terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Banho-Maria

Até parece dica de culinária, mas vim falar de uma aplicação nada convencional do banho-maria. Creio que os que cozinham sabem mais sobre a aplicação do método de cozimento em banho-maria, mas o termo já tem sua divulgação para as outras formas de aplicação.

Naquele esquema de não gostar do que façam comigo e evitar fazer o mesmo com os outros, procuro não cozinhar ninguém em banho-maria, independente de qual função a pessoa tenha em minha vida. Resposta, seja negativa ou positiva, é sempre muito bem-vinda. No começo pode até machucar um pouco, frustrar as expectativas, mas sempre fica um alívio depois, pois sabemos com o que estamos lidando.

Quem nunca ficou sem resposta por um currículo enviado? Quem nunca ficou sem resposta por um SMS enviado ou uma ligação não atendida? O silêncio vai aquecendo e cozinhando suavemente. Mas esse efeito só me permite ver duas funções: ou queima ou azeda de vez. Por mais que o cozimento seja mais lento, é um cozimento. Há fogo envolvido e se deixar passar do ponto pode estragar o prato.

E é o que geralmente fazemos. Nunca nos lembramos de olhar no relógio e ver que já esta no tempo de retirar do fogo, seja para consumo próprio, seja para oferecer aos outros. E algo que poderia sair bem, acaba queimando. A lei de que um lado sempre ganha e o outro sempre perde se concretiza mais uma vez.

Acredito muito na maturidade humana. Ouvir um sim ou um não, não é o fim das coisas e, muito menos, do mundo. Faz parte do aprendizado. Como já falei, pode até doer, mas, como todo machucado, ele se cura e a dor acaba. Vale ai o famoso “levanta para cair de novo”.

Conversando com um amigo sobre o banho-maria, é como se fosse uma forma de armazenamento. Guarda-se amigos, relacionamentos, amantes ... Mas tudo tem validade. E esse cozimento lento e nada gradual pode azedar mentes confusas. Ou até provoca decisões precipitadas. Porém, não menos acertadas. Erros e acertos estão no nosso dia a dia. Não há quem possa indicar que a decisão foi a mais correta. O Destino nos mostra as possibilidades e as oportunidades. A nós, basta decidir o que pegar e viver as consequências disso. Mas, por favor, sem ser em banho-maria.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Baseado em fatos reais

Incrível a identificação que você pode ter com um filme. Numa não-comédia romântica, como começa a narração, o filme 500 dias com ela [(500) days of Summer], traz a despretensão de ser mais um filme sobre o amor entre duas pessoas. Na verdade, é apresenta o amor de uma forma diferente, cheio de esperanças e complicações. Com uma edição entrecortada entre idas e vindas, ele traz a história de um escritor de cartões, Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), e a assistente de seu chefe, Summer Finn (Zooey Deschanel).

Para alguns, os clichês de comédias românticas se apresentam ao longo do filme. Mas o detalhe é que não são os clichês açucarados. Até porque há inversão nos papéis. Ele é o romântico inveterado desde a infância (o que rolou uma grande identificação com este que vos escreve, que chegou a pensar que roteirizaram sua vida), que acredita em amor à primeira vista e que vê passarinhos quando se apaixona. Ela é uma menina que, desde cedo, ficou cética com o amor, tendo marco no divórcio de seus pais.

O filme, como já dito, é bem despretensioso e mostra o relacionamento como ele é na vida real, mesmo brincando com a magia do cinema. Os problemas apresentados são os possíveis, as discussões bobas, as diversas formas de se fazer as pazes, as sempre imprevisíveis brincadeiras, as inusitadas visitas às lojas. Enfim, é um filme bem real. As brincadeiras com a não-realidade seguem paralelas e são fácies de identificar na brincadeira do diretor Marc Webb.

Tive medo apenas em uma cena, quando o romântico Tom deixa-se levar pelo ceticismo e passa a desacreditar no amor. Esquecer que sua fonte inspiradora para a vida não está nos olhos azuis de Summer, mas sim na forma como ele se relaciona com o sentimento. Não tem como esquecer o passado, principalmente quando há um "I Love Us". Um coração quebrado é capaz de nos fazer ter atitudes que nunca antes acreditaríamos em ter.


Tom e Summer


Não podemos esquecer-nos da trilha sonora, bem casada para os momentos e as situações. Nem a desafinação de alguns personagens no karaokê intimida. Elas divertem. Destaco The Smiths, que provocam a união do casal. Mas a cena ao som de Quelqu’um m’a dit, na voz suave de Carla Bruni, também tem seu peso.

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors ?

