. Queria apenas estar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que, antes mesmo de nos falarmos, eu já sabia que teríamos um pequeno problema: a distância que nos separa. Se fossem míseros quilômetros, eu te queria em meus braços mais vezes, não me importando com algumas horas de viagem só para ganhar a beleza de teu sorriso adentrando pelos meus olhos ávidos de tua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o destino me pregou uma peça. Queria poder, com 100% de certeza, afirmar isso no plural da primeira pessoa. Mas a Vida não me permitiu assim. Na verdade, ela me pregou duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me ligou no dia seguinte. Não esperou que eu entrasse em contato. Pró-atividade também é sua marca. Conversa meio ressabida, afinal, as poucas palavras que tecemos nos permitiram um conhecimento superficial. Ouvir sua voz me encheu de prazer. A troca de mensagens durante dias. Só em apenas ler "Oi menino lindo. Bjos" já me dizia que eu estava entregue a você. Percebi ali, que desde do primeiro toque do olhar, você havia roubado meu coração. E fiquei feliz com isso. Por ser você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a te falar como fui conquistado. Não tenho vergonha em dizer novamente que seus beijos em meus olhos terminaram de levar o que já era teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei mais encantando ainda com as conversas nas madrugadas. Os cochichos para ninguém acordar ou perceber o teor de nosso papo. O deliciado som da sua voz invadindo meu ouvido e provocando um sorriso imenso em minha boca. Sorriso esse que sempre vem a minha face quando penso em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me surpreendi ao receber uma música de letra forte e que, de certa forma, demonstrava o que você também poderia estar sentindo por mim. Após ouvi-la, sabia que tinha que te ver o mais rápido possível. Tive a oportunidade, mas ela me foi arrancada com tanta força, que fiquei entristecido em não te ver. Mas, como o Tempo é sábio, ele, em combinação com o Destino, me reservou um encontro todo especial contigo. Literalmente, corri para teu lado. As pernas doíam enquanto eu me apressava. Faltava fôlego, já que este foi roubado por toda a ansiedade que eu sentia. O tempo demorou a passar, menos o sorriso e a felicidade que tomavam conta de mim, de minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, te olhei mais uma vez. Não estava acreditando estar ao teu lado. Poder te tocar, te beijar, te abraçar. Tudo estava sendo mágico, assim como foi nosso encontro. Pena que durou pouco. Novamente, o Destino teve que nos separar mais uma vez. Pude te conhecer melhor, assim como você. Não sei que imagem você ficou de mim. Eu tenho as melhores suas. O conforto que tive em ficar do teu lado e saber que eu poderia abrir meu coração. Não tenho medo em me machucar por causa disso. Tenho medo é de não me deixar te amar, de não querer me apaixonar por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância complica. Sempre fui daqueles que não acreditam em nada muito longe, sem toque. Mas com você é diferente. Eu me arrisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paulinho Moska, excelente declamador do amor, canta em Trampolim os versos "Que tipo de piscina terá embaixo deste trampolim? Que pulo que eu vou ter que dar para não me ferir? Porque acordar sem você é ficar cego no amanhecer. É assistir o fim do mundo antes de escurecer. E eu no meio disso tudo, sem saber, Se já estamos no inicio do que vamos ser". A única coisa que essa música me fala é para eu pular de cabeça e sem medo de querer ser feliz, por mais que eu encontre uma piscina rasa ou mesmo caia nas pedras. Mas sinto que devo arriscar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado disso é que eu não te conheço ainda, mas sei que quero você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-6322471436744387296?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/6322471436744387296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=6322471436744387296&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6322471436744387296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/6322471436744387296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/pegadas-do-passado.html' title='Pegadas do passado'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-9016200008981076846</id><published>2008-10-07T23:33:00.001-03:00</published><updated>2008-10-14T09:58:29.607-03:00</updated><title type='text'>Em terra de cego ...</title><content type='html'>Quem tem dois olhos, comanda!!! Aprenda a enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero adentrar sobre a frase acima, mas é que acabei de chegar em casa depois de assistir Ensaio sobre a cegueira, do Fernando Meirelles. Não quero falar sobre o filme, resenhá-lo, resumi-lo. Não sei se vou fugir do enredo como um todo, mas foram determinados elementos abordados na película que me motivei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a caminho do cinema, já vinha pensando em escrever sobre olhos e olhares novamente. Tenho algumas idéias do que escrever sobre o comportamento das pessoas em ambiente fechados: elevador, metrô, banco. Mas isso fica para uma próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero mostrar aqui é que o filme é tão forte, tão intenso sobre a essência humana, que você fica hipnotizado e não acredita como o ser humano pode ser tão cruel. Já vi vários filmes com esse comportamento do homem. Mas é difícil de aceitar que a humanidade seja capaz dessas coisas. Não precisamos recorrer à ficção. O homem já fez diversas atrocidades ao longo das eras. Não é necessário listas e os motivos são os mais diversos. Na verdade, creio que se analisarmos bem, só há um motivo: o poder de poder subjugar outro. O poder de decidir