O final é mesmo o ponto alto do filme. Os dois diálogos finais arrebatam. E são eles que trabalham as esperanças de românticos inveterados (principalmente dos cancerianos, hehehe). Manter o sorriso e o otimismo são boas formas de dissipar energia positiva para o mundo e recebê-la de volta. Vale ficar atento para as oportunidades também, que muitas vezes cruzam nosso caminho e deixamos escapar. Voltar ao ponto inicial de algo pode surpreender. Sei que me surpreendi comigo mesmo representado no telão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um bichinho chamado Ansiedade

Sabe quando parece que todo o Universo conspira a seu favor: você consegue resolver questões internas, consegue exteriorizar o que sente para quem e aquilo que vinha te incomodando, a balança te mostra uma curva descendente, o sorriso (que já estava na face) continua firme e forte e ... BAAAAM ... o destino vem e te prega mais uma peça. Se bem que continua a se perguntar se é peça mesmo ou se, depois de tanta coisa que rolou, aquilo tudo é de verdade.

O ceticismo toma conta de sua cabeça. Você quer se entregar, mas já está tão escaldado de situações semelhantes, que tem medo de apostar e de arriscar. Fica em um controle total e absoluto, mesmo com a vontade de pular de cabeça. Sente que poderá se dar mal mais uma vez. A parede já está toda riscada com marcações do histórico da vida.

Mas parece que há um bichinho no ar, contaminando a todos que passam por essa situação. Ele te ferroa e tudo está perdido. Mais uma crise de ansiedade. O estômago revira, o suadouro começa, as mãos ficam frias. Quer correr, quer gritar. Isso tudo porque voltou ao ponto anterior. Quanto tudo estava aparentemente bem e controlado. Agora não mais. Pior, ou seria melhor, depois de tudo isso, várias outras coisas surgem. Um novo universo se apresenta. Mas o medo vem junto, mesmo sabendo que não deve ter medo.

Quer controlar cada passo. Está cansado de decepções, independente de que ponto elas venham. Quer olhar para frente e seguir, sem medo, com passos firmes e decididos. Mas o que adianta caminhar assim se o chão é mole. Nada de areia movediça, mas num ponto que poderá te fazer cair. A mancha da última queda ainda nem saiu. O machucado ainda dói. Mas quer fazer tudo novamente, como uma criança ao aprender a andar. Levantar na tentativa de não mais cair.

Isso tudo já virou rotina constante. Não? Então não se está vivendo intensamente. Temos que aproveitar cada momento. Mas até que ponto vale o autocontrole? Até que ponto devemos controlar a ansiedade de tal forma a nos privar de algo? Por que não arriscar tudo novamente? Cansam inúmeras questões, que só geram mais ansiedade. Fica o círculo vicioso. O ciclo do bichinho da ansiedade. Definir estratégias milimétricas de onde pisar, do que mexer, do que falar. Onde fica a naturalidade da coisa?

Há uma festa que prega a política do livre para dançar. Deveríamos expandir. Livre para falar, correr, amar, viver. Enfim, livre de tudo que essa sociedade hipócrita prega e de que nós temos medo: do que o outro vai pensar. Importa o que nós vamos pensar sobre nós mesmos ao fazer um balanço: será que busquei intensamente a minha felicidade?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Somos superficiais

Se as meninas do Leblon não olham
mais para mim, eu uso óculos.
Óculos – Paralamas do Sucesso


Que a humanidade vive na Era das Aparências ninguém duvida. Mas a que ponto chegamos em uma sociedade de discrimina os diversos nichos visuais, criando e ratificando estereótipos? Essa segregação é vista em qualquer ambiente social: na praia, no shopping, na noite e, até mesmo, no trabalho. Incrível a necessidade que temos de viver de aparências e modismos.

O culto ao corpo é exacerbado e reforçado a cada dia por campanhas midiáticas fortes, onde somente o belo é glorificado. Concordo que não há nada como admirar a beleza, mas apegar-se que ela é fundamental é o prejuízo que trazemos para a marginalização do que não é tão belo, do que é real, ou mesmo, do que é diferente daquilo que estamos acostumados.

Admiro as campanhas publicitárias que valorizam o corpo natural, seja com uma barriguinha, umas celulites (até porque não se tem uma só), um cabelo cacheado. Cada vez mais o mundo estético tem acordado para a beleza natural. Cuidar do corpo é para uma vida saudável, não para se exibir frente aos outros.

A Unilever, dona dos produtos Dove, faz uma campanha pela real beleza, seja por uma papada, por um cabelo mais seco, seja por um braço rechonchudo. É esse mundo que devemos buscar: o real. O cinema começou a se render a isso. Durante a Mostra de Cinema de São Paulo, alguns filmes suecos traziam atores com outro tipo de beleza e em papeis de destaque. Não ficaram rotulados para elenco de apoio. Ganharam seu espaço pela capacidade de atuação e não por uma barriga tanquinho.


Campanha Pela Real Beleza


Outro dia, li uma matéria sobre a repercussão de uma foto da modelo Lizzie Miller, de 20 anos, em umas das mais conceituadas revistas de moda americana, a Glamour, em que ela aparecia desnuda e com uma saliente barriguinha. E as mensagens não foram condenando a foto, mas sim de mulheres parabenizando a revista e a modelo. Muitas começaram a se sentir valorizadas por se identificaram naquelas páginas, o que seria um começo de espaço nessa sociedade segregacionista. Elas se sentiram valorizadas pela primeira vez.

Mas me pergunto se isso é o começo do fim da ditadura da beleza. Ainda há massividade no reforço ao estereótipo do corpo perfeito, com incremento pela falsa idéia de que roupas de marca valorizam ainda mais o indivíduo. Isso é mais que perceptível. Sempre te olham torto por não identificarem de que grife é a roupa que você está usando ou se não está com o corte de cabelo da moda. A discriminação passa da física para a social, onde muitos criam dívidas para estar na moda.

Muitas vezes, para que nos sintamos bem com nosso estilo próprio de ser e de vestir, temos que recorrer a guetos e ficar marginalizado da sociedade preconceituosa. Hipocrisia dizer que isso não ocorre. E maior ainda que não temos as mesmas atitudes, já que esses espaços são tão fechados que quem chega sendo diferente dele também é alvo do preconceito.

Devemos buscar a melhor forma de nos sentirmos bem com nosso corpo e mente. Não discriminar quem procurar malhar o corpo em vez da mente e vice-versa. E não é papo para incrementar a briga entre os “nichos”. Não há porque rotular dessa forma também. Devemos buscar o equilíbrio entre ambos e aceitar, de uma vez por todas, que há beleza na diferença. Que não faz mal sair de óculos para uma boate, de exibir uma barriga e celulites na praia, de um corpo belo e torneado frequentar ambientes undergrounds e pseudocults.

Enfim, temos que acabar com a superficialidade ditada em nossa sociedade e com a hipocrisia que não segregamos. O Apartheid visual é grande e não está perto do fim. Ainda medimos as pessoas da cabeça aos pés e fazemos a cara de desdém, sem sequer, darmos uma chance de conhecer uma pessoa ótima para se conviver. Temos que nos sentir bem com o que somos. E a cada dia que passa, concordo menos com o verso de Vinícius de Moraes: as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Apartheid e metamorfose

Na telona, Peter Jackson encanta com filme com cara de documentário de televisão sobre segregação de alienígenas em Johanesburgo.

Vinte anos atrás, quando a África do Sul ainda vivia o Apartheid, uma nave alienígena parou sobre a cidade. Durante meses, não houve manifestação dos extraterrestres. Após uma decisão global de identificar o grupo, uma missão consegue entrar na aeronave e fazer contato com cerca de um milhão de aliens, cuja fisionomia lembrava a de camarões. Subnutridos, eles foram removidos para um campo de concentração numa região da cidade de Johanesburgo logo abaixo da aeronave, que foi chamada de Distrito 9 e vira um grande favelão, sujeito à todas as mazelas da marginalização.

Com a difícil convivência entre humanos e camarões, eles foram proibidos de circular livremente pela cidade, sendo discriminados por todos. O governo, numa tentativa de administrar a situação, começa um programa de remoção do Distrito 9 para uma área fora da cidade. Meta: deslocar 1,5 milhões de aliens hostis. O encarregado de chefiar a tarefa é Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), que acaba contaminado durante o processo e começa a se transformar em um camarão. O mundo inteiro passa a acompanhar sua saga em busca da sobrevivência e da cura para voltar a ser um simples ser humano.

A construção da história pelo diretor Peter Jackson sobre a ótica de um programa de televisão ressalta ainda mais a metamorfose de Wikus. A todo o momento o filme traz referências ao livre de Franz Kafka, A Metamorfose, quando um jovem acorda um dia como um inseto de seis patas. O processo de transformação lento e acompanhado pelos detalhes da hora e local começam a angustiar o espectador. De repente, você se tem a sensação de que tudo é real. Não parece ficção, ainda mais pelo tom dado na fotografia. Tudo é televisivo.


Shalto Copley como Wikus Van De Merwe


A atuação fantástica de Sharlto Copley nos insere ainda mais na trama, levando-nos a acompanhar bem mais de perto. Não há como desgrudar os olhos da telona. Seu desejo pela cura para voltar aos braços de sua mulher e seu medo de virar um camarão são passados de uma forma tão intensa que as unhas dançam ao longo da história tamanha a ansiedade provocada.