sobre a vida do outro. É tão complicado isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo que vemos a crueldade inerente do homem, vemos também o quanto podemos ser bons. Um grupo surge como a luz na escuridão da crueldade. Todos, como suas falhas e seus problemas, se unem em prol de sobreviverem, de lutarem para ficarem juntos. Eles não querem pisar em ninguém nessa dura jornada. Apenas querem encontrar a luz da sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa engraçada que vim pensando no caminho do cinema até em casa é que fui ver um filme que fala sobre o dom da visão um dia depois de criar este blog. Além de postar sobre olhos e olhares. Só que estes olhos que acompanharam a escrita deste post, se chocaram com as cenas do filme. Da possibilidade do comportamento humano em situações de caos e desespero. Quanto mais pensamos que estamos preparados para algo, mais nos enganamos. Ninguém está preparado para nada. O melhor é tentar o controle. Se é que esse controle existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-9016200008981076846?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/9016200008981076846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=9016200008981076846&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9016200008981076846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/9016200008981076846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/em-terra-de-cego.html' title='Em terra de cego ...'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5778039308933115424.post-281956891364199478</id><published>2008-10-06T23:02:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T09:59:27.977-03:00</updated><title type='text'>Olhares</title><content type='html'>"&lt;em&gt;Seus olhos e seus olhares, milhares de tentações&lt;/em&gt;" - Leoni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como o Destino gosta de causar trotes. Acredito piamente nele. Mas também ajo em seu favor. Dou uma mãozinha. Pena que quem a pega, ás vezes, a mão está lisa e escorregadia. A queda é inevitável. Muitas vezes, apenas é o balanço do braço caindo pesadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo começa no olhar. Com um olhar. Você está, sentando, olhando as pessoas ao seu redor, querendo se achar na multidão. Perdido em lugares profundos da mente. E ai vem, um belo par de olhos cor de mel. Um olhar profundo em sua direção. Você se perde naqueles olhos que não saem do seu. Tudo deixa de existir e você só enxergar aqueles belos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles te seguem para onde você vai. Você também os segue. Que peça é essa que o destino está te causando? Por que esse olhar profundo em sua direção? Não consigo entender o que tenho de especial para atraí-los. Mas não quero que parem de me olhar. Sigam-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você aproveita e tem uma conversa com o Destino. Ele te faz agir e ir atrás daqueles olhos. Você se arrisca. E petisca. O destino está do seu lado. Murphy esqueceu que você existe por um tempo. Apenas por um tempo. Logo ele põe suas garras de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, mais uma rasteira. Já não suporto mais rasteiras. Veio tudo junto. Balde de água fria, queda de penhasco, salto mortal twist carpado na jaca. Voilá!!! O mundo desaba em sua cabeça e a única coisa que resta é esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você consegue fazer a fila andar, mas não consegue mais aquele tipo de olhar. Exatamente aquele que te paralisa, que te faz esquecer que o mundo um dia existiu, que te congela a barriga. Vai apenas caminhando, perdido no meio da multidão, procurando olhos que te afaguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez o Destino te estende a mão. Você decidiu parar de sofrer, realmente esquecer o brilho dos olhos cor de mel. A vida realmente continua e ergue-se a cabeça. Para quê??? Para encontrar outro par de olhos que te hipnotizam. Desta vez, o mesmo frio na barriga. Quase que a mesma situação vivida antes. Mais uma vez, você segue os conselhos do amigo Destino. Os olhos, que te buscam de forma tão profunda, te fazem agir mais uma vez impulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa mais uma vez no que possui. Seu ego recebe uma boa corrente de ar e infla. Mas para quê? Para que o próprio Destino, que é sado, venha sorrateiramente e te derrube. Na verdade, ele não te fez levantar tanto. Apenas te colocou no lugar que deve ocupar: o papel de coadjuvante em um filme trash tipo B. Nem Zé do Caixão te criaria. Tudo bem, foi exagero. Mas para que te tratar assim? Não tem porque te levantar, fazer ficar em pé e vir te dar uma rasteira. Você não é masoquista para gostar de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também não quero ser descrente em tudo. Nem em ninguém. Ainda acredito no meu potencial. Sei que conseguirei ter meu lugar ao sol. E sei que para chegar nessa praia, tem trânsito, dificuldade para estacionar, areia cheia. Mas uma coisa que me motiva é que a fila anda. E nesse fila existem olhos e olhares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5778039308933115424-281956891364199478?l=visaomundana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visaomundana.blogspot.com/feeds/281956891364199478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5778039308933115424&amp;postID=281956891364199478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/281956891364199478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5778039308933115424/posts/default/281956891364199478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visaomundana.blogspot.com/2008/10/olhares.html' title='Olhares'/><author><name>o Nobre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04836123226319136638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