O trabalho da edição e da montagem é incrível. O trabalho da sonorização é muito bom também, principalmente com as vozes do camarões, que mais parecem baratas d’água. O ritmo lento no começo da trama, com os depoimentos casados com imagens de arquivos de televisão sobre a chegada dos alienígenas, sendo acelerado com o registro da remoção do Distrito 9 e a contaminação de Wikus, e chegando no clímax com a fuga e a busca pela cura do nosso metamorfo, deixa-nos sufocado e com a respiração ofegante.

Não há como deixar de fora a campanha de divulgação do filme. Com diversos avisos espalhados pelas cidades onde o filme está em cartaz, a produção alerta para o contato perigoso com os camarões. Há restrições para o uso dos espaços públicos pelos alienígenas. Isso tudo já ajuda na construção da dura crítica à nossa sociedade segregacionista de hoje, onde não permitimos tão facilmente a integração de culturas distintas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Disco furado

Numa conversa com amigos, tanto pessoalmente, como por meio do mundo virtual, fiquei com uma questão na cabeça: por que será que sempre temos uma música de furar disco nas nossas cabeças? É sempre alguma do momento, que será substituída por outra em questão de dias. E, muitas vezes, nem são as favoritas.

Tenho me deparado muito com esta questão e visualizo que todas estão ligadas às fases que venho passando. O engraçado é que têm músicas antigas que voltam e que você não consegue parar de ouvir. No máximo, você alterna com outras, mas ainda assim poucas. Não adianta ter também uma série de setlists ou CDs novos. Você sempre vai parar naquela.

Hoje me peguei voltando várias vezes para uma única música. Colocava na ordem aleatória, pois não queria ficar ouvindo a seguinte sempre. E também não queria ficar ouvindo a música ininterruptamente. Foi a solução.

Mas o medo de enjoar dela e ficar no “hall” das que não serão mais ouvidas faz com que você escute outras músicas. Deixa-se o setlist continuar. Daí você continua a ouvir as outras músicas que tanto te agradam, pois, do contrário, não estariam ali. Sua banda favorita continua firme e forte, mesmo não tendo a música do momento oportuno.

Acredito que isso aconteça com todos. Mas, em relação à minha pessoa, sempre fica engraçado, pois começo a compor as trilhas sonoras de minha vida. Pelo que já vi, perdi o número do volume que está hoje. Melhor começar a classificar por tomos. Tudo é novo de novo, como canta o Moska. Este, com certeza, faz parte dessa trilha inacabada e que não espero finalizar tão cedo.

Associar músicas às pessoas e às situações é o mais comum, pelo menos para este que aqui escreve e que, infelizmente, não entende muito o universo dos instrumentos e das batidas. Só sabe que gosta ou não.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Besouro ninja

Ginga para o louva-deus baiano

Indicado para a pré-lista brasileira dos filmes a concorrerem ao Oscar, Besouro, do diretor João Daniel Tikhomiroff, traz o mundo místico da capoeira em uma época de repressão à comunidade negra no Recôncavo Baiano, mesmo depois de anos da Abolição da Escravidão. O filme narra a história de Manuel (Aílton Carmo), batizado de Besouro nas rodas de capoeira, que tenta seguir os passos de seu mestre e livrar os negros da opressão e do coronelismo da cana de açúcar.

Com o misticismo dos orixás, Besouro tem o corpo fechado para lutar em prol da total liberdade, inclusive para a própria capoeira, que foi proibida por anos em nossa sociedade. Com a força de Exú, o personagem recebe até o dom de voar. Mas a rapidez e o gingado do herói não conseguem emplacar o filme.

Tecnicamente redondo e com uma bela produção, mas o fraco roteiro não convence. As atuações são regulares e inúmeros potenciais surgem. Destaque para o Coronel Venâncio (Flavio Rocha) e seu capanga Noca de Antônia (Irandhir Santos). Este brilhando mais uma vez, depois de seu show no filme Olhos Azuis, de José Joffily, onde vive um imigrante brasileiro tentando retornar para os Estados Unidos.

Fica difícil apontar o calcanhar de Aquiles de Besouro. Ou falta roteiro para uma boa história ou a história, apesar de interessante, não rende um bom roteiro. A fragmentação é tanta que chega a margem da chatice. Pode será até falta de costume com roteiros não lineares, mas as bruscas mudanças e os entrecortes das cenas fazem o espectador olhar para o relógio. E olhe que o filme é curto. Mas a culpa é do enredo, que tornou tudo cansativo.

Mas devemos reconhecer que a película foi muito bem produzida, dirigida e editada. Os efeitos visuais simples ajudam ainda mais. A edição rápida, mesmo quando é brusca a mudança do foco, e bem casada com a bela trilha sonora é outro ponto forte. O conjunto técnico de direção de arte com fotografia não deixa nada a desejar para muitos filmes hollywoodianos. O jogo das cores é fascinante.

Falta gingado no roteiro. Sobra presteza na técnica. E agora Besouro?


- Quero ser Besouro, porque é preto e avoa.